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Política

Trump chama Brasil de “um dos piores parceiros comerciais” dos EUA

Declaração ignora superávit americano e tarifas médias baixas; republicano também critica prisão de Bolsonaro e chama ex-presidente de “homem honesto”.

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Tarifaço sobre as exportações brasileiras para os EUA coloca Lula e Trump em confronto Foto: Wilton Junior

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (14) que o Brasil é um dos “piores parceiros comerciais” do país norte-americano. Em tom crítico, o republicano declarou que “o Brasil tem sido horrível em relações comerciais conosco” e acusou o país de aplicar tarifas “tremendas” sobre produtos americanos.

A afirmação foi contestada pelo especialista em comércio exterior Welber Barral, ex-secretário de Comércio Exterior do Brasil. Segundo ele, a tarifa média aplicada pelo Brasil sobre produtos importados dos EUA é de apenas 2,5%, dependendo da metodologia utilizada.

Trump também omitiu que a balança comercial favorece os Estados Unidos na relação com o Brasil. Apenas no primeiro semestre deste ano, o saldo foi de superávit americano de US$ 1,67 bilhão, já que a economia brasileira importa mais do que exporta para o mercado norte-americano.

Atualmente, os EUA ocupam o segundo lugar entre os principais destinos das exportações brasileiras, atrás apenas da China. Na outra ponta, também são o segundo maior fornecedor de importações para o Brasil, ficando novamente atrás do gigante asiático.

As declarações críticas ao governo brasileiro também tiveram um contexto político. Trump afirmou que o Brasil lida de “péssima maneira com a política quando eles prendem um ex-presidente”, em referência à prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. Para o republicano, “é uma execução política o que o Brasil tenta fazer com Bolsonaro”.

Durante a coletiva de imprensa na Casa Branca, Trump disse conhecer pessoalmente o ex-presidente brasileiro e o classificou como “um homem honesto”.

Questionado sobre o possível impacto da aproximação do Brasil e do México com a China, em resposta ao “tarifaço” americano, Trump minimizou: “Não estou [preocupado]. Eles não estão muito bem. Estamos melhores do que eles”.

A postura de distorcer dados para sustentar um discurso é recorrente no republicano. Nesta mesma quinta-feira, por exemplo, apesar de dados oficiais apontarem alta de 0,9% no índice de preços ao produtor (PPI) em julho, Trump afirmou que os EUA “praticamente” não têm mais inflação e que o país vive “um nível perfeito”, responsabilizando o governo Joe Biden pela “pior inflação do mundo” antes da suposta melhora.

Redação Saiba+

Política

Assessor de deputado é preso após saque milionário

Caso envolvendo aliado de Vinicius Carvalho gera repercussão política e investigação em Recife

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Saque milionário foi realizado em uma agência bancária e levantou suspeitas sobre a origem do dinheiro. | Bnews - Divulgaçao

Um assessor ligado ao deputado federal Vinicius Carvalho (PL) foi preso em flagrante na última sexta-feira (20), após realizar um saque de alto valor em uma agência bancária no centro de Recife. O caso rapidamente ganhou repercussão no meio político e acendeu alertas sobre possíveis irregularidades envolvendo movimentações financeiras.

De acordo com as informações divulgadas pela jornalista Mirelle Pinheiro, o valor retirado chamou a atenção das autoridades, levando à abordagem e à prisão do assessor ainda no local. A operação foi classificada como flagrante, o que indica que a ação foi considerada suspeita no momento da transação bancária.

Nos bastidores, o episódio gerou forte reação política e abriu espaço para questionamentos sobre a origem dos recursos e a finalidade do saque. As autoridades devem aprofundar as investigações para esclarecer se houve prática de crime financeiro, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.

A assessoria do parlamentar ainda não detalhou publicamente o caso, mas a situação já impacta o ambiente político, especialmente em meio a um cenário de maior vigilância sobre movimentações financeiras de agentes públicos e seus colaboradores.

Especialistas destacam que operações desse tipo costumam acionar mecanismos de controle e fiscalização do sistema bancário, sobretudo quando envolvem valores expressivos em espécie. O caso pode evoluir para investigações mais amplas, dependendo das evidências reunidas pelas autoridades competentes.

A repercussão deve continuar nos próximos dias, à medida que novas informações forem divulgadas e o andamento das apurações trouxer mais clareza sobre o episódio.

Redação Saiba+

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Política

Julgamento sobre Sabesp gera reação em SP

Integrantes do governo paulista criticam interrupção de análise no STF sobre a legalidade da privatização da estatal

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A privatização da Sabesp é um dos principais objetivos do governo Tarcísio, e sua possível anulação é vista como uma grande derrota. | Bnews - Divulgação Reprodução

A interrupção do julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) que analisa a legalidade da privatização da Sabesp provocou reação imediata de membros do governo do estado de São Paulo. A ação, movida pelo Partido dos Trabalhadores (PT), questiona pontos centrais do processo de desestatização da companhia de saneamento, considerada estratégica para o abastecimento de água e tratamento de esgoto no estado.

Nos bastidores, aliados do governo paulista avaliam que a paralisação do julgamento amplia o cenário de incerteza jurídica e pode impactar diretamente o cronograma da privatização. A preocupação central é com possíveis atrasos no processo e reflexos na confiança de investidores, que acompanham de perto as decisões da Suprema Corte.

A ação apresentada pelo PT busca uma análise mais aprofundada sobre a legalidade da venda da empresa, levantando questionamentos sobre aspectos constitucionais e administrativos. O tema é sensível e envolve não apenas interesses econômicos, mas também o acesso a serviços essenciais, como água e saneamento básico para milhões de paulistas.

Dentro do governo estadual, a leitura predominante é de que a privatização da Sabesp representa uma oportunidade de ampliar investimentos no setor e melhorar a eficiência dos serviços. Ainda assim, a suspensão temporária do julgamento reforça o clima de tensão política e jurídica em torno do caso.

A expectativa agora gira em torno da retomada da análise pelo STF, que deverá definir os próximos passos de um dos processos mais relevantes envolvendo privatizações no país. O desfecho do julgamento poderá estabelecer precedentes importantes para futuras desestatizações no Brasil, além de impactar diretamente a política de saneamento no estado de São Paulo.

Redação Saiba+

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Política

Wagner diz que chapa governista para 2026 está definida

Senador aponta repetição da base de 2022 com Jerônimo, Rui Costa e Geraldo Júnior na composição

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Segundo o senador, a composição deve repetir a base vitoriosa de 2022 | Bnews - Divulgação BNEWS

O senador Jaques Wagner afirmou nesta sexta-feira (20) que a chapa majoritária do grupo governista na Bahia para as eleições de 2026 está “praticamente pronta”. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Giro Baiana, da rádio Baiana FM (89,3), e reforça a articulação antecipada do grupo político no estado.

De acordo com Wagner, a estratégia é manter a base que venceu as eleições de 2022, apostando na continuidade do projeto político. O atual governador Jerônimo Rodrigues deve disputar a reeleição, enquanto o próprio senador pretende buscar um novo mandato no Congresso Nacional.

Outro nome de destaque na composição é o do ministro da Casa Civil, Rui Costa, que deve concorrer a uma vaga no Senado, fortalecendo ainda mais a chapa governista. A presença de lideranças experientes é vista como trunfo para manter a hegemonia política no estado.

Para a vice-governadoria, o nome defendido pelo grupo é o de Geraldo Júnior, atual vice-governador, consolidando a tendência de continuidade administrativa. A composição sinaliza unidade interna e alinhamento estratégico entre os principais líderes do grupo.

A antecipação das definições demonstra a intenção de organizar o cenário político com antecedência, buscando fortalecer alianças e garantir estabilidade ao projeto. A expectativa é de que a chapa consolidada amplie a competitividade nas eleições de 2026, mantendo o grupo governista como protagonista no cenário baiano.

Redação Saiba+

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