Bahia
Desembargador descobre conta bancária desconhecida durante declaração do IR
Magistrado do TJ-BA afirma nunca ter mantido vínculo com a Caixa Econômica Federal e caso gera mistério financeiro

Um episódio inusitado envolvendo o desembargador do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), Salomão Resedá, chamou atenção após um detalhe identificado durante o processo de declaração do Imposto de Renda. O que parecia ser apenas uma etapa comum da prestação de contas à Receita Federal acabou revelando uma situação inesperada e cercada de questionamentos.
Ao reunir documentos fiscais e informações bancárias, o magistrado descobriu a existência de uma conta aberta em seu nome na Caixa Econômica Federal (CEF). O fato surpreendeu o desembargador, que afirmou nunca ter mantido relacionamento bancário com a instituição financeira.
A descoberta levantou dúvidas sobre a origem da conta e possíveis irregularidades envolvendo o uso indevido de dados pessoais. O caso rapidamente ganhou repercussão nos bastidores do Judiciário baiano, principalmente pelo cargo ocupado por Salomão Resedá, atual Corregedor-Geral da Justiça da Bahia.
Segundo informações ligadas ao episódio, a conta teria aparecido vinculada ao CPF do magistrado durante a análise de dados necessários para a declaração do Imposto de Renda. A situação acendeu um alerta sobre segurança bancária e proteção de informações pessoais, tema que vem sendo debatido com frequência diante do aumento de fraudes financeiras no país.
A existência de contas bancárias abertas sem o conhecimento do titular pode indicar falhas cadastrais, fraudes documentais ou uso indevido de identidade, situações que vêm preocupando especialistas em segurança digital e consumidores brasileiros.
O episódio também reforça a importância da conferência periódica de dados financeiros e cadastrais junto aos órgãos oficiais e instituições bancárias. Muitos contribuintes acabam descobrindo inconsistências apenas durante procedimentos fiscais, como a declaração do Imposto de Renda.
Até o momento, o caso segue cercado de mistério, enquanto medidas devem ser adotadas para esclarecer como a conta foi aberta e se houve movimentações financeiras associadas ao cadastro do desembargador.
Bahia
Moradores denunciam abandono no Cemitério de Plataforma
Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram revolta e preocupação com a saúde pública no Subúrbio de Salvador

Moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador denunciam as condições do Cemitério Municipal de Plataforma, onde o descarte de caixões usados em área aberta e a ausência de manutenção têm provocado indignação na comunidade. As reclamações apontam para problemas estruturais que, segundo os moradores, comprometem a conservação do espaço e levantam preocupações relacionadas à saúde pública.
Durante visita ao local, foi constatada a existência de dezenas de caixões já utilizados acumulados de forma irregular em uma área próxima à Rua David Ferreira. Parte do material estava coberta por lonas, enquanto diversos caixões permaneciam totalmente expostos ao tempo, situação que chamou a atenção de moradores e frequentadores da região.
Além do descarte considerado inadequado, os relatos também destacam a falta de limpeza, conservação e manutenção geral do cemitério, cenário que tem motivado pedidos por providências dos órgãos responsáveis pela administração do espaço público.
Moradores afirmam que a situação se arrasta há algum tempo e defendem uma intervenção urgente para garantir melhores condições de funcionamento do cemitério. A principal preocupação é que o acúmulo de materiais e o estado de abandono possam representar riscos sanitários e comprometer o respeito devido às famílias que utilizam o local.
O caso amplia o debate sobre a necessidade de investimentos na manutenção dos cemitérios públicos de Salvador e na adoção de medidas que assegurem o descarte adequado de materiais funerários, preservando tanto a saúde da população quanto a dignidade dos espaços destinados às despedidas de entes queridos.
Bahia
Passe livre para rodoviários avança na Bahia
Projeto em tramitação na ALBA prevê gratuidade no transporte público estadual para motoristas, cobradores e outros profissionais do setor

Os profissionais que atuam no transporte rodoviário intermunicipal, metropolitano e complementar da Bahia poderão conquistar um importante benefício nos próximos meses. Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) propõe a criação do passe livre para trabalhadores do setor, garantindo acesso gratuito ao sistema de transporte público estadual.
A proposta prevê que motoristas, cobradores e demais profissionais diretamente envolvidos na prestação do serviço de transporte de passageiros possam utilizar gratuitamente os meios de transporte administrados pelo Governo da Bahia, incluindo o sistema metroviário e outros modais estaduais disponíveis.
O objetivo da iniciativa é facilitar o deslocamento dos trabalhadores durante a jornada de trabalho, reduzir custos com transporte e oferecer melhores condições de mobilidade para a categoria, que desempenha papel fundamental na circulação de passageiros em diversas regiões do estado.
Caso o projeto seja aprovado, o benefício poderá representar uma economia significativa para milhares de profissionais que utilizam diariamente diferentes meios de transporte para chegar aos locais de trabalho ou realizar deslocamentos entre terminais e municípios.
Além do impacto financeiro positivo para os rodoviários, a proposta também busca fortalecer a integração entre os sistemas de transporte público da Bahia, contribuindo para uma mobilidade urbana mais eficiente e valorizando os trabalhadores responsáveis pelo funcionamento do transporte coletivo.
O texto segue em análise na Assembleia Legislativa e ainda deverá cumprir as etapas de tramitação antes de ser votado pelos deputados estaduais. Se aprovado e sancionado, o passe livre poderá beneficiar milhares de trabalhadores do transporte rodoviário em todo o estado da Bahia.
Bahia
TJBA abre processo contra servidor com 332 faltas injustificadas
Corregedoria Judicial instaurou Processo Administrativo Disciplinar para apurar abandono de cargo e formalizar eventual desligamento do funcionário.

A Corregedoria Judicial do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) para apurar a conduta de um servidor que acumulou 332 faltas injustificadas ao longo do período em que deveria exercer suas funções. A decisão foi publicada oficialmente e marca o início do procedimento administrativo previsto na legislação.
O ato foi assinado pelo corregedor-geral da Justiça, desembargador Emílio Salomão Resedá, que determinou a abertura do processo para analisar o caso e garantir o cumprimento das normas legais aplicáveis aos servidores públicos do Poder Judiciário.
De acordo com as informações do procedimento, o servidor deixou de comparecer ao trabalho por um longo período, configurando indícios de abandono de cargo. Em razão das ausências, os vencimentos já haviam sido suspensos, e o funcionário deixou de receber remuneração desde que interrompeu suas atividades.
Embora a situação indique a possibilidade de desligamento definitivo, a legislação determina que a demissão somente pode ser efetivada após a conclusão do devido processo administrativo, assegurando o cumprimento do rito legal e o direito ao contraditório e à ampla defesa.
O Processo Administrativo Disciplinar tem como finalidade reunir todos os elementos necessários para avaliar a conduta funcional do servidor e verificar a ocorrência das infrações administrativas apontadas. Ao término da apuração, a Corregedoria poderá adotar as medidas cabíveis, conforme previsto no regime jurídico dos servidores públicos.
A abertura do PAD reforça a obrigatoriedade de observância dos procedimentos legais na administração pública, mesmo em casos em que há fortes indícios de abandono de cargo. O objetivo é garantir transparência, segurança jurídica e respeito às normas que disciplinam a atuação dos agentes públicos.
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