Política
Tarcísio, Zema, Ratinho Jr, Castro e Jorginho completam 24h em silêncio sobre sanção dos EUA a Moraes
Mesmo após os EUA barrar ministros do STF, governadores aliados de Bolsonaro evitam comentários públicos; na Bahia, Roberta Roma também se cala diante da perseguição a Bolsonaro

A tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos provocada pela decisão da Casa Branca de proibir a entrada do ministro Alexandre de Moraes e outros membros do STF em solo americano expôs um silêncio constrangedor entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC) e Ratinho Jr (PR) completaram 24 horas sem qualquer manifestação pública sobre o tema.
As sanções impostas pelos EUA ocorreram após uma operação da Polícia Federal — autorizada por Moraes — contra Bolsonaro, que passou a usar tornozeleira eletrônica e foi proibido de acessar redes sociais. Mesmo após se manifestarem contra essas medidas na sexta-feira (18), os governadores optaram por não comentar a reação dura do governo americano à atuação do Supremo Tribunal Federal.
Procuradas neste sábado (19), as assessorias dos governadores citados informaram que não há previsão de pronunciamento oficial sobre o episódio. O silêncio contrasta com o discurso anterior desses políticos, que costumam criticar abertamente decisões que consideram abusivas do STF.
O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que irá se manifestar apenas ao retornar do Japão, onde cumpre agenda oficial, reforçando que está acompanhando a “crise política entre Brasil e Estados Unidos”, mas preferiu se abster de declarações enquanto estiver fora do país.
Na Bahia, outro silêncio chama atenção: o da deputada federal Roberta Roma (PL/BA), presidente do PL Mulher no estado e esposa de João Roma, ex-ministro de Bolsonaro. Mesmo sendo uma das vozes femininas mais próximas do bolsonarismo baiano, Roberta ainda não se manifestou sobre as sanções Tarcísio, Zema, Ratinho Jr, Castro e Jorginho completam 24h em silêncio sobre sanção dos EUA ou em solidariedade ao ex-presidente, que enfrenta restrições inéditas impostas pelo Supremo.
Em suas redes sociais, não há qualquer menção recente em defesa de Bolsonaro O silêncio é ainda mais notável considerando o grau de envolvimento do casal Roma com o bolsonarismo nas eleições de 2022.

Enquanto isso, no Congresso, a base bolsonarista busca transformar a crise em ferramenta política contra o STF. A sanção americana foi celebrada por apoiadores de Bolsonaro como uma resposta internacional à suposta perseguição política promovida por Alexandre de Moraes.
Segundo aliados, o movimento teria sido articulado após uma série de visitas do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aos EUA, onde fez denúncias sobre abusos do Judiciário brasileiro.
O presidente Lula reagiu neste sábado (19) com veemência à medida do governo americano, chamando-a de “arbitrária e sem fundamento”, e reafirmando apoio aos ministros do STF.
“Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a missão de defesa do Estado Democrático de Direito.”
A crise aprofunda a divisão entre os poderes e adiciona um novo capítulo nas disputas geopolíticas envolvendo o Brasil, a Suprema Corte e o bolsonarismo — com governadores e parlamentares sendo cobrados por seus posicionamentos (ou omissões).
Política
Fux rejeita novo pedido para mudança no governo do Rio
Ministro do STF mantém decisão anterior e reforça permanência do presidente do TJ-RJ no comando interino do estado até nova deliberação da Corte.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, negou nesta sexta-feira (29) um novo pedido apresentado pelo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Douglas Ruas, para assumir interinamente o Governo do Estado do Rio de Janeiro.
A decisão reforça o entendimento já adotado pelo plenário da Suprema Corte, que definiu a permanência do presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJ-RJ), Ricardo Couto, à frente do Executivo estadual de forma temporária até que haja uma nova deliberação sobre o caso.
Ao analisar a solicitação, Luiz Fux destacou que a questão já foi apreciada pelo colegiado do STF, não havendo motivos para alterar o cenário institucional estabelecido pela Corte neste momento. Com isso, permanece válida a determinação que mantém Ricardo Couto no exercício interino do cargo.
O episódio integra um contexto de discussões jurídicas e institucionais envolvendo a sucessão temporária do comando do estado, tema que tem mobilizado diferentes setores dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário fluminenses.
A decisão do STF busca preservar a estabilidade administrativa e garantir a continuidade da gestão estadual enquanto o assunto segue em análise no âmbito judicial. A manutenção da atual configuração evita mudanças imediatas no comando do governo e reforça o papel da Corte como instância responsável por dirimir conflitos constitucionais.
Douglas Ruas havia apresentado novo pedido com o objetivo de assumir interinamente a chefia do Executivo estadual, mas o entendimento de Luiz Fux seguiu a posição já consolidada pelo plenário do Supremo Tribunal Federal.
Nos bastidores políticos, a definição é acompanhada com atenção por lideranças estaduais, uma vez que o desfecho do processo poderá influenciar diretamente a estrutura de poder e a condução administrativa do Rio de Janeiro nos próximos meses.
Com a decisão, Ricardo Couto segue à frente do Governo do Estado de forma interina, enquanto o STF mantém sob sua competência a palavra final sobre a questão institucional.
Política
Itabuna inicia construção de 312 casas para vítimas das enchentes
Projeto habitacional receberá investimento de R$ 46 milhões e beneficiará famílias afetadas pela tragédia climática que atingiu o município em 2021.

A cidade de Itabuna deu mais um passo importante na reconstrução da vida de famílias atingidas pelas enchentes de 2021. O prefeito Augusto Castro (PSD) assinou a ordem de serviço para a construção de 312 unidades habitacionais do programa Viver Melhor I, iniciativa que contará com investimentos de aproximadamente R$ 46 milhões provenientes dos governos estadual e federal.
O empreendimento habitacional foi planejado para atender moradores que perderam suas casas durante a maior catástrofe climática já registrada no município. As fortes chuvas que atingiram a região em 2021 provocaram alagamentos, desabrigaram centenas de famílias e deixaram um rastro de prejuízos materiais e sociais.
As novas moradias representam uma oportunidade de recomeço para centenas de famílias que aguardam há anos por uma solução definitiva para a perda de seus imóveis. O projeto busca garantir segurança, estabilidade e melhores condições de vida aos beneficiados.
Durante o anúncio, Augusto Castro destacou a importância da iniciativa para a recuperação social do município. Segundo o gestor, a assinatura da ordem de serviço marca o início da concretização de um sonho esperado por muitas famílias desde a tragédia.
“Mais um passo importante para garantir dignidade e um novo recomeço para as famílias atingidas pelas enchentes”, afirmou o prefeito ao celebrar o avanço do projeto habitacional.
Além de oferecer moradia digna, o investimento também deverá gerar empregos e movimentar a economia local durante a fase de construção. A expectativa é que o conjunto habitacional contribua para fortalecer a infraestrutura urbana e ampliar a qualidade de vida dos futuros moradores.
O programa Viver Melhor I integra um conjunto de ações voltadas à reconstrução de áreas afetadas por eventos climáticos extremos, reforçando o compromisso dos governos municipal, estadual e federal com a recuperação das famílias impactadas pelas enchentes.
Com o início das obras, Itabuna avança em um dos projetos mais aguardados pela população atingida, transformando esperança em realidade e promovendo um novo capítulo para centenas de famílias que buscam reconstruir suas vidas.
Política
Lula promete reenviar indicação ao STF
Presidente afirma que rejeição a nome para Suprema Corte teve motivação política e reforça defesa da prerrogativa constitucional do Executivo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, durante agenda oficial em Sergipe, que pretende reenviar a indicação do advogado-geral da União para uma vaga na Suprema Corte. Segundo o chefe do Executivo, a decisão representa uma defesa da prerrogativa constitucional do presidente da República na escolha dos ministros do tribunal.
Durante o pronunciamento, Lula declarou que a rejeição ao nome indicado não ocorreu por falta de qualificação técnica, mas teria sido motivada por interesses políticos. O presidente reforçou que considera o indicado plenamente preparado para assumir o cargo na mais alta instância do Judiciário brasileiro.
A declaração intensificou os debates nos bastidores políticos e jurídicos sobre a relação entre Executivo e Legislativo, especialmente em torno do processo de aprovação de nomes para tribunais superiores.
Segundo Lula, a Constituição Federal assegura ao presidente da República a competência para indicar ministros da Suprema Corte, cabendo ao Senado Federal realizar a análise e votação do nome apresentado. O petista afirmou que a decisão de reenviar a indicação também busca reafirmar essa autonomia institucional prevista no sistema democrático brasileiro.
A fala do presidente ocorre em um momento de forte movimentação política em Brasília, com discussões sobre equilíbrio entre os poderes e critérios utilizados nas indicações para cargos estratégicos do Judiciário.
A repercussão do caso mobilizou lideranças políticas, parlamentares e especialistas do meio jurídico, ampliando o debate sobre independência institucional, articulação política e influência partidária em votações de alto impacto nacional.
Nos bastidores, aliados do governo avaliam que o reencontro da indicação poderá gerar novas negociações políticas no Congresso Nacional, além de ampliar a tensão entre grupos favoráveis e contrários ao nome defendido pelo Palácio do Planalto.
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