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Brasil

STF cogitou prisão preventiva de Bolsonaro após sanções anunciadas por Trump

Ministros viram indícios de obstrução da Justiça e avaliaram a detenção do ex-presidente, mas optaram pela tornozeleira eletrônica para evitar ruptura interna e discurso de perseguição

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O ex-presidente Jair Bolsonaro, na sede do PL, nesta sexta (18) - Gabriela Biló/Folhapress

A tensão entre o Judiciário brasileiro e o governo dos Estados Unidos após as recentes sanções anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump teve repercussões diretas no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração, ministros da Corte chegaram a cogitar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) diante do agravamento da crise e da possibilidade de fuga do ex-presidente.

A hipótese surgiu após Trump anunciar a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, justificando a medida com base no julgamento que envolve Bolsonaro por sua suposta participação em uma trama golpista. Para ministros do STF, essa decisão representaria uma tentativa de coação direta contra o tribunal e uma interferência internacional no processo judicial brasileiro.

O Brasil terá uma longa semana a partir do dia 21”, teria afirmado um membro do Departamento de Estado americano a aliados bolsonaristas, conforme relato divulgado.

Na avaliação de dois ministros ouvidos sob reserva, a iniciativa de Trump e as articulações internacionais lideradas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) configurariam obstrução de Justiça, o que poderia justificar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. No entanto, prevaleceu o entendimento de que a adoção de uma medida alternativa — como a tornozeleira eletrônica — seria mais adequada neste momento.

O receio de que uma ordem de prisão pudesse dividir a Corte e fortalecer o discurso de vitimização política por parte dos bolsonaristas pesou na decisão. Magistrados acreditam que a tornozeleira tem efeito prático semelhante, sem gerar o mesmo desgaste institucional.

“A tornozeleira surgiu como alternativa legítima à prisão, diante dos indícios de que Bolsonaro poderia fugir”, afirmou um dos ministros.

A apreensão de dólares na casa do ex-presidente e as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro tratando de sanções em articulação com o governo americano foram consideradas indícios concretos de possível tentativa de fuga e pressão sobre o STF.

Na decisão que determinou o uso da tornozeleira eletrônica, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as tarifas impostas por Trump tinham como finalidade “criar uma grave crise econômica no Brasil, para gerar uma pressão política e social no Poder Judiciário.”

Além disso, Moraes citou diretamente as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro:

O investigado Eduardo Nantes Bolsonaro afirmou, publicamente, em suas redes sociais, que sua intermediação com o governo estrangeiro resultou no anúncio do presidente dos Estados Unidos da América em que impôs uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados.

As publicações nas redes sociais de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e do próprio Trump foram utilizadas como base para o pedido da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que subsidiaram a operação de sexta-feira (18). Segundo Moraes, as falas públicas representam “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos.”

A fuga da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também foi mencionada internamente como exemplo de risco real e justificativa para adotar medidas cautelares antes que se repita uma evasão de réus relevantes.

Com a confirmação das medidas pela Primeira Turma do STF, que obteve maioria para manter a tornozeleira e outras restrições, a Corte busca consolidar uma resposta institucional unificada, mesmo diante da crescente pressão externa.

Redação Saiba+

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Brasil

Danone amplia investimentos para expandir produção de iogurtes proteicos no Brasil

Empresa reforça fábrica em Minas Gerais para atender ao crescimento da demanda por alimentos ricos em proteína

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A Danone anunciou a ampliação de sua capacidade de produção no Brasil em resposta ao crescimento acelerado do consumo de alimentos ricos em proteína. A estratégia inclui investimentos de alguns milhões de euros na unidade industrial de Poços de Caldas, em Minas Gerais, com foco na expansão da produção de iogurtes proteicos.

O principal destaque da iniciativa é a linha YoPro, que se consolidou como um dos maiores sucessos da companhia no mercado brasileiro. O produto já ocupa a segunda posição entre os itens mais vendidos da Danone no país, impulsionado pelo aumento da procura por alimentos voltados ao bem-estar, à prática esportiva e à alimentação equilibrada.

Segundo o CEO da Danone Brasil, Tiago Santos, a decisão acompanha uma transformação no perfil dos consumidores, que têm buscado cada vez mais produtos com alto teor de proteína e benefícios nutricionais. A expectativa da empresa é fortalecer sua presença no segmento e ampliar sua participação em um mercado que segue em expansão.

Além de aumentar a capacidade produtiva, os investimentos devem contribuir para o fortalecimento da operação brasileira, considerada estratégica para os planos de crescimento da multinacional. A meta é fazer com que o desempenho da Danone no Brasil avance em ritmo superior ao registrado pela matriz francesa nos próximos anos.

O mercado de alimentos funcionais e proteicos tem apresentado crescimento consistente no país, impulsionado por consumidores interessados em hábitos de vida mais saudáveis. Com a expansão da produção, a Danone busca atender à demanda crescente e consolidar sua liderança em uma categoria que ganha cada vez mais espaço nas gôndolas e na preferência dos brasileiros.

Redação Saiba+

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Brasil

Alerj retoma atividades sob influência do calendário eleitoral

Primeira sessão do segundo semestre teve presença registrada de todos os deputados, mas maioria participou de forma remota enquanto pautas estratégicas ganham espaço na Assembleia.

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A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) retomou, nesta terça-feira, os trabalhos legislativos do segundo semestre em um cenário marcado pela proximidade das eleições. A apenas 60 dias do pleito, a primeira sessão após o recesso parlamentar registrou a presença dos 70 deputados estaduais, embora a maior parte tenha participado remotamente, deixando o plenário com baixa ocupação.

Apesar do esvaziamento físico da sessão, os bastidores da Casa indicam um período de intensa movimentação política e administrativa nas próximas semanas. A expectativa é de que projetos econômicos considerados estratégicos pelo governo estadual dominem a pauta legislativa antes do avanço do calendário eleitoral.

Outro tema que deve mobilizar as discussões na Alerj é a análise das indicações para a Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), além da disputa pela escolha de um novo integrante do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Ambos os assuntos são considerados relevantes para o funcionamento da administração pública e devem concentrar a atenção dos parlamentares.

O período pré-eleitoral tende a influenciar o ritmo das votações e das articulações políticas, uma vez que deputados passam a conciliar a agenda legislativa com compromissos relacionados às campanhas eleitorais. Ainda assim, a expectativa é de que temas de interesse econômico e institucional avancem antes da intensificação do processo eleitoral.

Com a retomada das atividades, a Assembleia entra em uma fase decisiva para a apreciação de matérias de impacto para o estado, em um contexto de maior atenção às negociações políticas e à definição de pautas prioritárias até a realização das eleições.

Redação Saiba+

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Brasil

Motorista de aplicativo fica sem receber por corrida de R$ 4,7 mil

Condutora afirma que realizou viagem de quase 1.200 quilômetros, teve a conta desativada e ainda sofreu desconto de taxas da plataforma.

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Uma motorista de aplicativo de Itajaí, em Santa Catarina, afirma ter enfrentado um prejuízo significativo após concluir uma corrida interestadual avaliada em R$ 4.742,05 sem receber o pagamento pelo serviço prestado. O caso ganhou repercussão ao reunir uma longa viagem, a ausência de remuneração e a desativação da conta da profissional na plataforma.

Segundo o relato, a viagem percorreu aproximadamente 1.195 quilômetros, saindo de Casemiro de Abreu, no Rio de Janeiro, com destino ao município de Itapema, no litoral catarinense. Após concluir o trajeto, a motorista esperava receber o valor integral da corrida, mas afirma que o pagamento não foi realizado.

Além da falta de remuneração, a condutora informou que teve um desconto de R$ 707,95 referente às taxas da plataforma, o que aumentou ainda mais o prejuízo financeiro. Como se não bastasse, ela também relatou que sua conta foi desativada, impedindo a continuidade das atividades como motorista parceira.

O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a relação entre motoristas de aplicativo e plataformas digitais, especialmente em casos envolvendo pagamentos, bloqueios de contas e mecanismos de suporte aos trabalhadores.

A situação reforça a importância de procedimentos transparentes para análise de ocorrências e resolução de conflitos, garantindo segurança tanto para os motoristas quanto para os usuários dos serviços de transporte por aplicativo.

Enquanto aguarda uma solução para o caso, a motorista busca esclarecimentos sobre os motivos da desativação da conta e o pagamento da corrida realizada. O episódio evidencia os desafios enfrentados por profissionais que dependem das plataformas digitais como principal fonte de renda.

Redação Saiba+

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