Saúde
Novo remédio oral contra obesidade mostra eficácia significativa em estudo clínico
Orforgliprona, medicamento em teste da farmacêutica Eli Lilly, apresentou perda média de até 12,4% do peso corporal e benefícios cardiovasculares

Um novo medicamento oral para obesidade mostrou resultados promissores em estudo clínico internacional. A molécula experimental orforgliprona, desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, demonstrou eficácia significativa na redução de peso corporal, além de promover melhoras em indicadores cardiovasculares como colesterol, triglicerídeos e pressão arterial.
Os dados são do estudo ATTAIN-1, de fase 3, que avaliou mais de 3 mil adultos com obesidade ou sobrepeso e comorbidades — exceto diabetes. Todos os participantes também seguiram orientações de alimentação saudável e prática de atividades físicas.
Após 72 semanas de tratamento, os pacientes que tomaram a dose diária de 36 mg de orforgliprona perderam, em média, 12,4% do peso corporal (equivalente a cerca de 12,4 kg). Em comparação, o grupo placebo perdeu apenas 0,9% (cerca de 1 kg). Outros resultados mostram que 59,6% das pessoas nessa dosagem perderam mais de 10% do peso, e 39,6% ultrapassaram 15% de redução.
O novo fármaco pertence à classe dos agonistas do receptor de GLP-1, mesmo grupo de medicamentos como Ozempic, Wegovy (semaglutida) e Mounjaro (tirzepatida). No entanto, a orforgliprona se destaca por ser uma molécula não peptídica, o que permite absorção mais simples e independente da alimentação, além de menor incidência de efeitos colaterais gastrointestinais.
Segundo o endocrinologista João Salles, da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica), “a orforgliprona representa uma nova geração de medicamentos para obesidade, com uma proposta inovadora entre os agonistas de GLP-1”. O médico também destaca o potencial de adesão maior dos pacientes, já que o remédio é administrado por via oral e não exige injeções, como os medicamentos atualmente disponíveis.
Ainda em fase de testes, a orforgliprona não está disponível no mercado. A molécula foi inicialmente desenvolvida pela empresa japonesa Chugai e licenciada pela Eli Lilly, que estuda também seu uso no tratamento de diabetes tipo 2, apneia do sono e hipertensão arterial associada à obesidade.
Além da perda de peso, o medicamento mostrou redução nos níveis de colesterol LDL, triglicerídeos e pressão sistólica, ampliando seu potencial de contribuição para a saúde cardiovascular.
Segundo Luiz André Magno, diretor médico sênior da Eli Lilly Brasil, os resultados do estudo são “extremamente promissores” e reforçam a importância de oferecer opções eficazes e acessíveis para tratar a obesidade — um dos principais desafios de saúde pública no mundo.
Saúde
Lula sanciona lei que libera farmácias em supermercados
Nova legislação amplia acesso a medicamentos e autoriza funcionamento em áreas de grande circulação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou a Lei nº 15.357, que autoriza a instalação de farmácias e drogarias em áreas de venda de supermercados em todo o país. A medida, aprovada pelo Congresso Nacional, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta segunda-feira (23).
A nova legislação promove alterações na Lei nº 5.991, que regula o controle sanitário do comércio de medicamentos, e tem como principal objetivo ampliar o acesso da população a remédios, facilitando a aquisição em locais de grande circulação.
Com a mudança, supermercados passam a poder disponibilizar espaços específicos para farmácias, desde que atendam às exigências sanitárias e à regulamentação vigente. A iniciativa busca aumentar a conveniência para os consumidores, além de contribuir para a descentralização dos pontos de venda de medicamentos.
Especialistas apontam que a medida pode gerar impactos positivos, como maior competitividade no setor farmacêutico e redução de preços, embora também levante debates sobre fiscalização e qualidade do atendimento. A regulamentação deverá definir critérios rigorosos para garantir a segurança no armazenamento e na comercialização dos produtos.
A sanção presidencial reforça uma estratégia de ampliação do acesso à saúde básica, permitindo que a população encontre medicamentos com mais facilidade no dia a dia, especialmente em regiões com menor cobertura de farmácias tradicionais.
Saúde
Drogasil distribui protetor solar gratuito no Carnaval de Salvador
Ação reforça cuidados com a saúde dos foliões durante a festa deste sábado (14)

Quem for aproveitar o Carnaval de Salvador neste sábado (14) contará com um reforço especial para enfrentar o sol forte típico da capital baiana. A Drogasil anunciou que irá distribuir protetor solar gratuitamente ao longo da folia, em uma iniciativa voltada à proteção da saúde dos foliões.
A ação busca conscientizar o público sobre a importância da fotoproteção durante longos períodos de exposição ao sol, especialmente em dias de festa, quando o calor e a intensidade dos raios UV costumam ser mais elevados. Equipes da rede estarão posicionadas em pontos estratégicos para facilitar o acesso ao produto.
Segundo a empresa, a distribuição faz parte de um conjunto de iniciativas voltadas ao bem-estar dos participantes do Carnaval, reforçando a necessidade de cuidados simples, mas essenciais, como hidratação, uso de protetor solar e pausas à sombra.
A expectativa é de que milhares de foliões sejam beneficiados ao longo do dia, contribuindo para uma festa mais segura e saudável.
Saúde
Índia isola mais de 100 pessoas após novo surto do vírus Nipah
Patógeno de alta letalidade leva autoridades a colocar 110 indivíduos em quarentena para conter avanço da infecção

Um novo surto do vírus Nipah levou autoridades sanitárias da Índia a isolar mais de uma centena de pessoas, após a confirmação de casos que reacenderam o alerta internacional. Ao todo, cerca de 110 indivíduos foram colocados em quarentena, medida considerada essencial para impedir a disseminação do patógeno.
Classificado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como um vírus prioritário devido ao seu alto potencial epidêmico e à elevada taxa de mortalidade, o Nipah é transmitido principalmente por contato com animais infectados — especialmente morcegos frugívoros — ou entre humanos em situações de proximidade.
As autoridades indianas reforçaram protocolos de vigilância, rastreamento de contatos e monitoramento clínico dos isolados. A ação rápida busca evitar que o surto se expanda, já que o vírus pode causar sintomas graves, incluindo inflamação cerebral e insuficiência respiratória.
Especialistas destacam que surtos de Nipah, embora relativamente raros, exigem respostas imediatas e coordenadas, dada a ausência de tratamento específico e o risco de transmissão em comunidades densamente povoadas. O caso atual reacende discussões sobre vigilância epidemiológica e preparação global para doenças emergentes.
A expectativa é de que novas atualizações sejam divulgadas conforme o monitoramento avança e os resultados dos exames laboratoriais sejam concluídos.
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