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Brasil

Setor agro teme sanções de Trump ao Brasil por compra de fertilizantes russos

Dependência de insumos russos coloca agronegócio em alerta diante de possível retaliação econômica dos EUA, que pode afetar exportações brasileiras

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Trator espalhando fertilizante em um campo de soja / Adriano Machado/Reuters

O agronegócio brasileiro está em alerta máximo diante da ameaça de novas sanções do governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, devido à forte dependência do país na importação de fertilizantes russos. A tensão aumentou após a Casa Branca sinalizar que poderá aplicar tarifas indiretas a países que mantêm negócios com a Rússia, caso não haja avanço em um acordo de paz com a Ucrânia.

A Rússia é hoje o maior fornecedor de fertilizantes ao Brasil, com 30% de participação nas importações nacionais, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Só no primeiro semestre de 2025, o Brasil importou 5,71 milhões de toneladas do insumo russo, com custo de US$ 1,98 bilhão.

Preocupados com os efeitos econômicos, representantes do agronegócio e parlamentares da Frente Parlamentar Agropecuária fizeram chegar ao Itamaraty um alerta sobre o risco iminente de retaliações comerciais. A apreensão é de que os EUA não taxem diretamente os fertilizantes, mas adotem represálias em outras áreas sensíveis das exportações brasileiras, como forma de pressão.

A ameaça é real. No último mês, Trump declarou que, sem avanço na guerra entre Rússia e Ucrânia, imporá “tarifas secundárias de 100%” a países que continuarem comprando produtos russos, incluindo petróleo, gás, urânio e fertilizantes. A medida foi endossada por autoridades norte-americanas e pela cúpula da Otan.

Além dos fertilizantes, o Brasil também aparece na mira dos EUA por conta da compra de diesel russo, que hoje representa mais de 60% do combustível importado pelo país. Segundo fontes ouvidas pela imprensa, esse é um dos principais incômodos do governo americano em relação ao Brasil.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) alertou para o risco de as sanções envolverem a proibição de compras de produtos brasileiros por parte dos EUA, o que ampliaria ainda mais o impacto econômico. “Nós somos vulneráveis, porque nossa dependência de fertilizantes é gigantesca. Mais de 90% do que usamos vem de fora, e a Rússia lidera esse fornecimento”, afirmou o presidente da CNI, Ricardo Alban.

O crescimento dessa dependência é visível na última década. Em 2015, o Brasil importou 3,7 milhões de toneladas de fertilizantes da Rússia. Em 2019, o número já ultrapassava 7 milhões de toneladas. Em 2023, foram 9,3 milhões. E 2025 caminha para um novo recorde histórico, podendo ultrapassar 12 milhões de toneladas ao final do ano.

A soja, o milho e a cana-de-açúcar respondem por mais de 73% do consumo de fertilizantes no país, o que reforça a vulnerabilidade da cadeia produtiva. A bancada ruralista, por ora, evita se pronunciar oficialmente, mas nos bastidores o clima é de forte apreensão.

Senadores brasileiros estiveram recentemente em Washington tentando reverter o tarifaço de 50% já imposto pelos EUA, mas saíram com o recado de que a insatisfação americana está centrada no alinhamento comercial do Brasil com a Rússia.

Entre os parlamentares, a senadora Tereza Cristina (PP-MS), uma das vozes mais influentes do agro no Congresso, foi procurada para comentar, mas não respondeu até o fechamento desta matéria.

Redação Saiba+

Brasil

Anvisa suspende lotes de produtos da Ypê

Detergentes, sabão líquido e desinfetantes tiveram fabricação e vendas interrompidas após risco de contaminação identificado pela agência

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou, nesta quinta-feira (7), o recolhimento imediato e a suspensão da fabricação e comercialização de lotes de produtos da marca Ypê após a identificação de possível contaminação por microrganismos que podem causar doenças.

A medida atinge detergentes, sabão líquido e desinfetantes fabricados pela empresa Química Amparo, localizada na cidade de Amparo, no interior de São Paulo. Segundo a decisão da Anvisa, a suspensão vale para todos os lotes com numeração final 1, produzidos na unidade industrial da empresa.

De acordo com a agência reguladora, a decisão foi tomada após uma avaliação técnica detectar riscos sanitários relacionados à presença de microrganismos nos produtos, situação que pode comprometer a segurança dos consumidores e gerar impactos à saúde pública.

Com a determinação, os itens afetados deverão ser retirados de circulação imediatamente, enquanto a fabricante deverá adotar medidas para apurar as causas da possível contaminação e corrigir eventuais falhas no processo de produção.

A decisão provocou forte repercussão entre consumidores e estabelecimentos comerciais, já que a marca Ypê possui ampla presença no mercado nacional de produtos de limpeza doméstica. Especialistas alertam que consumidores devem verificar atentamente a numeração dos lotes antes de utilizar os produtos.

A Anvisa reforçou que ações como recolhimento preventivo e suspensão de vendas são medidas necessárias para garantir a segurança sanitária e evitar riscos à população. A recomendação é que consumidores interrompam o uso dos produtos afetados até novas orientações oficiais.

A empresa responsável pela fabricação dos itens ainda poderá apresentar esclarecimentos técnicos e adotar procedimentos corretivos para retomar a produção dos lotes suspensos.

Redação Saiba+

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Primo do dono do Banco Master é preso em operação da PF

Decisão do ministro André Mendonça aponta que Felipe Cançado Vorcaro teria fugido de ação anterior da Polícia Federal em Trancoso, no sul da Bahia

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A quinta fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta-feira (7) pela Polícia Federal, resultou na prisão de Felipe Cançado Vorcaro, primo do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A determinação foi expedida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, após investigação que apura possíveis irregularidades financeiras e suspeitas de crimes ligados ao sistema bancário.

De acordo com informações da decisão judicial, Felipe Vorcaro teria conseguido escapar de uma ação anterior da Polícia Federal realizada em Trancoso, no Extremo Sul da Bahia, fato que teria reforçado o pedido de prisão preventiva apresentado pelas autoridades responsáveis pela investigação.

A nova fase da Operação Compliance Zero mira suspeitos de envolvimento em esquemas financeiros considerados de alta complexidade, incluindo movimentações bancárias sob suspeita e possíveis práticas ilegais relacionadas ao setor empresarial. A investigação segue sob sigilo parcial, mas a decisão do STF destaca a necessidade de garantir a continuidade das apurações e evitar riscos à instrução processual.

A prisão de Felipe Cançado Vorcaro amplia a repercussão nacional da operação, que já vinha chamando atenção por atingir empresários e pessoas ligadas ao mercado financeiro. O caso também ganhou destaque devido à conexão familiar com Daniel Vorcaro, conhecido por comandar o Banco Master.

Nos bastidores, investigadores avaliam que a operação pode avançar para novas fases nos próximos dias, diante da análise de documentos, aparelhos eletrônicos e movimentações financeiras recolhidas durante o cumprimento dos mandados.

A Polícia Federal ainda não divulgou detalhes adicionais sobre os próximos desdobramentos da investigação, mas fontes ligadas ao caso apontam que o material apreendido poderá ajudar a esclarecer a atuação do grupo investigado.

Redação Saiba+

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Explosão em alojamento de trabalhadores baianos é investigada

Incidente ocorreu durante colheita de café; suspeita inicial aponta vazamento de gás

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Uma explosão registrada em um alojamento que abrigava trabalhadores baianos durante a colheita de café está sendo investigada pelas autoridades. Segundo informações apuradas pela TV Oeste, seis trabalhadores da Bahia viajaram para atuar na safra, sendo que quatro deles — identificados como Aldino, Gildeson, Ilmar e Milton — estavam hospedados no local onde ocorreu o incidente.

O caso gerou preocupação e mobilizou equipes de saúde e segurança. As circunstâncias da explosão ainda não foram totalmente esclarecidas, mas, de acordo com o secretário de saúde do município, Adilson Geltner, há relatos iniciais que apontam para um possível vazamento de gás como causa do acidente.

A situação acende um alerta sobre as condições de alojamento oferecidas a trabalhadores temporários, especialmente em períodos de colheita agrícola, quando há grande deslocamento de mão de obra entre estados. A segurança nesses espaços é fundamental para evitar tragédias e garantir a integridade dos trabalhadores.

As investigações seguem em andamento para identificar as causas exatas da explosão e eventuais responsabilidades. Enquanto isso, autoridades reforçam a necessidade de fiscalização rigorosa em locais de hospedagem coletiva ligados ao trabalho rural.

O caso também levanta discussões sobre condições de trabalho, segurança no campo e proteção de trabalhadores migrantes, temas que têm ganhado destaque diante de episódios semelhantes registrados no país.

Redação Saiba+

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