Bahia
Estudantes baianos brilham na RoboCup 2025, o maior evento de robótica do mundo
Mais de 150 mil pessoas devem passar pelo Centro de Convenções de Salvador até segunda-feira (21), com destaque para caravanas escolares e equipes da rede pública competindo em ligas internacionais

O Centro de Convenções de Salvador se transformou, nesta semana, em um grande laboratório interativo de robótica e inteligência artificial, com a realização da RoboCup 2025, considerada a maior competição mundial do setor. Até a próxima segunda-feira (21), o evento deve receber mais de 150 mil visitantes, entre eles milhares de estudantes da rede pública e privada, vindos de diversas regiões da Bahia.
Robôs que jogam futebol, realizam tarefas domésticas, simulam resgates e interagem com o público têm chamado atenção principalmente das crianças e adolescentes. Para muitos, esta é a primeira experiência direta com tecnologia avançada, graças a uma mobilização da Prefeitura de Salvador e da organização do evento, em parceria com a RoboCup Brasil.

Nesta edição, a competição reúne mais de 3 mil competidores de 42 países. A capital baiana foi escolhida como sede após o sucesso da etapa nacional, realizada em Salvador em 2023. A iniciativa é coordenada localmente pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (Semit), sob a liderança de Luis Gaban.
“O evento está sendo um sucesso. A Prefeitura está viabilizando transporte para escolas da rede municipal, e também estamos recebendo caravanas de outros municípios. O ambiente está cheio de crianças e adolescentes, e isso é gratificante. Nosso objetivo é aproximar a juventude da ciência e da inovação”, afirmou Gaban.
Experiência transformadora para os estudantes
Professores da rede municipal ressaltam o impacto pedagógico da visita. Rosângela Dias Mota, da Escola Municipal Maurício José Barbosa, contou que seus alunos estão “maravilhados”:
“Eles estão vendo de perto o que só conheciam pela TV. É uma oportunidade de despertar sonhos.”
A aluna Analice dos Santos Marques de Jesus, de apenas 10 anos, se encantou com os robôs.
“Nunca tinha visto um robô na vida. O robô cachorro foi o que eu mais gostei! Não dá trabalho e nem suja a casa”, brincou.
A programação do evento conta com mais de 250 equipes competindo em diferentes ligas, desde robôs autônomos em partidas de futebol até robôs que limpam ambientes e localizam vítimas em áreas simuladas de desastre. Ao todo, 123 equipes são formadas por estudantes, reforçando o caráter educacional do evento.

Bahia representada em alto nível
Cinco alunos do Colégio da Polícia Militar da Bahia – unidade Lobato participam da RoboCup 2025 como representantes da única escola pública baiana na competição. As equipes Bravo e Echo, formadas por estudantes e ex-alunos do CPM Lobato, disputam a categoria Rescue Junior, que simula situações de resgate em áreas de risco.
João Souza, Larissa Marques, Maria Andrade, Robert Silva e Wendel Abreu conquistaram a vaga após se destacarem na Competição Brasileira de Robótica (CBR), em 2024. “É nossa primeira competição mundial. Estamos nervosos, mas também muito empolgados”, afirmou João, da equipe Echo.
O professor Éberlon Rodrigues, coordenador do curso de robótica do colégio, destacou a importância da participação:
“O fato de estarmos aqui já é uma vitória. É uma experiência que eles vão levar para a vida.”
O tenente-coronel Márcio Sousa, diretor do CPM Lobato, também celebrou o feito:
“É motivo de orgulho ver nossos alunos interagindo com jovens do mundo inteiro. Isso transforma vidas.”
Reconhecimento internacional da organização
Segundo Marcos Simões, presidente da RoboCup Brasil, a edição baiana tem recebido elogios da organização internacional:
“Participantes estrangeiros estão dizendo que esta é uma das edições mais bem organizadas da história da RoboCup.”
O evento segue até o dia 21 de julho, com atividades das 9h às 20h, entrada gratuita mediante retirada de ingressos no Sympla. Quem não puder comparecer, pode acompanhar as competições ao vivo no canal oficial da RoboCup Brasil no YouTube: youtube.com/@RoboCupBrasil.




Bahia
Van capota e provoca lentidão na Avenida Magalhães Neto
Acidente envolvendo uma Citroën Jumpy mobilizou motoristas e impactou o trânsito na Pituba, em Salvador

Uma van modelo Citroën Jumpy capotou na manhã desta segunda-feira (13) na Avenida Professor Magalhães Neto, no bairro da Pituba, em Salvador. O acidente chamou a atenção de quem passava pelo local e causou lentidão no trânsito em um dos principais corredores viários da capital baiana.
As circunstâncias que provocaram o capotamento ainda serão apuradas pelas autoridades competentes. O veículo permaneceu na pista durante o atendimento da ocorrência, exigindo atenção redobrada dos condutores que trafegavam pela região.
Equipes responsáveis pelo atendimento de acidentes e pela organização do tráfego foram acionadas para sinalizar a via, controlar o fluxo de veículos e realizar os procedimentos necessários para a remoção da van.
O congestionamento se formou logo após o acidente, afetando o deslocamento de motoristas durante o período da manhã. A orientação para os condutores foi reduzir a velocidade e buscar rotas alternativas enquanto a situação era normalizada.
Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o número de ocupantes do veículo ou a existência de vítimas. O caso segue sob apuração.
Bahia
Antiga sede dos Correios na Pituba é vendida por menos de 40% do valor inicial
Após 20 tentativas de leilão, imóvel em área valorizada de Salvador foi negociado por R$ 97,8 milhões e passa a despertar interesse do mercado imobiliário

A venda da antiga sede dos Correios, localizada no bairro da Pituba, em Salvador, tornou-se um dos negócios mais comentados do mercado imobiliário baiano. O complexo, formado pelo edifício e pelo terreno onde funcionava a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), foi adquirido por R$ 97,8 milhões, valor que representa menos de 40% da avaliação inicial do imóvel.
Antes da negociação ser concretizada, o patrimônio passou por um longo processo de comercialização. Ao todo, o imóvel foi levado a leilão 20 vezes sem encontrar compradores interessados, mesmo estando situado em uma das regiões mais valorizadas da capital baiana.
Na primeira avaliação, o conjunto foi ofertado por R$ 248 milhões. Com a ausência de propostas, o preço foi reduzido para R$ 130,3 milhões após uma nova reavaliação. Somente na terceira oferta, o imóvel foi finalmente arrematado por R$ 97,8 milhões, considerado por especialistas do setor como um valor de oportunidade, levando em conta o potencial de exploração imobiliária da área.
A negociação reforça o interesse crescente por grandes terrenos urbanos em Salvador, especialmente em bairros consolidados como a Pituba, onde a disponibilidade de áreas para novos empreendimentos é cada vez mais limitada. O espaço poderá receber projetos de uso residencial, comercial ou de ocupação mista, dependendo das definições urbanísticas e dos investimentos futuros.
O desfecho da venda também evidencia como ativos de grande porte podem sofrer significativa desvalorização quando permanecem por longos períodos sem compradores, abrindo espaço para aquisições estratégicas por investidores atentos às oportunidades do mercado.
Bahia
Moradores denunciam abandono no Cemitério de Plataforma
Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram revolta e preocupação com a saúde pública no Subúrbio de Salvador

Moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador denunciam as condições do Cemitério Municipal de Plataforma, onde o descarte de caixões usados em área aberta e a ausência de manutenção têm provocado indignação na comunidade. As reclamações apontam para problemas estruturais que, segundo os moradores, comprometem a conservação do espaço e levantam preocupações relacionadas à saúde pública.
Durante visita ao local, foi constatada a existência de dezenas de caixões já utilizados acumulados de forma irregular em uma área próxima à Rua David Ferreira. Parte do material estava coberta por lonas, enquanto diversos caixões permaneciam totalmente expostos ao tempo, situação que chamou a atenção de moradores e frequentadores da região.
Além do descarte considerado inadequado, os relatos também destacam a falta de limpeza, conservação e manutenção geral do cemitério, cenário que tem motivado pedidos por providências dos órgãos responsáveis pela administração do espaço público.
Moradores afirmam que a situação se arrasta há algum tempo e defendem uma intervenção urgente para garantir melhores condições de funcionamento do cemitério. A principal preocupação é que o acúmulo de materiais e o estado de abandono possam representar riscos sanitários e comprometer o respeito devido às famílias que utilizam o local.
O caso amplia o debate sobre a necessidade de investimentos na manutenção dos cemitérios públicos de Salvador e na adoção de medidas que assegurem o descarte adequado de materiais funerários, preservando tanto a saúde da população quanto a dignidade dos espaços destinados às despedidas de entes queridos.
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