Política
Gayer convoca ato na Paulista em defesa de Bolsonaro: “É o povo contra a tirania”
Deputado federal denuncia abusos do STF, critica censura e prisão de inocentes, e chama manifestação para o dia 3 de agosto
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) usou as redes sociais nesta sexta-feira (18) para convocar a população para uma grande manifestação nacional em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, marcada para o dia 3 de agosto, às 14h, na Avenida Paulista. O parlamentar denunciou o que considera uma escalada autoritária protagonizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou o ministro Alexandre de Moraes de atacar a soberania nacional e violar a vontade do povo brasileiro.
“Alexandre de Moraes fala em ataque à soberania. Mas que soberania é essa, se a vontade do povo está sendo ignorada? A maior ameaça à democracia, segundo o próprio povo brasileiro, é o Judiciário”, afirmou Gayer, citando uma pesquisa que aponta o STF como a instituição que mais compromete a democracia no país.
O parlamentar acusou o Supremo de soltar criminosos e perseguir opositores políticos, mencionando a prisão de pessoas inocentes e idosas, além da liberação de condenados por corrupção. Em um vídeo com mais de dez minutos, ele criticou a censura contra Bolsonaro e seus apoiadores durante as eleições de 2022, e classificou como “teatro mal encenado” o processo judicial que hoje atinge o ex-presidente.
“Eles prenderam uma idosa de 71 anos por estar em um prédio público vazio. Soltaram corruptos, traficantes e agora querem algemar a oposição. A população já acordou, e não vai aceitar calada esse absurdo”, protestou.
Gayer também denunciou a tentativa de desmoralizar o Congresso Nacional, acusando Moraes de derrubar decisões legítimas da maioria dos parlamentares eleitos, como o veto ao aumento de impostos.
“O Congresso foi dissolvido na prática. Nós votamos para impedir o aumento do imposto, e Moraes derruba a decisão com uma canetada. Isso é um golpe contra a soberania popular”, denunciou.
Sobre as sanções internacionais, o deputado ironizou a tentativa de responsabilizar Bolsonaro e seu filho, Eduardo Bolsonaro, por tensões diplomáticas:
“Estão financiando ditaduras, apoiando grupos terroristas e ainda querem colocar a culpa no Bolsonaro. O povo não é burro. O mundo está vendo a vergonha que virou o Brasil”, criticou.
A convocação para a manifestação do dia 3 de agosto visa, segundo Gayer, mostrar força popular diante das decisões do STF e defender a liberdade de expressão, o Estado de Direito e a Constituição.
“O povo brasileiro não vai aceitar viver sob mordaça. O medo acabou. É hora de reagir com coragem e mostrar que o Brasil é do povo, não dos togados”, finalizou.
Política
Keir Starmer anuncia renúncia ao governo do Reino Unido
Primeiro-ministro confirma decisão após conversa com o rei Charles e inicia processo de transição com escolha do sucessor prevista para julho.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, anunciou nesta segunda-feira (22) que deixará o comando do governo britânico. A decisão marca uma nova fase na política do país e abre oficialmente o processo para a escolha de um novo líder.
Durante o anúncio, Starmer revelou que conversou com o rei Charles na manhã desta segunda-feira, ocasião em que comunicou sua decisão e tratou dos próximos passos para garantir uma transição organizada. Segundo o premiê, o objetivo é assegurar estabilidade política durante a mudança de comando.
“Quero que a transição aconteça de forma tranquila”, afirmou Starmer ao confirmar sua saída do cargo. O primeiro-ministro também informou que o processo de indicação dos candidatos à sucessão terá início no dia 9 de julho, quando o partido iniciará as etapas para definir seu novo líder.
A renúncia encerra um período importante da administração de Keir Starmer à frente do governo britânico. A expectativa agora se concentra nas movimentações políticas que definirão quem assumirá a liderança do partido e, posteriormente, o comando do país.
Especialistas avaliam que a sucessão será acompanhada de perto pelos mercados internacionais e pela comunidade diplomática, já que o Reino Unido desempenha papel estratégico em questões econômicas, políticas e de segurança global.
Com a confirmação da renúncia, o cenário político britânico entra em uma nova etapa, enquanto lideranças do partido se articulam para apresentar nomes capazes de conduzir o governo nos próximos anos. Até a conclusão do processo sucessório, a prioridade será garantir uma transição estável e sem impactos para a administração pública.
A saída de Keir Starmer representa um dos principais acontecimentos da política internacional neste momento e deverá influenciar os próximos desdobramentos no cenário político do Reino Unido.
Política
Empresa ligada a Ciro Nogueira vende fazenda de R$ 18,7 milhões para offshore
Propriedade rural no Piauí foi negociada com empresa sediada nos Emirados Árabes Unidos, representada por advogado que atua para o senador em processos judiciais.

Uma empresa vinculada ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) vendeu uma fazenda avaliada em R$ 18,7 milhões para uma offshore sediada nos Emirados Árabes Unidos. A negociação envolve uma propriedade rural localizada no município de Pedro II, no Piauí, e chamou atenção devido à representação da compradora por um advogado que também atua para empresas ligadas ao parlamentar.
A fazenda possui 2.410 hectares e, conforme informações divulgadas, foi adquirida pela empresa Arraf International em março de 2025. O imóvel integra um conjunto de ativos rurais da região e a transação passou a repercutir após a divulgação de detalhes sobre a estrutura societária da empresa compradora.
De acordo com as informações disponíveis, a offshore é representada formalmente pelo advogado Gustavo Frazão, profissional que atua em mais de 20 processos judiciais envolvendo outra empresa associada ao senador Ciro Nogueira. Apesar de figurar como representante legal da companhia estrangeira, não há identificação pública do beneficiário final ou do verdadeiro proprietário da Arraf International.
A utilização de empresas offshore em negociações comerciais é prevista na legislação de diversos países e pode ocorrer de forma legal, desde que sejam observadas as normas fiscais, tributárias e de transparência aplicáveis. No entanto, operações dessa natureza costumam despertar interesse público, especialmente quando envolvem agentes políticos ou pessoas com atuação na esfera pública.
Até o momento, as informações divulgadas concentram-se na estrutura da negociação e na representação jurídica da empresa compradora. Não há, nas informações apresentadas, indicação de decisão judicial que declare irregularidades na transação, enquanto o caso segue repercutindo no cenário político e econômico.
Política
André Mendonça proíbe que PL impulsione conteúdos contra Lula nas redes sociais
Decisão impede que Partido Liberal promova publicação nas redes sociais que associa o presidente da República a investigados criminalmente e facções criminosas.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), André Mendonça, determinou a proibição do impulsionamento de um vídeo divulgado pelo Partido Liberal (PL) nas redes sociais que faz críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A decisão impede que a legenda utilize recursos de publicidade para ampliar o alcance da publicação, que associa o pré-candidato à reeleição a pessoas investigadas criminalmente e a facções criminosas.
Segundo o entendimento do ministro, o conteúdo objeto da decisão deverá permanecer sem impulsionamento enquanto tramita a análise do caso na Justiça Eleitoral. A medida está inserida no contexto da fiscalização de conteúdos eleitorais e da atuação do Judiciário para coibir práticas que possam violar as normas aplicáveis ao período pré-eleitoral.
O episódio amplia o debate sobre os limites da propaganda política nas plataformas digitais, especialmente em relação ao uso de conteúdos patrocinados e à divulgação de informações que possam influenciar o processo eleitoral.
A atuação da Justiça Eleitoral tem buscado garantir o cumprimento das regras previstas para campanhas e pré-campanhas, analisando a legalidade de publicações impulsionadas e eventuais excessos na propaganda política.
A decisão de André Mendonça reforça o papel do TSE na fiscalização da comunicação eleitoral nas redes sociais e evidencia a crescente atenção do Judiciário às estratégias digitais adotadas por partidos e pré-candidatos durante o período que antecede as eleições.
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