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Política

PL lança ofensiva digital para defender Bolsonaro e ligar Lula ao tarifaço

Partido intensifica uso de redes sociais com postagens patrocinadas e acusa governo Lula de provocar sobretaxa dos EUA

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O Partido Liberal (PL), legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro, iniciou uma campanha digital com postagens patrocinadas nas redes sociais, reagindo à ofensiva recente do PT que tenta associar Bolsonaro ao tarifaço anunciado por Donald Trump e recuperar para o lulismo as cores verde e amarelo, símbolos históricos do bolsonarismo.

Desde o dia 16 de julho, o PL começou a impulsionar conteúdos no Facebook e Instagram para defender Bolsonaro e transferir a responsabilidade do aumento de tarifas sobre produtos brasileiros ao presidente Lula. Essa estratégia representa uma mudança de postura na comunicação do partido, que tradicionalmente tem baixo investimento em publicidade digital. Até então, as últimas postagens patrocinadas haviam sido feitas entre março e abril deste ano — e antes disso, somente na eleição de 2022.

PL tenta reforçar discurso de que Jair Bolsonaro é alvo de perseguição depois de ex-presidente ter liberdade restringida pelo STF – Reprodução/PL

O movimento veio após o PT pagar mais de R$ 70 mil para promover vídeos com ataques diretos a Bolsonaro, inclusive comparando-o a um boneco manipulado por Trump. Em resposta, o PL investiu em pelo menos oito anúncios pagos, com valores de até R$ 999 cada, e alcance potencial de mais de 1 milhão de usuários por publicação.
Entre as peças mais visualizadas está um vídeo que afirma: “A culpa pela taxação imposta por Trump é totalmente do Lula”, ressaltando momentos de desalinhamento diplomático do petista em relação aos EUA. Outra postagem reforça a narrativa de que Bolsonaro é perseguido politicamente, enquanto Lula estaria impune, mesmo após os processos da Lava Jato — que foram anulados judicialmente — e enfatiza o uso de tornozeleira eletrônica pelo ex-presidente como prova da suposta perseguição institucional.

As publicações do PL também criticam o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) promovido pelo governo atual e reivindicam a criação do Pix como uma das principais conquistas do governo Bolsonaro. Além disso, o partido lançou uma paródia da campanha petista “Defenda o Brasil”, transformando o slogan em “Defenda o Brasil do PT”, em clara tentativa de inverter a narrativa pública e reocupar o espaço simbólico das redes.

Mesmo com valores mais modestos, a estratégia do PL sinaliza um reposicionamento digital no embate direto com o PT, especialmente em meio à disputa pela simbologia patriótica e à tentativa de desgastar a imagem de Lula junto ao eleitorado economicamente sensível às tarifas internacionais.

A carta de Trump, ao anunciar a nova tarifa, chegou a mencionar o julgamento de Bolsonaro e classificá-lo como uma “caça às bruxas” — o que deu combustível para o PL acusar o governo Lula de provocar danos econômicos e diplomáticos ao país.

Redação Saiba+

Política

PF amplia investigação e inclui familiares na Operação Compliance Zero

Nona fase da operação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionadas ao Banco Master; 18 mandados foram cumpridos em três estados.

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A Polícia Federal (PF) deflagrou, na quinta-feira (18), a 9ª fase da Operação Compliance Zero, ampliando as investigações sobre um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio relacionado ao Banco Master. Além dos principais investigados, familiares dos envolvidos também foram alvo das medidas judiciais autorizadas durante a operação.

Entre os investigados estão o senador Jaques Wagner (PT), o bancário Augusto Ferreira Lima e o secretário do Meio Ambiente da Bahia (Sema), Eduardo Mendonça Sodré Martins. De acordo com a Polícia Federal, a investigação busca esclarecer a existência de um possível esquema que teria beneficiado interesses ligados ao conglomerado financeiro.

Segundo as apurações, a PF suspeita que Jaques Wagner teria atuado para favorecer Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, com o suposto apoio dos demais investigados. As suspeitas fazem parte do inquérito em andamento e ainda serão analisadas pela Justiça, não representando condenação dos citados.

Durante a operação, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão nos estados da Bahia, São Paulo e Distrito Federal. As diligências tiveram como objetivo reunir documentos, equipamentos eletrônicos e outros elementos que possam contribuir para o avanço das investigações.

A inclusão de familiares entre os alvos da operação ocorreu em razão de indícios que estão sendo analisados pelos investigadores sobre a possível movimentação e ocultação de bens e recursos. A Polícia Federal não divulgou detalhes sobre os materiais apreendidos nem sobre o conteúdo das investigações, que seguem sob sigilo em parte de seus procedimentos.

A Operação Compliance Zero integra um conjunto de ações voltadas ao combate de crimes financeiros e à apuração de possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e empresários. Os investigados terão oportunidade de apresentar suas versões dos fatos e exercer plenamente o direito à ampla defesa e ao contraditório ao longo do processo.

Redação Saiba+

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Política

Rogério Correia defende afastamento de Jaques Wagner após operação da PF

Deputado petista afirmou que o senador deveria deixar temporariamente a liderança do governo e reforçou apoio às investigações sobre o Caso Master.

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O deputado federal e vice-líder do governo no Congresso Nacional, Rogério Correia (PT), comentou nesta quinta-feira (18) a operação da Polícia Federal que envolve o senador Jaques Wagner (PT-BA). Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, diante das investigações, o líder do governo no Senado deveria se afastar temporariamente da função para se dedicar à própria defesa.

Segundo Rogério Correia, o afastamento da liderança seria uma medida que permitiria ao senador concentrar esforços no esclarecimento dos fatos, preservando ao mesmo tempo o andamento das atividades do governo no Congresso Nacional.

Além de comentar a situação de Jaques Wagner, o deputado manifestou apoio às investigações conduzidas pela Polícia Federal sobre o chamado Caso Master, ressaltando que as apurações devem ocorrer com independência, transparência e respeito ao devido processo legal.

Para o parlamentar, as investigações não devem fazer distinção entre os envolvidos, independentemente de filiação partidária ou posição ocupada. Rogério Correia também declarou que, caso sejam comprovadas irregularidades ao término do processo, os responsáveis deverão responder pelos atos praticados conforme determina a legislação.

A manifestação do deputado ocorre em meio à repercussão da operação da Polícia Federal, que tem mobilizado o cenário político nacional. O caso continua sendo acompanhado por lideranças partidárias e autoridades, enquanto as investigações seguem em andamento para esclarecer os fatos.

O posicionamento de Rogério Correia evidencia a defesa da continuidade das investigações e do respeito aos instrumentos legais de apuração, ao mesmo tempo em que sugere uma mudança temporária na condução da liderança do governo no Senado até que a situação seja esclarecida.

Redação Saiba+

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Política

PM aposentado morre após assalto em ciclovia de São Paulo

Rodrigo Saraiva foi baleado durante abordagem criminosa enquanto pedalava ao lado de um amigo na Zona Leste da capital paulista.

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Um policial militar aposentado morreu após ser baleado durante um assalto ocorrido na manhã desta quarta-feira (17), em uma ciclovia localizada ao lado do Parque Jacuí, na Zona Leste de São Paulo. A vítima foi identificada como Rodrigo Saraiva, que praticava ciclismo quando foi surpreendida pela ação dos criminosos.

Segundo as informações iniciais, Rodrigo pedalava acompanhado de um amigo quando ambos foram abordados por suspeitos que saíram de uma área de mata próxima à ciclovia. Os criminosos anunciaram o assalto e exigiram os pertences das vítimas, dando início à ação violenta.

Durante a abordagem, Rodrigo Saraiva foi atingido por disparos de arma de fogo. Apesar dos esforços para prestar socorro, o policial militar aposentado não resistiu aos ferimentos e morreu. O amigo que o acompanhava não teve o estado de saúde detalhado até o momento.

O caso provocou forte repercussão e reacendeu o debate sobre a segurança em áreas de lazer e prática esportiva na capital paulista. Frequentadores da região relatam preocupação com a ocorrência de crimes nas proximidades da ciclovia, especialmente em trechos cercados por vegetação.

As autoridades iniciaram as investigações para identificar os responsáveis pelo crime. A Polícia trabalha com a análise de imagens de câmeras de segurança e a coleta de depoimentos de testemunhas que possam auxiliar na localização dos suspeitos.

A morte do policial militar aposentado reforça a preocupação com a violência urbana em São Paulo, principalmente em espaços utilizados diariamente por ciclistas, corredores e famílias. O caso segue sendo investigado, e a expectativa é de que novas informações sejam divulgadas conforme o avanço das apurações.

Redação Saiba+

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