Política
Pesquisa repete 2022 e projeta vitória de ACM Neto
Levantamento mostra ex-prefeito liderando com folga a disputa pelo governo da Bahia, apesar do histórico de erros do instituto nas últimas eleições

O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (União Brasil), aparece liderando com ampla vantagem a corrida pelo governo da Bahia em 2026, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (31) pelo Instituto Paraná Pesquisas, em parceria com o portal Bahia Notícias. O levantamento foi realizado entre os dias 25 e 29 de julho, com 1.620 entrevistas em 66 municípios baianos. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
No primeiro cenário estimulado, ACM Neto aparece com 53,5% das intenções de voto, seguido pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT), com 28,1%. O ex-ministro João Roma (PL) tem 6,1%, enquanto Kléber Rosa (PSOL) pontua 1,3%.
No segundo cenário, a disputa simula a candidatura do ministro Rui Costa (PT) no lugar de Jerônimo. ACM Neto mantém a liderança com 53,3%, seguido por Rui Costa, com 28,0%. João Roma pontua 6,2%, e Kléber Rosa, 1,4%. Votos brancos, nulos e nenhum somam 6,9%, enquanto 4,3% não souberam ou não responderam.
Um eventual segundo turno entre ACM Neto e Jerônimo Rodrigues também foi testado: o ex-prefeito venceria com 59,4% contra 30,8% do atual governador.
Os resultados, no entanto, chamam atenção pela semelhança com as projeções equivocadas do mesmo instituto nas eleições de 2022. À época, a Paraná Pesquisas apontava ACM Neto com 46,5% e Jerônimo com apenas 30,2% dos votos totais, a poucos dias do pleito. No resultado final, Jerônimo venceu com 49,45% dos votos válidos no primeiro turno, enquanto ACM Neto ficou com 40,8%.
Na segunda etapa da disputa em 2022, Jerônimo Rodrigues foi eleito com 52,79% dos votos válidos, derrotando ACM Neto, que terminou com 47,21%.
A repetição dos percentuais levanta dúvidas sobre a credibilidade e metodologia da Paraná Pesquisas, que esteve entre os institutos com pior desempenho de acurácia no estado nas eleições anteriores.
Política
Mourão vê pré-campanha de Flávio Bolsonaro sob pressão
Senador afirma que candidatura enfrenta desafios internos e cobra esclarecimentos sobre financiamento de filme ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) afirmou que a eventual pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) atravessa um momento de forte turbulência política e precisa enfrentar questionamentos para reduzir o desgaste junto ao eleitorado.
Entre as declarações, Mourão defendeu que sejam prestados esclarecimentos sobre o financiamento realizado pelo banqueiro Daniel Vorcaro ao filme “Dark Horse”, produção relacionada ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo o senador, o tema deve ser esclarecido para evitar impactos negativos na imagem do grupo político.
Vice-presidente da República entre 2019 e 2022, Mourão também comentou as divergências internas no campo bolsonarista. Em tom crítico, afirmou que parte dos integrantes do grupo “não passa em exame psicotécnico do Detran”, evidenciando o ambiente de tensão e disputas entre diferentes lideranças da direita.
As declarações ocorreram após Jair Bolsonaro divulgar uma carta defendendo a união do grupo político em torno da possível candidatura de Flávio Bolsonaro. O documento foi interpretado como uma tentativa de reforçar a coesão entre aliados diante das discussões sobre o cenário eleitoral e da necessidade de alinhamento interno.
O movimento ocorre em um momento de articulações para as próximas eleições, com lideranças buscando consolidar estratégias e fortalecer alianças. As manifestações públicas de Mourão e Bolsonaro evidenciam que o debate sobre a sucessão presidencial já movimenta os bastidores da política nacional, enquanto diferentes grupos discutem os rumos da direita brasileira.
Política
TRE-BA suspende posse de suplente em Vitória da Conquista
Decisão liminar garante retorno imediato de Diogo Gomes à Câmara Municipal e adia posse de Alisson Seles

A desembargadora eleitoral Patrícia Didier de Morais Pereira, do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), concedeu uma decisão liminar que suspendeu a posse do suplente Alisson Roberto Seles Sá (União Brasil), prevista para esta terça-feira (14), na Câmara Municipal de Vitória da Conquista.
Com a medida, o vereador Diogo Gomes de Azevedo Feitosa (PSDB) reassume imediatamente o mandato, permanecendo na cadeira até nova deliberação da Justiça Eleitoral sobre o caso.
Diogo Gomes, o vereador mais votado nas eleições municipais de 2024, com 6.017 votos, havia sido afastado do cargo após uma decisão monocrática que entendeu haver possível infidelidade partidária em razão de sua desfiliação do União Brasil e posterior filiação ao PSDB, ocorrida em abril deste ano.
A nova decisão interrompe temporariamente os efeitos do afastamento e impede, por ora, a posse do suplente Alisson Roberto Seles Sá. O mérito da ação ainda será analisado pelas instâncias competentes da Justiça Eleitoral, que decidirão de forma definitiva sobre a permanência do mandato.
A liminar mantém o cenário político em Vitória da Conquista em aberto, enquanto o processo segue em tramitação no TRE-BA. Até o julgamento definitivo, Diogo Gomes permanece no exercício do mandato de vereador, garantindo a continuidade de sua atuação no Legislativo municipal.
O caso acompanha o rito previsto pela legislação eleitoral para disputas envolvendo perda de mandato por alegada infidelidade partidária, tema que depende da análise das circunstâncias específicas de cada processo.
Política
Lula ainda não define aval para novo embaixador dos EUA no Brasil
Indicado pelo presidente Donald Trump, deputado Daniel Perez aguarda aprovação do governo brasileiro para assumir o posto em Brasília

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não concluiu a análise sobre a nomeação do novo embaixador dos Estados Unidos no Brasil. O indicado pelo presidente norte-americano Donald Trump, o deputado Daniel Perez, segue aguardando o aval oficial do governo brasileiro para assumir o cargo em Brasília.
A indicação foi anunciada no dia 1º de junho e faz parte do processo diplomático necessário para a substituição do representante dos Estados Unidos no país. Antes de tomar posse, o nome indicado precisa receber o chamado agrément, procedimento pelo qual o governo anfitrião manifesta formalmente sua concordância com a nomeação.
Até o momento, o Palácio do Planalto não divulgou uma decisão definitiva sobre o pedido, mantendo o processo em análise pelos canais diplomáticos competentes. Enquanto isso, Daniel Perez permanece à espera da autorização para iniciar oficialmente sua missão no Brasil.
A definição é acompanhada com atenção por setores diplomáticos e políticos, já que a representação dos Estados Unidos desempenha papel estratégico nas relações bilaterais entre os dois países. Temas como comércio, investimentos, segurança, cooperação tecnológica e meio ambiente costumam integrar a agenda entre Brasília e Washington.
A expectativa é de que a decisão do governo brasileiro seja anunciada após a conclusão das avaliações diplomáticas de praxe, respeitando os protocolos adotados nas relações internacionais para a nomeação de embaixadores.
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