Política
Augusto Cury envia carta a Fachin sobre democracia
Candidato afirma avaliar recurso à Corte Interamericana de Direitos Humanos e pede preservação da liberdade de expressão durante o processo eleitoral

O candidato à Presidência da República Augusto Cury (Avante) enviou uma carta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, nesta sexta-feira (2). No documento, Cury afirma que avalia recorrer à Corte Interamericana de Direitos Humanos para apresentar preocupações relacionadas ao cenário democrático brasileiro.
Na carta, o candidato classificou a manifestação como um “protesto, mas também uma súplica” e pediu ao presidente do STF que a liberdade de expressão seja preservada. Cury também defendeu que os eleitores tenham acesso a informações suficientes sobre os candidatos antes de tomar sua decisão nas urnas.
A manifestação ocorre um dia após o cancelamento do debate presidencial que seria realizado pela TV Globo, em meio a uma série de decisões judiciais envolvendo a participação dos candidatos e as condições para a realização do encontro.
Cury critica cancelamento do debate
O candidato citou na carta um levantamento atribuído ao Instituto Eurasia segundo o qual 40% dos eleitores teriam conhecimento de sua candidatura à Presidência. Para Cury, o debate seria uma oportunidade importante para ampliar a apresentação de suas propostas ao eleitorado.
Em um dos trechos do documento, o candidato afirmou que “o debate é o oxigênio da democracia” e argumentou que esse tipo de evento contribui para o acesso dos eleitores a diferentes propostas e posicionamentos.
Cury também mencionou as ausências de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro no debate. Segundo o candidato, a ausência dos adversários prejudicaria principalmente o eleitor, que deixaria de acompanhar o confronto de ideias entre os concorrentes.
Decisões judiciais alteraram debate da Globo
O debate estava previsto para quinta-feira (1º) e teria a participação de Flávio Bolsonaro (PL), Ronaldo Caiado (PSD), Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo). A presença de Zema havia sido determinada anteriormente por decisão judicial.
A organização também pretendia manter uma cadeira vazia para representar Lula, que havia informado que não participaria do encontro. Entretanto, uma decisão da Justiça Eleitoral impediu a utilização do púlpito vazio com o nome do presidente.
Outro fator relacionado à organização do debate foi uma decisão do ministro Gilmar Mendes, do STF, que determinou a inclusão do candidato Renan Santos, do Missão, no programa.
Diante das decisões judiciais e das alterações na composição prevista para o encontro, o debate acabou não sendo realizado e não foi transmitido pela emissora.
Na carta enviada a Fachin, Augusto Cury relacionou o episódio ao debate sobre liberdade de expressão, participação eleitoral e acesso dos cidadãos às informações necessárias para conhecer os candidatos e suas propostas.











