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Brasil

Governo Lula cobra EUA, mas evita prorrogação do tarifaço de Trump

Em carta assinada por Alckmin e Mauro Vieira, Brasil manifesta indignação com tarifas de 50%, mas não pede extensão de prazo; disputa interna na direita também se intensifica com pressões do Centrão

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O vice-presidente não solicitou aos EUA mais prazo para entrada em vigor de tarifas, como queriam exportadores brasileiros Foto: WILTON JUNIOR

O governo Lula enviou uma nova carta ao governo Donald Trump manifestando indignação com a tarifa de 50% imposta aos produtos brasileiros, mas sem solicitar o adiamento do início da medida, previsto para 1º de agosto. O documento, assinado pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e pelo ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi encaminhado por via diplomática e será entregue pela embaixada brasileira em Washington ao secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, e ao representante comercial americano, Jamieson Greer.

Apesar do apelo de exportadores, que solicitaram a prorrogação do prazo por 90 dias, o governo brasileiro optou por não formalizar o pedido. A carta é centrada em argumentos comerciais, citando o histórico superávit dos EUA na balança bilateral e pedindo a retomada do diálogo técnico. O Itamaraty ainda aguarda resposta a uma proposta de negociação enviada em maio, que permanece sem retorno.

A carta ressalta que a imposição unilateral das tarifas afeta setores-chave de ambas as economias e compromete uma relação histórica de cooperação entre os dois países. O governo brasileiro reiterou seu interesse em explorar soluções negociadas para mitigar os impactos da medida, mas não indicou novas contramedidas.

Enquanto isso, no Brasil, a direita também vive um conflito interno sobre como reagir ao tarifaço. O confronto político entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o governador paulista Tarcísio de Freitas (Republicanos) foi apelidado nos bastidores de “Operação Tabajara“. A disputa reflete a busca por protagonismo na sucessão de Jair Bolsonaro, inelegível até 2030 e com a prisão cada vez mais especulada.

Eduardo quer disputar a Presidência em 2026, enquanto Tarcísio tenta se manter viável sem romper com seu padrinho político. A movimentação está causando incômodo no Centrão, que observa com preocupação os impactos dessa disputa antecipada.

A escalada da tensão entre Trump e o Brasil se intensificou desde o início de julho, quando o ex-presidente americano iniciou uma série de aumentos tarifários contra diversos países, colocando o Brasil no topo da lista, com a maior tarifa anunciada: 50%.

Cronologia da ofensiva tarifária de Trump:

  • 6 de julho: tarifa extra de 10% sobre países do Brics.
  • 7 de julho: taxas de até 40% para 14 países, incluindo Japão e Coreia do Sul.
  • 8 de julho: tarifa de 50% sobre o cobre estrangeiro.
  • 9 de julho: Brasil é informado da tarifa de 50% sobre todos os produtos.
  • 10 a 15 de julho: novas taxas atingem Canadá, México e União Europeia.
  • 15 de julho: EUA abrem investigação contra o Brasil, citando o Pix, tarifas preferenciais, propriedade intelectual e desmatamento ilegal.
Redação Saiba+

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Lula celebra indicação de Wagner Moura ao Oscar 2026

Presidente destaca talento do ator baiano após anúncio oficial dos indicados à premiação internacional

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Os indicados foram divulgados na manhã desta quinta-feira (22) | Bnews - Divulgação Reprodução

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou publicamente a indicação do ator baiano Wagner Moura ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator, reconhecimento conquistado por sua atuação no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A manifestação foi feita nas redes sociais, onde Lula exaltou o talento do artista e afirmou que “o baiano tem o molho”, em referência ao destaque internacional alcançado por Moura.

A lista oficial dos indicados foi divulgada na manhã desta quinta-feira (22), movimentando o cenário cultural brasileiro e reforçando a presença do país na maior premiação do cinema mundial. A performance de Wagner Moura no longa tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada, consolidando o ator como um dos nomes mais expressivos do audiovisual contemporâneo.

A reação do presidente também repercutiu entre artistas, produtores e admiradores do cinema nacional, que celebraram a conquista como um marco para a indústria brasileira. A indicação fortalece a visibilidade do trabalho de Kleber Mendonça Filho, diretor reconhecido por sua linguagem autoral e por obras que dialogam com questões sociais e culturais do país.

Com a nomeação, Wagner Moura entra oficialmente na disputa pela estatueta, ampliando as expectativas do público brasileiro para a cerimônia de 2026 e reafirmando o potencial do cinema nacional no cenário internacional.

Redação Saiba+

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Brasil

Zé Eduardo critica caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília

Apresentador chama ato simbólico de “hipocrisia barata” e questiona motivação do deputado

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Apresentador questionou as prioridades do deputado | Bnews - Divulgação Reprodução

O apresentador Zé Eduardo fez duras críticas, nesta quarta-feira (21), à caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. O ato simbólico foi promovido pelo parlamentar como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma suposta trama golpista.

Durante o programa Giro Baiana, transmitido pela rádio Baiana FM (89,3), Zé Eduardo classificou a iniciativa como “uma hipocrisia barata”, destacando que, em sua avaliação, o deputado demonstra preocupação exclusiva com “um único personagem político”.

O comunicador também questionou a real efetividade do gesto, afirmando que manifestações desse tipo pouco contribuem para o debate público e acabam servindo mais como estratégia de visibilidade do que como defesa de princípios democráticos.

A declaração repercutiu entre ouvintes e nas redes sociais, ampliando a discussão sobre o papel de figuras públicas em atos políticos e sobre os limites entre engajamento e autopromoção.

Redação Saiba+

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Boulos prevê votação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre

Ministro afirma que articulação com Câmara avança e que mudança na jornada de trabalho ganha força no Congresso

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Mudança na lei trabalhista deve ser uma das apostas da campanha à reeleição de Lula | Bnews - Divulgação Freepik

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, revelou que o governo intensificou as articulações para alterar o modelo atual de jornada de trabalho no país. Segundo ele, uma conversa recente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), abriu caminho para que o tema avance no Legislativo.

Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Boulos afirmou que a expectativa é de que o Congresso Nacional vote o fim da escala 6×1 ainda neste semestre, sinalizando que a proposta tem ganhado apoio entre parlamentares e setores do governo.

O ministro destacou que a mudança busca modernizar as relações trabalhistas e garantir melhores condições aos trabalhadores, reforçando que o debate está sendo conduzido com responsabilidade e diálogo entre Executivo e Legislativo.

A possível revisão da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um — é vista como um passo importante para equilibrar produtividade e qualidade de vida, tema que vem ganhando relevância nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil.

Redação Saiba+

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