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Brasil

UFAL aprova cota para pessoas trans em cursos da universidade

Política de ações afirmativas garante reserva de 2% das vagas e amplia inclusão no ensino superior

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A Universidade Federal de Alagoas aprovou uma nova política de ações afirmativas que garante a reserva de 2% das vagas ofertadas em seus cursos para pessoas trans. A medida foi aprovada pelo Conselho Universitário da instituição e passa a contemplar travestis, transexuais, transgêneros, pessoas não binárias e indivíduos com vivências de variabilidade de gênero.

Segundo a universidade, a iniciativa busca fortalecer políticas de inclusão, diversidade e equidade dentro do ensino superior público. O texto aprovado considera pessoas cuja identidade de gênero não corresponde ao sexo atribuído no nascimento.

O reitor Josealdo Tonholo destacou que a UFAL acompanha o movimento de outras universidades brasileiras que vêm implementando políticas semelhantes para ampliar o acesso de pessoas trans à educação superior.

A criação da cota representa um avanço nas políticas de inclusão universitária, especialmente para grupos historicamente afetados por desigualdade social, exclusão educacional e dificuldades de acesso ao ensino superior.

A decisão também reforça o debate nacional sobre ações afirmativas em instituições públicas e a necessidade de políticas voltadas à promoção da igualdade de oportunidades. Integrantes da comunidade acadêmica apontam que a medida pode contribuir para ampliar a permanência e a representatividade de pessoas trans no ambiente universitário.

Nos últimos anos, universidades federais em diferentes estados passaram a discutir mecanismos de inclusão voltados à população LGBTQIA+, incluindo reserva de vagas, programas de permanência estudantil e iniciativas de acolhimento acadêmico.

A aprovação da política na UFAL fortalece a pauta da diversidade e amplia a discussão sobre inclusão social no ensino superior brasileiro, acompanhando transformações em curso nas instituições públicas de educação.

Redação Saiba+

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Brasil

Moraes autoriza regime aberto para Walter Delgatti

Conhecido como “hacker de Araraquara”, Delgatti foi condenado por invasões a sistemas do CNJ e inserção de dados falsos

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, autorizou nesta quinta-feira (7) a progressão de regime do hacker Walter Delgatti Neto para o regime aberto. O investigado cumpria pena em regime semiaberto após condenação relacionada à invasão de sistemas do Conselho Nacional de Justiça.

Conhecido nacionalmente como “hacker de Araraquara”, Delgatti foi condenado por crimes envolvendo invasão de dispositivos informáticos do Poder Judiciário e inserção de dados falsos em sistemas oficiais entre os anos de 2022 e 2023.

O caso ganhou ampla repercussão após a condenação conjunta de Delgatti e da ex-deputada federal Carla Zambelli, ligada ao Partido Liberal. As investigações apontaram irregularidades relacionadas ao acesso indevido a sistemas eletrônicos ligados ao Judiciário brasileiro.

A decisão do ministro Alexandre de Moraes ocorre dentro das regras previstas para progressão de regime penal, após análise das condições legais exigidas para a mudança do semiaberto para o aberto. O caso segue sendo um dos episódios mais repercutidos envolvendo crimes cibernéticos e ataques a instituições públicas no Brasil.

Walter Delgatti ficou conhecido em investigações anteriores ligadas à divulgação de mensagens hackeadas e posteriormente passou a responder por novas acusações envolvendo sistemas eletrônicos do Judiciário. O episódio reforçou debates sobre segurança digital e proteção de dados em órgãos públicos.

A autorização para o regime aberto reacendeu discussões sobre crimes virtuais, punições judiciais e segurança cibernética no país, especialmente em casos que envolvem ataques contra instituições públicas e autoridades brasileiras.

Redação Saiba+

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Brasil

Anvisa suspende lotes de produtos da Ypê

Detergentes, sabão líquido e desinfetantes tiveram fabricação e vendas interrompidas após risco de contaminação identificado pela agência

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7), o recolhimento imediato e a suspensão da fabricação e comercialização de lotes de produtos da marca Ypê após a identificação de possível contaminação por microrganismos que podem causar doenças.

A medida atinge detergentes, sabão líquido e desinfetantes fabricados pela empresa Química Amparo, localizada na cidade de Amparo, no interior de São Paulo. Segundo a decisão da Anvisa, a suspensão vale para todos os lotes com numeração final 1, produzidos na unidade industrial da empresa.

De acordo com a agência reguladora, a decisão foi tomada após uma avaliação técnica detectar riscos sanitários relacionados à presença de microrganismos nos produtos, situação que pode comprometer a segurança dos consumidores e gerar impactos à saúde pública.

Com a determinação, os itens afetados deverão ser retirados de circulação imediatamente, enquanto a fabricante deverá adotar medidas para apurar as causas da possível contaminação e corrigir eventuais falhas no processo de produção.

A decisão provocou forte repercussão entre consumidores e estabelecimentos comerciais, já que a marca Ypê possui ampla presença no mercado nacional de produtos de limpeza doméstica. Especialistas alertam que consumidores devem verificar atentamente a numeração dos lotes antes de utilizar os produtos.

A Anvisa reforçou que ações como recolhimento preventivo e suspensão de vendas são medidas necessárias para garantir a segurança sanitária e evitar riscos à população. A recomendação é que consumidores interrompam o uso dos produtos afetados até novas orientações oficiais.

A empresa responsável pela fabricação dos itens ainda poderá apresentar esclarecimentos técnicos e adotar procedimentos corretivos para retomar a produção dos lotes suspensos.

Redação Saiba+

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Primo do dono do Banco Master é preso em operação da PF

Decisão do ministro André Mendonça aponta que Felipe Cançado Vorcaro teria fugido de ação anterior da Polícia Federal em Trancoso, no sul da Bahia

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A quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7) pela Polícia Federal, resultou na prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A determinação foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após investigação que apura possíveis irregularidades financeiras e suspeitas de crimes ligados ao sistema bancário.

De acordo com informações da decisão judicial, Felipe Vorcaro teria conseguido escapar de uma ação anterior da Polícia Federal realizada em Trancoso, no Extremo Sul da Bahia, fato que teria reforçado o pedido de prisão preventiva apresentado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A nova fase da Operação Compliance Zero mira suspeitos de envolvimento em esquemas financeiros considerados de alta complexidade, incluindo movimentações bancárias sob suspeita e possíveis práticas ilegais relacionadas ao setor empresarial. A investigação segue sob sigilo parcial, mas a decisão do STF destaca a necessidade de garantir a continuidade das apurações e evitar riscos à instrução processual.

A prisão de Felipe Cançado Vorcaro amplia a repercussão nacional da operação, que já vinha chamando atenção por atingir empresários e pessoas ligadas ao mercado financeiro. O caso também ganhou destaque devido à conexão familiar com Daniel Vorcaro, conhecido por comandar o Banco Master.

Nos bastidores, investigadores avaliam que a operação pode avançar para novas fases nos próximos dias, diante da análise de documentos, aparelhos eletrônicos e movimentações financeiras recolhidas durante o cumprimento dos mandados.

A Polícia Federal ainda não divulgou detalhes adicionais sobre os próximos desdobramentos da investigação, mas fontes ligadas ao caso apontam que o material apreendido poderá ajudar a esclarecer a atuação do grupo investigado.

Redação Saiba+

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