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Política

Tarcísio, Zema, Ratinho Jr, Castro e Jorginho completam 24h em silêncio sobre sanção dos EUA a Moraes

Mesmo após os EUA barrar ministros do STF, governadores aliados de Bolsonaro evitam comentários públicos; na Bahia, Roberta Roma também se cala diante da perseguição a Bolsonaro

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Governadores aliados de Bolsonaro em ato convocado pelo ex-presidente em abril pela anistia aos envolvidos no 8 de janeiro - Divulgação

A tensão diplomática entre Brasil e Estados Unidos provocada pela decisão da Casa Branca de proibir a entrada do ministro Alexandre de Moraes e outros membros do STF em solo americano expôs um silêncio constrangedor entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio de Freitas (SP), Romeu Zema (MG), Cláudio Castro (RJ), Jorginho Mello (SC) e Ratinho Jr (PR) completaram 24 horas sem qualquer manifestação pública sobre o tema.

As sanções impostas pelos EUA ocorreram após uma operação da Polícia Federal — autorizada por Moraes — contra Bolsonaro, que passou a usar tornozeleira eletrônica e foi proibido de acessar redes sociais. Mesmo após se manifestarem contra essas medidas na sexta-feira (18), os governadores optaram por não comentar a reação dura do governo americano à atuação do Supremo Tribunal Federal.

Procuradas neste sábado (19), as assessorias dos governadores citados informaram que não há previsão de pronunciamento oficial sobre o episódio. O silêncio contrasta com o discurso anterior desses políticos, que costumam criticar abertamente decisões que consideram abusivas do STF.

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), afirmou que irá se manifestar apenas ao retornar do Japão, onde cumpre agenda oficial, reforçando que está acompanhando a “crise política entre Brasil e Estados Unidos”, mas preferiu se abster de declarações enquanto estiver fora do país.


Na Bahia, outro silêncio chama atenção: o da deputada federal Roberta Roma (PL/BA), presidente do PL Mulher no estado e esposa de João Roma, ex-ministro de Bolsonaro. Mesmo sendo uma das vozes femininas mais próximas do bolsonarismo baiano, Roberta ainda não se manifestou sobre as sanções Tarcísio, Zema, Ratinho Jr, Castro e Jorginho completam 24h em silêncio sobre sanção dos EUA ou em solidariedade ao ex-presidente, que enfrenta restrições inéditas impostas pelo Supremo.

Em suas redes sociais, não há qualquer menção recente em defesa de Bolsonaro O silêncio é ainda mais notável considerando o grau de envolvimento do casal Roma com o bolsonarismo nas eleições de 2022.

Reprodução: Redes sociais

Enquanto isso, no Congresso, a base bolsonarista busca transformar a crise em ferramenta política contra o STF. A sanção americana foi celebrada por apoiadores de Bolsonaro como uma resposta internacional à suposta perseguição política promovida por Alexandre de Moraes.

Segundo aliados, o movimento teria sido articulado após uma série de visitas do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) aos EUA, onde fez denúncias sobre abusos do Judiciário brasileiro.

O presidente Lula reagiu neste sábado (19) com veemência à medida do governo americano, chamando-a de “arbitrária e sem fundamento”, e reafirmando apoio aos ministros do STF.
“Estou certo de que nenhum tipo de intimidação ou ameaça, de quem quer que seja, vai comprometer a missão de defesa do Estado Democrático de Direito.”

A crise aprofunda a divisão entre os poderes e adiciona um novo capítulo nas disputas geopolíticas envolvendo o Brasil, a Suprema Corte e o bolsonarismo — com governadores e parlamentares sendo cobrados por seus posicionamentos (ou omissões).

Redação Saiba+

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Política

Morre aos 102 anos o ex-prefeito de Salvador Virgildásio de Senna

Engenheiro e ex-deputado federal, Virgildásio marcou a história da capital baiana e teve mandato interrompido pelo golpe militar de 1964

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A Bahia se despede neste sábado (30) de uma de suas mais importantes lideranças políticas do século XX. O ex-prefeito de Salvador, Virgildásio de Senna, morreu aos 102 anos, deixando um legado marcado pela atuação política, pelo desenvolvimento urbano da capital baiana e pela defesa da democracia em um dos períodos mais conturbados da história do país.

Natural de Santo Amaro e radicado em Salvador, Virgildásio assumiu a Prefeitura de Salvador em 7 de abril de 1963, após vencer as eleições realizadas no ano anterior. Sua gestão ficou marcada por iniciativas voltadas à modernização da cidade, especialmente pela implantação do Plano Mário Leal Ferreira, considerado um dos projetos urbanísticos mais importantes para a transformação da capital baiana.

No entanto, sua passagem pela administração municipal foi interrompida em 1964, quando foi deposto em decorrência do golpe militar que instaurou o regime autoritário no Brasil. Anos mais tarde, o político também foi atingido pelos efeitos do Ato Institucional nº 5 (AI-5), sendo cassado durante o período de endurecimento da ditadura.

Além da trajetória como prefeito, Virgildásio de Senna foi eleito deputado federal por duas vezes, consolidando uma carreira pública marcada pela participação ativa nos debates políticos e administrativos da Bahia.

Formado em engenharia, o ex-prefeito era reconhecido pela visão técnica e pelo compromisso com o planejamento urbano, características que contribuíram para a construção de importantes diretrizes para o crescimento de Salvador.

O sepultamento ocorre neste sábado, no Cemitério Campo Santo, localizado no bairro da Federação, em Salvador. Familiares, amigos, autoridades e admiradores prestam as últimas homenagens ao ex-gestor, cuja trajetória permanece ligada à história política e ao desenvolvimento da capital baiana.

Com sua morte, Salvador perde uma figura histórica que atravessou diferentes períodos da política brasileira, deixando contribuições que permanecem presentes na memória da cidade e na evolução de sua estrutura urbana.

Redação Saiba+

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Política

Julgamento de Henry Borel chega ao sexto dia

Tribunal do Rio de Janeiro continua ouvindo testemunhas no caso que apura a morte do menino Henry Borel; pai da criança segue prestando depoimento.

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O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros da Costa e Silva chegou ao sexto dia neste sábado (30), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Os dois respondem pelas acusações relacionadas à morte do menino Henry Borel, ocorrida em março de 2021, quando a criança tinha apenas 4 anos.

Considerado um dos casos de maior repercussão do país nos últimos anos, o processo segue atraindo atenção nacional devido à gravidade das acusações e ao impacto social provocado pelo crime. O julgamento ocorre perante o Tribunal do Júri, responsável por analisar os fatos, ouvir testemunhas e decidir sobre a responsabilização dos acusados.

De acordo com a programação estabelecida pela Justiça, Leniel Borel, pai de Henry, continuará prestando depoimento durante a sessão deste sábado. O testemunho teve início na sexta-feira (29) e é considerado uma das etapas mais importantes do julgamento devido à proximidade da testemunha com os acontecimentos investigados.

Até o momento, dez das 27 testemunhas convocadas pelo tribunal já foram ouvidas, enquanto outras ainda deverão comparecer para apresentar suas versões e contribuir para o esclarecimento dos fatos. A expectativa é que os depoimentos ajudem a reforçar os argumentos apresentados tanto pela acusação quanto pela defesa.

O caso Henry Borel gerou ampla comoção em todo o Brasil e impulsionou debates sobre proteção infantil, violência contra crianças e mecanismos de prevenção a situações de risco dentro do ambiente familiar. Desde o início das investigações, o processo acumulou perícias, laudos e diversos relatos que agora são analisados pelo júri.

A continuidade da fase de depoimentos é considerada essencial para a formação do convencimento dos jurados, que terão a responsabilidade de avaliar todas as provas apresentadas ao longo do julgamento.

Enquanto o processo avança, familiares da vítima, representantes da Justiça e a sociedade acompanham atentamente cada nova etapa. A expectativa é de que o julgamento contribua para esclarecer definitivamente as circunstâncias da morte de Henry Borel e estabeleça uma decisão judicial sobre as responsabilidades atribuídas aos acusados.

Com mais testemunhas previstas para os próximos dias, o caso segue entre os assuntos mais acompanhados do noticiário nacional, refletindo a importância do julgamento para a busca por justiça e para o fortalecimento da proteção à infância no Brasil.

Redação Saiba+

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Política

Governo vê risco ao Pix após alerta dos EUA

Ministério da Fazenda demonstra preocupação com possíveis impactos econômicos caso facções brasileiras sejam classificadas como organizações terroristas pelos Estados Unidos.

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A possibilidade de os Estados Unidos classificarem as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas passou a preocupar autoridades econômicas brasileiras. O tema ganhou relevância após declarações do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, que alertou para os potenciais efeitos da medida sobre o sistema financeiro nacional e setores estratégicos da economia.

Segundo Durigan, uma eventual designação dessas organizações pelo governo norte-americano pode abrir caminho para sanções com alcance amplo, atingindo não apenas indivíduos e grupos ligados às facções, mas também instituições financeiras e empresas que operam dentro do sistema econômico brasileiro.

Entre as principais preocupações está a possibilidade de impactos sobre bancos, fintechs, fundos de investimento e até mesmo a infraestrutura do Pix, sistema de pagamentos instantâneos que se tornou uma das principais ferramentas de transações financeiras no país.

O representante da Fazenda destacou que medidas adotadas por governos estrangeiros podem gerar efeitos indiretos sobre operações financeiras, exigindo atenção das autoridades brasileiras para evitar prejuízos à economia nacional. O receio é que sanções consideradas discricionárias acabem criando obstáculos para empresas e instituições que não possuem qualquer ligação com atividades criminosas, mas que operam em setores potencialmente afetados pelas restrições internacionais.

Diante desse cenário, o governo federal avalia mecanismos de proteção para preservar a estabilidade do sistema financeiro, garantir a segurança das operações econômicas e proteger os usuários do Pix. A estratégia busca minimizar eventuais riscos que possam comprometer a confiança em um dos sistemas de pagamento mais utilizados pelos brasileiros.

Especialistas observam que decisões relacionadas ao combate ao crime organizado possuem repercussões que vão além da área da segurança pública, alcançando mercados financeiros, relações comerciais e o ambiente de negócios. Por isso, o tema vem sendo acompanhado de perto por autoridades econômicas e representantes do setor financeiro.

A discussão reforça a necessidade de coordenação entre políticas de segurança e estratégias econômicas, especialmente em um contexto de crescente integração dos mercados globais. Enquanto o debate avança, o governo brasileiro segue monitorando os desdobramentos para evitar impactos negativos sobre empresas, famílias e o funcionamento do sistema financeiro nacional.

A proteção do Pix e da estrutura financeira do país tornou-se um dos principais focos das autoridades diante das possíveis consequências de uma decisão internacional envolvendo o combate ao crime organizado.

Redação Saiba+

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