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Brasil

Às vésperas do tarifaço de Trump, Lula pode beneficiar indústria automotiva chinesa no Brasil

Enquanto os EUA impõem tarifas de 50% ao Brasil, governo federal analisa pedido da BYD para reduzir impostos de importação de carros montados na China

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BYD abre fábrica em Camaçari Foto: BYD/Divulgação

Às vésperas da entrada em vigor das tarifas de 50% impostas pelo governo Donald Trump às exportações brasileiras, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pode atender a um pleito da montadora chinesa BYD e facilitar a entrada de veículos da China no Brasil. O movimento ocorre num momento delicado para a indústria nacional, que teme perda de competitividade e desestímulo aos investimentos locais.

Na próxima quarta-feira, 30 de julho, o Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex) — que reúne representantes de 11 ministérios — se reunirá de forma extraordinária para deliberar sobre o pedido da BYD de redução do imposto de importação dos kits SKD e CKD, utilizados na montagem de carros no Brasil.

Atualmente, esses sistemas são taxados em 20% para veículos híbridos e 18% para elétricos. A BYD pleiteia a redução para 10% e 5%, respectivamente, com o objetivo de baratear a montagem dos modelos Dolphin Mini e Song Pro em sua nova fábrica em Camaçari (BA) — mesma planta abandonada pela Ford.

O pedido da BYD, mesmo sendo antigo, coincide com o aumento da pressão externa causada pelas novas sanções comerciais dos EUA, com vigência a partir do dia 1º de agosto. Apesar disso, fontes do governo negam qualquer relação entre a reunião da Camex e o tarifaço de Trump.

A possível redução das alíquotas de importação acendeu o alerta entre os principais atores da cadeia automotiva brasileira. A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), além de federações industriais e sindicatos, enviaram cartas de protesto aos ministros Geraldo Alckmin (MDIC) e Rui Costa (Casa Civil), alertando sobre os riscos de desindustrialização e ameaça aos investimentos previstos de R$ 180 bilhões até 2030.

Mesmo assim, o presidente Lula segue entusiasta da parceria com a empresa chinesa. Em entrevista recente, chegou a dizer que a BYD está promovendo “uma revolução na indústria automobilística brasileira” e antecipou uma visita à planta baiana em agosto, para a inauguração oficial da linha de montagem.

Enquanto isso, a própria BYD enfrenta revisões em seu cronograma de produção na Europa, devido à baixa demanda por veículos elétricos. A fábrica prevista para 2026 na Hungria deverá operar inicialmente em ritmo reduzido.

Com a crescente concorrência externa e as incertezas sobre incentivos tarifários, a decisão do governo federal nesta semana pode definir os rumos da indústria automotiva brasileira — justamente quando o país se vê pressionado no cenário internacional por medidas protecionistas como as do governo Trump.

Redação Saiba+

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Anvisa libera retomada da produção da Ypê em São Paulo

Decisão foi tomada após nova inspeção sanitária que confirmou a adequação dos processos na unidade industrial localizada em Amparo, no interior paulista.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (29) a liberação para retomada da produção na fábrica da Ypê, situada em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi comunicada pelo presidente da autarquia, Leandro Safatle, e pelo diretor responsável pela área de fiscalização, Daniel Pereira, após a conclusão de uma nova avaliação técnica na unidade.

A autorização foi concedida depois de uma reinspeção realizada de forma conjunta entre diferentes órgãos de vigilância sanitária. Participaram da ação a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo), que analisaram os procedimentos e as adequações implementadas pela empresa.

Segundo o resultado da inspeção, a unidade industrial demonstrou conformidade com os requisitos exigidos pelos órgãos reguladores, estando apta a retomar suas atividades produtivas. A avaliação técnica teve como foco a verificação das medidas corretivas adotadas pela companhia para atender às exigências sanitárias estabelecidas.

A decisão representa um importante avanço para a normalização das operações da empresa, que possui forte presença no mercado nacional de produtos de limpeza e higiene. A retomada das atividades também impacta positivamente a cadeia produtiva e a economia regional, especialmente no município de Amparo.

O trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização foi fundamental para garantir que todos os critérios de segurança, qualidade e conformidade fossem rigorosamente avaliados antes da liberação da produção. A atuação conjunta reforça o compromisso das autoridades sanitárias com a proteção dos consumidores e a manutenção dos padrões exigidos pela legislação brasileira.

Além de assegurar a continuidade das operações industriais, a medida também contribui para a preservação de empregos e para o fortalecimento do setor produtivo. A expectativa é que a fábrica volte gradualmente ao ritmo normal de funcionamento, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos competentes.

Com a autorização oficial, a Ypê inicia uma nova etapa de suas atividades, mantendo o compromisso com a qualidade dos produtos e com o cumprimento das normas sanitárias exigidas para o setor.

Redação Saiba+

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Aury Lopes Jr. se manifesta sobre repercussão de caso Deolane

Advogado criminalista comenta atuação na defesa e redes sociais levantam debate sobre possível embate jurídico de grande repercussão no Brasil

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O advogado criminalista Aury Lopes Jr. se pronunciou por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais após a intensa repercussão de sua atuação na defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

Considerado um dos principais nomes do Direito Penal no Brasil, o jurista afirmou que tem acompanhado a grande exposição do caso e a série de comentários que vêm sendo feitos nas redes sociais desde sua entrada na defesa. A manifestação ocorre em meio ao aumento da atenção pública sobre o processo e seus desdobramentos jurídicos.

A nomeação de Aury Lopes Jr. para atuar no caso gerou ampla discussão entre internautas, que passaram a debater a complexidade e o potencial impacto da disputa judicial. Parte do público chegou a apontar que o processo pode se tornar um dos maiores confrontos já observados no cenário jurídico brasileiro.

Do outro lado, o promotor responsável pelo caso é Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação há mais de duas décadas em investigações de grande relevância envolvendo o combate ao crime organizado. A presença de dois nomes de forte expressão no meio jurídico intensificou ainda mais a repercussão do caso nas redes sociais.

O debate público também foi impulsionado pela notoriedade dos profissionais envolvidos, ampliando a visibilidade do processo e gerando expectativa sobre os próximos passos da atuação jurídica.

Até o momento, as manifestações públicas se concentram em declarações e repercussões digitais, enquanto o andamento formal do caso segue sob sigilo judicial.

Redação Saiba+

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STF Media Acordo Sobre Crédito ao BRB

Governo do Distrito Federal e União discutem operação financeira em reunião decisiva no Supremo Tribunal Federal

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Luiz Fux conduz negociações que começaram na terça-feira, visando salvar o Banco de Brasília de uma possível falência | Bnews - Divulgação

O governo do Distrito Federal e a União participam nesta quinta-feira (28), às 10h, de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar fechar um acordo envolvendo uma operação de crédito destinada ao BRB (Banco de Brasília). A negociação é considerada estratégica para o sistema financeiro local e acompanha um cenário de debates sobre autonomia financeira e responsabilidade fiscal.

A reunião ocorre em meio às discussões sobre os limites legais para operações de crédito envolvendo instituições públicas e governos regionais. O caso ganhou relevância por envolver diretamente o BRB, um dos principais bancos públicos do país e peça importante na economia do Distrito Federal.

A expectativa é que o encontro no STF avance na construção de um entendimento entre as partes, evitando novos impasses jurídicos e administrativos. O acordo pode representar um passo importante para garantir estabilidade financeira e continuidade de investimentos ligados ao banco estatal.

Nos bastidores, integrantes do governo do Distrito Federal avaliam que a solução negociada pode fortalecer o ambiente econômico da capital federal, além de preservar operações estratégicas conduzidas pelo BRB nos últimos anos. A União, por sua vez, busca assegurar que qualquer decisão esteja alinhada às normas fiscais e aos critérios de controle financeiro da administração pública.

Especialistas acompanham o caso com atenção, já que o desfecho poderá abrir precedentes para futuras operações de crédito envolvendo bancos públicos estaduais e distritais. A audiência no STF é vista como decisiva para reduzir inseguranças jurídicas e estabelecer parâmetros mais claros para esse tipo de negociação financeira.

O BRB vem ampliando sua atuação nacional nos últimos anos, aumentando sua participação no mercado bancário e atraindo novos clientes em diversas regiões do Brasil. Por isso, o resultado das negociações entre o Distrito Federal e a União também desperta interesse do setor financeiro e de investidores.

Redação Saiba+

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