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Saúde

OMS alerta para avanço de novo surto de Ebola

Diretor-geral da Organização Mundial da Saúde demonstra preocupação com velocidade da disseminação da doença na África

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Diretor-geral da OMS faz alerta após avanço rápido do Ebola Crédito: José Cruz

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta terça-feira (19) estar “profundamente preocupado” com a velocidade e a dimensão do novo surto de Ebola registrado em países do continente africano. O alerta reforça a atenção internacional diante do risco de avanço da doença e da necessidade de resposta rápida das autoridades de saúde.

Segundo Tedros, o cenário atual exige mobilização imediata da comunidade global para conter a propagação do vírus, considerado um dos mais perigosos do mundo devido à alta taxa de mortalidade e à facilidade de disseminação em áreas vulneráveis. A OMS acompanha de perto a evolução dos casos e intensificou os protocolos de vigilância epidemiológica na região afetada.

O novo surto reacende preocupações internacionais sobre a capacidade dos sistemas de saúde locais em lidar com emergências sanitárias de grande escala. Especialistas destacam que fatores como deslocamentos populacionais, dificuldades estruturais e acesso limitado a serviços médicos podem acelerar a transmissão da doença.

A declaração do diretor-geral da OMS também reforça a importância da cooperação internacional no envio de equipes médicas, vacinas, equipamentos e suporte humanitário para conter o avanço do Ebola. Autoridades sanitárias trabalham para ampliar campanhas de conscientização e rastreamento de contatos, considerados fundamentais para evitar novas infecções.

O Ebola é uma doença viral grave que provoca sintomas como febre alta, fraqueza intensa, dores musculares e hemorragias em casos mais severos. Desde os primeiros registros da doença, surtos no continente africano já mobilizaram ações globais de emergência devido ao potencial risco de disseminação internacional.

Com o novo alerta emitido pela OMS, cresce a preocupação mundial sobre os impactos do surto e os desafios para impedir uma expansão ainda maior da doença nos próximos meses.

Redação Saiba+

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Saúde

Estudo alerta para avanço da dengue no Sudeste

Levantamento projeta que casos da doença podem mais que dobrar no segundo semestre caso se confirme um El Niño extremamente forte

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Um levantamento do sistema InfoDengue, desenvolvido em parceria entre a Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Fiocruz, aponta para um possível aumento expressivo dos casos de dengue na região Sudeste durante o segundo semestre deste ano. A projeção está relacionada à elevada probabilidade da ocorrência de um El Niño de intensidade extremamente forte entre 2026 e 2027, cenário que pode favorecer a proliferação do mosquito transmissor da doença.

De acordo com a análise, em um cenário sem a influência do fenômeno climático, a expectativa é de que o número de casos permaneça abaixo de 100 mil. No entanto, caso o El Niño extremo se confirme, a estimativa ultrapassa os 200 mil registros, representando mais que o dobro da projeção inicial.

Os pesquisadores destacam que alterações climáticas provocadas pelo El Niño podem influenciar fatores como temperatura e regime de chuvas, criando condições mais favoráveis para a reprodução do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão da dengue, além de outras arboviroses.

Diante das projeções, especialistas reforçam a importância de intensificar as ações de prevenção, eliminar possíveis criadouros do mosquito e fortalecer as estratégias de vigilância epidemiológica. A adoção de medidas preventivas pela população e pelo poder público é considerada essencial para reduzir os impactos de um eventual aumento da circulação da doença.

Embora o estudo apresente projeções baseadas em cenários climáticos, os pesquisadores ressaltam que o comportamento da dengue dependerá da evolução das condições meteorológicas e da efetividade das ações de controle adotadas ao longo dos próximos meses.

Redação Saiba+

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Saúde

Menina de 11 anos morre após picada de escorpião no DF

Valentina Nobre Lima ficou internada por 23 dias na UTI após ser picada ao calçar um tênis dentro de casa, no Riacho Fundo I.

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A morte de Valentina Nobre Lima, de apenas 11 anos, comoveu familiares e moradores do Riacho Fundo I, no Distrito Federal. A menina faleceu neste domingo (5), após permanecer 23 dias internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) em decorrência de uma picada de escorpião sofrida dentro de casa.

Segundo as informações confirmadas pela família, o acidente aconteceu quando Valentina se preparava para ir à escola. Ao calçar um tênis, ela foi picada pelo animal que estava escondido no interior do calçado, situação que provocou uma grave reação e exigiu atendimento médico de emergência.

Durante o período de internação, a criança enfrentou um quadro clínico delicado. Ela sofreu três paradas cardíacas, sendo uma delas com duração aproximada de 40 minutos, mobilizando equipes médicas em uma intensa tentativa de estabilizar seu estado de saúde. Apesar dos esforços realizados ao longo das últimas semanas, Valentina não resistiu às complicações.

O caso voltou a chamar atenção para os riscos provocados por acidentes com escorpiões, especialmente em áreas urbanas. Especialistas orientam que a população adote medidas preventivas, como verificar calçados, roupas, toalhas e outros objetos antes do uso, além de manter ambientes limpos e livres de entulhos que possam servir de abrigo para esses animais.

Em casos de picada de escorpião, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, principalmente quando a vítima é uma criança, já que o organismo infantil pode apresentar reações mais graves ao veneno. O atendimento rápido é considerado fundamental para aumentar as chances de recuperação.

A morte de Valentina gerou grande comoção e reforçou o alerta sobre a importância da prevenção e da conscientização da população em relação aos acidentes com animais peçonhentos. O episódio também evidencia a necessidade de atenção redobrada dentro das residências, principalmente em locais com registros frequentes da presença de escorpiões.

Redação Saiba+

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Saúde

Ebola avança no Congo e já deixa mais de 450 mortos

Crise humanitária, violência de grupos armados e desinformação dificultam o combate à doença, que já ultrapassa 1.460 casos confirmados e preocupa autoridades de saúde.

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A República Democrática do Congo (RDC) enfrenta uma das mais graves crises sanitárias dos últimos anos com o avanço do Ebola, doença que já provocou mais de 450 mortes em 2026. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), o país contabiliza pelo menos 1.460 casos confirmados, número que pode ser ainda maior devido à subnotificação registrada em regiões afetadas pelo conflito.

O cenário é agravado pela atuação de grupos armados, pela circulação de informações falsas e por uma crise humanitária que dificulta o acesso das equipes de saúde às comunidades mais vulneráveis. Esses fatores comprometem as ações de vigilância epidemiológica, vacinação e atendimento aos pacientes, tornando o controle da doença um desafio ainda maior.

O epicentro do surto permanece na República Democrática do Congo, onde a transmissão segue em ritmo preocupante. Entretanto, a doença também ultrapassou as fronteiras do país. Uganda confirmou 20 casos da infecção, enquanto a França registrou um caso relacionado ao atual surto, todos com ligação direta à situação epidemiológica congolesa.

Especialistas alertam que a mobilidade entre países e as dificuldades para interromper a cadeia de transmissão aumentam o risco de novos registros em outras regiões. Apesar dos esforços internacionais, o combate ao Ebola enfrenta obstáculos logísticos e de segurança que limitam a atuação das autoridades sanitárias.

A Organização Mundial da Saúde reforça que o controle da doença depende da identificação rápida dos casos, do rastreamento de contatos, da vacinação das populações expostas e da conscientização da população. A desinformação e a insegurança nas áreas afetadas continuam sendo os principais entraves para conter o avanço da epidemia.

Com a permanência do surto e a elevada taxa de mortalidade da doença, organismos internacionais seguem monitorando a situação e ampliando o apoio às autoridades locais. O objetivo é reduzir a transmissão, fortalecer os serviços de saúde e evitar que o Ebola alcance novas áreas dentro e fora do continente africano.

Redação Saiba+

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