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Brasil

Pix já economizou mais de R$ 100 bilhões aos brasileiros

Nova estimativa mostra que sistema criado pelo Banco Central em 2020 reduziu custos de transferências e pagamentos. Só em 2025, economia foi de R$ 18,9 bilhões. EUA colocam Pix sob investigação comercial.

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Pix é o meio pagamento instantâneo em que os recursos são transferidos a qualquer hora ou dia - Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O sistema de pagamentos instantâneos Pix, criado pelo Banco Central em novembro de 2020, já proporcionou uma economia de R$ 106,7 bilhões aos brasileiros, segundo um estudo inédito do Movimento Brasil Competitivo (MBC). Somente no primeiro semestre de 2025, a redução de custos chegou a R$ 18,9 bilhões.

A análise, obtida pela Folha de S.Paulo, é a primeira a quantificar com precisão os ganhos econômicos diretos proporcionados pelo Pix. O cálculo leva em consideração principalmente dois fatores: a substituição de TEDs e DOCs, que têm tarifas, e o uso crescente do Pix em substituição a cartões, que cobram taxas dos lojistas.

Segundo os pesquisadores, se o ritmo atual de adesão for mantido, o Brasil poderá poupar até R$ 40,1 bilhões por ano até 2030. A metodologia adotada, chamada de “captura de custo”, comparou o que os usuários teriam pago usando meios tradicionais com o que efetivamente foi gasto utilizando o Pix.

Mais eficiência, menos tarifas

Além da economia direta, o estudo destaca benefícios indiretos como a formalização de pequenos negócios, redução do uso de dinheiro em espécie (contribuindo para segurança pública e combate à informalidade), além da inclusão financeira de milhões de brasileiros que não têm acesso a cartões ou contas tradicionais.

“O efeito é duplo: por um lado, há menos TEDs sendo feitas; por outro, mais pessoas estão pagando empresas com Pix em vez de débito. Ambos os movimentos representam redução de custo real para o sistema”, afirmou Rodolpho Tobler, economista do MBC responsável pelo levantamento.

A diretora-executiva do MBC, Tatiana Ribeiro, reforça: “A adoção do Pix representou uma mudança estrutural no sistema financeiro brasileiro. É uma solução de política pública que reduziu custos, ampliou a eficiência e melhorou o ambiente de negócios”.

Pix na mira de Donald Trump

Apesar dos números positivos, o Pix virou alvo de uma investigação comercial do governo dos Estados Unidos, aberta em julho a pedido do presidente Donald Trump. A apuração aponta o Pix como uma possível prática desleal de mercado, especialmente no segmento de pagamentos digitais, o que acendeu o alerta entre entidades do setor, autoridades brasileiras e economistas internacionais.

A investigação gerou reações de figuras públicas e entidades como a Febraban, o FMI e especialistas como Henrique Meirelles e Paul Krugman, que defenderam o Pix como um exemplo de inovação pública eficiente.

Desafios para o futuro

O estudo também ressalta que o sucesso do Pix está fortemente vinculado à centralização do sistema nas mãos do Banco Central. Essa estrutura garantiu segurança e capilaridade em sua implantação, mas levanta discussões sobre sustentabilidade, inovação e governança futura.

Experiências internacionais, como o sistema UPI da Índia, o FPS do Reino Unido e o Swish da Suécia, foram citadas como referências para um modelo híbrido de governança, com participação do setor privado em algumas funções operacionais.

Hoje, o Pix é o meio de pagamento mais usado no Brasil, superando cartões e transferências tradicionais. A plataforma já conta com funcionalidades como Pix Saque, Pix Troco, agendamento, pagamento por aproximação e comandos de voz. Novidades como o Pix parcelado, Pix internacional e Pix com garantia estão previstas para os próximos meses.

Redação Saiba+

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Brasil

Bombeiro de Sergipe morre durante curso em Minas Gerais

Sargento sofreu uma queda de altura durante treinamento realizado na Academia de Bombeiros Militar, em Belo Horizonte

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Um bombeiro militar de Sergipe morreu na sexta-feira (28) durante a realização de um curso de operações em árvores na Academia de Bombeiros Militar (ABM), localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o sargento sofreu uma queda de altura durante as atividades do treinamento. Ele recebeu atendimento após o acidente, mas não resistiu aos ferimentos.

As circunstâncias da ocorrência ainda serão investigadas. O CBMMG informou que as providências necessárias estão sendo adotadas para esclarecer o acidente e prestar apoio ao Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) e aos familiares do militar.

Em nota, a corporação mineira lamentou profundamente a morte do agente e manifestou solidariedade aos familiares e colegas de farda. “A corporação mineira está consternada com o fato envolvendo nosso irmão de farda”, declarou o CBMMG.

O caso causou comoção entre integrantes das corporações dos dois estados, especialmente por se tratar de um acidente ocorrido durante uma atividade de formação profissional voltada às operações em árvores.

Redação Saiba+

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Brasil

Conta de luz continuará mais cara em setembro

Aneel mantém bandeira tarifária amarela e consumidores terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica

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A conta de luz continuará pesando no orçamento dos brasileiros em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o próximo mês, sinalizando que as condições para geração de energia permanecem menos favoráveis.

Com a manutenção da bandeira, os consumidores terão uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O valor será aplicado às faturas de energia durante o período de vigência da bandeira amarela.

Bandeira amarela está em vigor desde maio

A bandeira tarifária amarela está sendo aplicada desde maio, em razão das condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica. O mecanismo criado pela Aneel busca sinalizar aos consumidores os custos relacionados à produção de eletricidade.

Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, período em que não houve cobrança adicional na conta de luz.

Com a mudança para a bandeira amarela, os consumidores passaram a ter um custo extra vinculado ao volume de energia utilizado. Por isso, o consumo de eletricidade continua sendo um dos principais fatores para determinar o valor final da fatura.

Consumo consciente pode ajudar a reduzir a conta

Diante da manutenção da bandeira amarela, medidas de economia podem ajudar as famílias a controlar os gastos. Evitar desperdícios de energia e reduzir o uso de equipamentos elétricos quando não forem necessários são algumas das estratégias que podem contribuir para diminuir o consumo mensal.

A bandeira tarifária, entretanto, representa apenas uma parcela da composição da fatura. O valor final pago pelo consumidor também depende do volume de energia utilizado e de outros componentes presentes na conta.

Redação Saiba+

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Brasil

Planalto articula encontro entre Andrei Rodrigues e André Mendonça

Reunião entre diretor-geral da Polícia Federal e ministro do STF é cogitada para a próxima semana em meio a desgaste entre as instituições

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Interlocutores do Palácio do Planalto trabalham para viabilizar uma reunião presencial entre o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na próxima semana. A possível conversa ocorre em meio a um período de desgaste na relação entre a cúpula da corporação e o magistrado.

Segundo informações atribuídas a fontes do Executivo, os dois já teriam demonstrado disposição para uma aproximação e para tratar diretamente das questões que envolvem a relação institucional. A articulação também teria relação com o desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reduzir as tensões entre os envolvidos.

Tentativa de aproximação

De acordo com pessoas próximas às negociações, Andrei Rodrigues teria tomado a iniciativa de avançar nas tratativas após ser informado por interlocutores de que Lula gostaria que o encontro entre o diretor-geral da PF e André Mendonça acontecesse.

A eventual reunião deverá buscar uma interlocução direta entre o comando da Polícia Federal e o ministro do STF, especialmente diante dos episódios que contribuíram para o aumento da tensão nos últimos meses.

Relação se desgastou nos últimos meses

A relação entre Andrei Rodrigues e André Mendonça teria se deteriorado após vazamentos de informações relacionadas a investigações que estão sob relatoria do ministro no Supremo Tribunal Federal.

O cenário passou a exigir maior articulação institucional entre integrantes da PF e do Judiciário, principalmente em casos que envolvem investigações de grande repercussão.

A realização do encontro, entretanto, ainda depende da conciliação das agendas dos dois. A expectativa no Planalto é que uma conversa presencial possa contribuir para diminuir o desgaste e fortalecer o diálogo institucional entre a Polícia Federal e o Supremo.

Caso seja confirmado, o encontro deverá ocorrer na próxima semana e será acompanhado com atenção diante da importância dos cargos ocupados por Andrei Rodrigues e André Mendonça.

Redação Saiba+

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