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Política

Após ameaçar delegado da PF, Eduardo Bolsonaro recebe resposta do diretor-geral

Em nova live, deputado chama investigador de “cachorrinho” e insinua retaliações; Polícia Federal promete agir contra o que classifica como “tentativa covarde de intimidação”

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Eduardo Bolsonaro participa de protesto na Esplanada dos Ministérios em 9 de julho de 2024; deputado federal está nos Estados Unidos desde o início do ano e é investigado por buscar sanções contra o Brasil para intimidar curso do processo penal contra seu pai, réu por tentativa de golpe Foto: Wilton Júnior

O clima de tensão entre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e a Polícia Federal ganhou novos contornos neste domingo (20), quando o parlamentar voltou a atacar o delegado Fábio Alvarez Shor, responsável por investigações que envolvem seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Em uma transmissão ao vivo, Eduardo chamou o policial de “cachorrinho da Polícia Federal” e insinuou que poderá retaliá-lo caso descubra sua identidade.

“Cachorrinho da Polícia Federal que está me assistindo, deixa eu saber não. Se eu ficar sabendo quem é você… Ah, eu vou me mexer aqui. Pergunta ao tal delegado Fábio Alvarez Shor se ele conhece a gente”, declarou Eduardo durante a live, reacendendo ataques que já havia feito em agosto de 2024, quando usou o mesmo termo ofensivo em discurso na Câmara dos Deputados.

A resposta veio rapidamente. O diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, repudiou as falas do deputado e classificou a atitude como uma “covarde tentativa de intimação aos servidores policiais”. Em entrevista ao g1, Rodrigues afirmou que a corporação não se deixará intimidar: “Nenhum investigado intimidará a Polícia Federal”.

Eduardo Bolsonaro é alvo de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) por, supostamente, buscar sanções do governo dos Estados Unidos com o objetivo de influenciar investigações contra seu pai. Durante a mesma live, o parlamentar fez menção à revogação de vistos de ministros do STF, alegando que a medida contra Alexandre de Moraes era apenas o “começo”.

“Nosso objetivo será te tirar da Corte. Você não é digno de estar no topo do poder Judiciário”, afirmou Eduardo, numa clara escalada de confrontos com o Supremo.

Em agosto de 2024, as ofensas públicas de Eduardo já haviam sido alvo de apuração, mas o deputado não foi indiciado. À época, a PF responsabilizou o deputado Marcel van Hattem (Novo-RS) por declarações insinuando que Shor teria produzido “relatórios fraudulentos”.

A situação de Eduardo Bolsonaro no Congresso também se complica. Com o fim de sua licença parlamentar neste domingo, 20, suas ausências não justificadas passarão a ser contabilizadas. Caso falte a mais de um terço das sessões legislativas, poderá ter o mandato cassado. Embora tenha declarado que pode “abrir mão” do mandato, o deputado articula formas de adiar ou evitar a perda do cargo.

A escalada de confrontos institucionais entre membros da família Bolsonaro e órgãos de controle e investigação segue tensionando o cenário político nacional, alimentando debates sobre liberdade de expressão, abuso de autoridade e ameaças ao Estado de Direito.

Redação Saiba+

Política

Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia

Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

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Governador destaca que sua única disputa é pelas vagas ao Senado | Bnews - Divulgação Vinícius Dias

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.

Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.

A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.

A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.

A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.

Redação Saiba+

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Polícia

Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos

Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

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O deputado estadual Alan Sanches faleceu neste sábado (14) após um infarto fulminante, deixando um legado na política baiana. | Bnews - Divulgação BNews

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.

Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.

Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.

A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.

Redação Saiba+

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Política

PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara

Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

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O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro Foto: Geraldo Magela

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.

Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.

A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.

O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.

Redação Saiba+

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