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Brasil

Trump pressiona e EUA abrem investigação comercial contra o Brasil

Medida pode gerar sanções graves ao Brasil e inclui temas como redes sociais, etanol, desmatamento e tarifas comerciais

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EUA abrem investigação sobre práticas comerciais ‘injustas’ do Brasil, por ordem de Trump

O governo dos Estados Unidos anunciou a abertura de uma investigação comercial contra o Brasil, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. A decisão partiu de um pedido do presidente Donald Trump e foi formalizada nesta terça-feira (15) pelo Escritório do Representante de Comércio dos EUA (USTR).

Segundo o comunicado oficial, a investigação tem como foco identificar se práticas brasileiras são “irracionais, discriminatórias e prejudiciais ao comércio americano”. Entre os alvos da apuração estão restrições a empresas de redes sociais dos EUA, barreiras tarifárias, acesso ao mercado de etanol, falta de combate à corrupção, proteção insuficiente à propriedade intelectual e desmatamento ilegal.

“Sob orientação do presidente Trump, estou iniciando uma investigação sobre os ataques do Brasil às empresas americanas de mídia social e outras práticas comerciais desleais”, afirmou Jamieson Greer, o representante comercial dos EUA.

A medida ocorre dias após Trump anunciar uma sobretaxa de 50% sobre os produtos brasileiros, marcada para entrar em vigor em 1º de agosto. A ofensiva comercial contra o Brasil repete uma estratégia já adotada pelos EUA contra países como China e União Europeia, com sanções de longa duração.

Entre os pontos investigados, estão:

  • Redes sociais: Acusações de que o Brasil estaria retaliando plataformas digitais americanas por não censurarem conteúdos políticos — menção velada às decisões do STF envolvendo o X (ex-Twitter) e outros apps.
  • Etanol: O Brasil teria elevado tarifas contra o combustível americano, contrariando acordos prévios.
  • Tarifas comerciais: Supostas taxas preferenciais a países concorrentes dos EUA.
  • Corrupção e transparência: Falta de aplicação efetiva de mecanismos anticorrupção.
  • Propriedade intelectual: Acusações de omissão na proteção a marcas e inovações.
  • Desmatamento ilegal: O país é acusado de não combater de forma eficaz crimes ambientais que afetariam produtores americanos.

Impactos e riscos para o Brasil

A investigação abre caminho para novas sanções comerciais, que vão além das tarifas já anunciadas. Segundo especialistas, punições baseadas na Seção 301 são de difícil reversão e podem afetar diversos setores da economia brasileira.

“Tarifas baseadas na 301 já foram mantidas por anos contra países como a China. São medidas com alta legitimidade dentro do sistema legal americano”, explica Barbara Medrado, especialista em comércio internacional.

O Brasil agora será formalmente ouvido e poderá apresentar sua defesa. O processo pode durar até 12 meses, com previsão de audiência pública em 3 de setembro.

A escalada de tensão ocorre em meio a críticas de Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao STF. A carta que embasou a investigação afirma que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria sendo alvo de uma “caça às bruxas”, e acusa o Supremo de promover censura.

Reação do governo brasileiro

O Palácio do Planalto ainda não se pronunciou oficialmente sobre a nova investigação. Lula já havia afirmado em nota anterior que “o Brasil não aceitará interferência externa em sua soberania” e classificou como inaceitáveis as críticas do governo Trump ao sistema judiciário brasileiro.

A abertura do procedimento agrava a crise diplomática e comercial entre os dois países e gera instabilidade para setores estratégicos da economia nacional.

Redação Saiba+

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Dono da Voepass relata “cultura de omissão”

Em depoimento à Polícia Federal, José Luiz Felício Filho afirmou ter conhecimento de falhas no registro de problemas técnicos na companhia

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O proprietário e presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, afirmou em depoimento à Polícia Federal que tinha conhecimento da existência de uma “cultura de omissão” no registro de falhas técnicas dentro da companhia aérea. A declaração faz parte das investigações sobre a queda de um avião da empresa que deixou 62 mortos em 2024.

Segundo o empresário, o padrão de comportamento estaria relacionado ao registro de ocorrências envolvendo problemas técnicos e à atuação de pilotos da companhia. A revelação foi feita durante o depoimento prestado às autoridades federais.

Felício Filho também declarou que diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teriam feito alertas diretamente a ele, ao longo dos anos, sobre o comportamento adotado por pilotos da empresa.

De acordo com o relato apresentado à Polícia Federal, os avisos teriam chamado a atenção para uma possível prática de não registrar adequadamente determinadas falhas técnicas. A informação passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelas autoridades no curso da investigação.

O empresário foi indiciado no caso relacionado à queda da aeronave da Voepass, acidente que ocorreu em 2024 e provocou a morte de todas as 62 pessoas que estavam a bordo.

As declarações prestadas por Felício Filho deverão ser consideradas no contexto das investigações que buscam esclarecer as circunstâncias do acidente e possíveis responsabilidades relacionadas à segurança operacional da companhia.

O caso também coloca em evidência os procedimentos adotados pelas empresas aéreas para identificação, comunicação e registro de falhas técnicas, além do papel dos órgãos responsáveis pela fiscalização da aviação civil no Brasil.

Redação Saiba+

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Brasil

Danone amplia investimentos para expandir produção de iogurtes proteicos no Brasil

Empresa reforça fábrica em Minas Gerais para atender ao crescimento da demanda por alimentos ricos em proteína

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A Danone anunciou a ampliação de sua capacidade de produção no Brasil em resposta ao crescimento acelerado do consumo de alimentos ricos em proteína. A estratégia inclui investimentos de alguns milhões de euros na unidade industrial de Poços de Caldas, em Minas Gerais, com foco na expansão da produção de iogurtes proteicos.

O principal destaque da iniciativa é a linha YoPro, que se consolidou como um dos maiores sucessos da companhia no mercado brasileiro. O produto já ocupa a segunda posição entre os itens mais vendidos da Danone no país, impulsionado pelo aumento da procura por alimentos voltados ao bem-estar, à prática esportiva e à alimentação equilibrada.

Segundo o CEO da Danone Brasil, Tiago Santos, a decisão acompanha uma transformação no perfil dos consumidores, que têm buscado cada vez mais produtos com alto teor de proteína e benefícios nutricionais. A expectativa da empresa é fortalecer sua presença no segmento e ampliar sua participação em um mercado que segue em expansão.

Além de aumentar a capacidade produtiva, os investimentos devem contribuir para o fortalecimento da operação brasileira, considerada estratégica para os planos de crescimento da multinacional. A meta é fazer com que o desempenho da Danone no Brasil avance em ritmo superior ao registrado pela matriz francesa nos próximos anos.

O mercado de alimentos funcionais e proteicos tem apresentado crescimento consistente no país, impulsionado por consumidores interessados em hábitos de vida mais saudáveis. Com a expansão da produção, a Danone busca atender à demanda crescente e consolidar sua liderança em uma categoria que ganha cada vez mais espaço nas gôndolas e na preferência dos brasileiros.

Redação Saiba+

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Alerj retoma atividades sob influência do calendário eleitoral

Primeira sessão do segundo semestre teve presença registrada de todos os deputados, mas maioria participou de forma remota enquanto pautas estratégicas ganham espaço na Assembleia.

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) retomou, nesta terça-feira, os trabalhos legislativos do segundo semestre em um cenário marcado pela proximidade das eleições. A apenas 60 dias do pleito, a primeira sessão após o recesso parlamentar registrou a presença dos 70 deputados estaduais, embora a maior parte tenha participado remotamente, deixando o plenário com baixa ocupação.

Apesar do esvaziamento físico da sessão, os bastidores da Casa indicam um período de intensa movimentação política e administrativa nas próximas semanas. A expectativa é de que projetos econômicos considerados estratégicos pelo governo estadual dominem a pauta legislativa antes do avanço do calendário eleitoral.

Outro tema que deve mobilizar as discussões na Alerj é a análise das indicações para a Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), além da disputa pela escolha de um novo integrante do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Ambos os assuntos são considerados relevantes para o funcionamento da administração pública e devem concentrar a atenção dos parlamentares.

O período pré-eleitoral tende a influenciar o ritmo das votações e das articulações políticas, uma vez que deputados passam a conciliar a agenda legislativa com compromissos relacionados às campanhas eleitorais. Ainda assim, a expectativa é de que temas de interesse econômico e institucional avancem antes da intensificação do processo eleitoral.

Com a retomada das atividades, a Assembleia entra em uma fase decisiva para a apreciação de matérias de impacto para o estado, em um contexto de maior atenção às negociações políticas e à definição de pautas prioritárias até a realização das eleições.

Redação Saiba+

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