Política
Alexandre de Moraes endurece ações contra Bolsonaro e enfrenta críticas internacionais
Ministro do STF amplia protagonismo em defesa da democracia brasileira e desafia pressões de Elon Musk, Donald Trump e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.

BRASÍLIA — O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, voltou a ocupar o centro do cenário político e jurídico brasileiro ao adotar medidas duras contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente em prisão domiciliar sob acusação de conspirar para um golpe de Estado. Conhecido por sua postura inflexível, o magistrado declarou que “não há a menor possibilidade de recuar nem um milímetro” diante das tentativas de ataque à ordem democrática.
A condução firme de Moraes, que já determinou bloqueios de redes sociais, prisões de aliados bolsonaristas e até a destituição do então governador do Distrito Federal após os atos de 8 de janeiro de 2023, consolidou sua imagem como uma espécie de “xerife da democracia” no Brasil.
Embates com Musk e Trump
As decisões do ministro repercutiram além das fronteiras brasileiras. Elon Musk, dono do X (antigo Twitter), acusou Moraes de censura após ordens de remoção de perfis, chamando-o de “Darth Vader do Brasil”. Já o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, impôs tarifas contra produtos brasileiros e celebrou sanções do Departamento do Tesouro norte-americano contra o magistrado, classificando sua atuação como uma “caça às bruxas”.
Apesar da pressão internacional, Moraes mantém o discurso de que suas decisões visam proteger o Estado Democrático de Direito em um país historicamente marcado por golpes e tentativas de ruptura institucional.
Investigação contra Bolsonaro
Moraes lidera também a relatoria das ações que investigam o papel de Bolsonaro nos atos de 8 de janeiro e em planos de golpe militar. O ministro destacou que já foram ouvidas 179 testemunhas e que o processo seguirá com rigor técnico. Caso condenado, Bolsonaro pode ficar décadas inelegível ou preso.
A condução da investigação, porém, divide opiniões. Enquanto aliados destacam que Moraes é responsável por blindar o Brasil contra ameaças autoritárias, críticos afirmam que ele concentra poder excessivo e coloca em risco a legitimidade da Suprema Corte.
“A investigação continuará”
Mesmo diante das críticas e do desgaste diplomático com os EUA, Moraes reafirma sua missão. “Enquanto houver necessidade, a investigação continuará”, afirmou em entrevista. Para o ministro, o Brasil enfrenta uma “doença da autocracia” e cabe à Justiça aplicar a “vacina”.
Com a escalada dos embates políticos e jurídicos, Moraes permanece como um dos atores mais influentes da democracia brasileira, enfrentando ao mesmo tempo o bolsonarismo, gigantes da tecnologia e pressões internacionais.
Política
Governo reduz jornada de terceirizados federais
Decreto assinado por Lula diminui carga horária para 40 horas semanais sem corte de salários

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (13), um decreto que reduz a jornada de trabalho de profissionais terceirizados da administração pública federal. A medida estabelece a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer redução salarial, beneficiando milhares de trabalhadores em todo o país.
A iniciativa amplia uma política que já vinha sendo implementada desde 2024 e agora passa a abranger todas as categorias de serviços com dedicação exclusiva ao setor público. Com a nova etapa, cerca de 40 mil trabalhadores serão contemplados, somando-se a outros quase 20 mil já beneficiados anteriormente.
O decreto tem como objetivo promover melhores condições de trabalho, equilibrando a carga horária com a qualidade de vida dos profissionais. A manutenção dos salários mesmo com a redução da jornada é um dos pontos mais relevantes da medida, garantindo estabilidade financeira aos trabalhadores.
Além disso, a decisão reforça uma tendência global de revisão das jornadas tradicionais, com foco em produtividade e bem-estar. No contexto da administração pública, a mudança também busca padronizar contratos e adequar práticas às novas diretrizes trabalhistas adotadas pelo governo federal.
Especialistas avaliam que a ampliação da política pode gerar impactos positivos tanto no ambiente de trabalho quanto na eficiência dos serviços prestados. A expectativa é de que a medida contribua para maior satisfação dos trabalhadores e melhor desempenho das atividades no setor público.
Com a assinatura do decreto, o governo federal dá mais um passo na reformulação das condições de trabalho de terceirizados, consolidando uma política que deve continuar em expansão nos próximos anos.
Política
Guimarães assume articulação política de Lula
Deputado do PT toma posse na Secretaria de Relações Institucionais e substitui Gleisi Hoffmann

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assume, nesta terça-feira (14), o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta estratégica responsável pela articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional.
Guimarães, que atuava como líder do governo na Câmara dos Deputados, chega ao cargo com a missão de fortalecer o diálogo entre o Executivo e o Legislativo. A função é considerada uma das mais importantes da Esplanada, por ser responsável pela construção de alianças e viabilização de projetos prioritários do governo.
O novo ministro substitui Gleisi Hoffmann, que deixou a função para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A mudança ocorre em um momento estratégico, em que o governo busca consolidar sua base de apoio no Congresso e avançar com pautas consideradas essenciais.
Com experiência política e forte atuação nos bastidores, Guimarães é visto como um articulador habilidoso dentro do Partido dos Trabalhadores. Sua nomeação reforça a aposta do governo em uma articulação mais intensa e direta com parlamentares, especialmente diante de desafios na aprovação de propostas.
A Secretaria de Relações Institucionais desempenha papel central na governabilidade, sendo responsável por coordenar negociações, alinhar interesses e garantir o andamento da agenda legislativa. O sucesso da nova gestão à frente da pasta será determinante para o ritmo das votações no Congresso Nacional.
A posse de Guimarães marca mais um movimento de reorganização política no governo federal, com foco na ampliação do diálogo institucional e na estabilidade das relações entre os poderes.
Política
Bahia impõe regras rígidas para servidores em 2026
Decreto do governo estadual reforça limites legais em ano eleitoral e controle de gastos públicos

Os servidores públicos da Bahia deverão seguir regras mais rígidas ao longo de 2026, ano marcado pelas eleições. Um decreto publicado pelo governo estadual, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estabelece diretrizes para garantir o cumprimento da legislação eleitoral e fiscal em toda a administração pública.
A medida determina que órgãos e entidades estaduais respeitem integralmente os limites previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Lei de Responsabilidade Fiscal. O objetivo principal é evitar o uso indevido da máquina pública em benefício de candidatos durante o período eleitoral, prática proibida pela legislação brasileira.
Além disso, o decreto funciona como um instrumento de orientação para gestores e servidores, reforçando a necessidade de responsabilidade na condução dos recursos públicos. O controle de gastos ganha ainda mais relevância no último ano de mandato, período em que há restrições específicas para despesas e investimentos.
Entre os pontos destacados estão a proibição de ações promocionais que possam favorecer agentes públicos, limitações na publicidade institucional e maior rigor na execução orçamentária. Essas medidas visam assegurar a transparência e a equidade no processo eleitoral.
Especialistas apontam que iniciativas como essa são fundamentais para garantir a lisura das eleições e o equilíbrio entre os candidatos. O cumprimento das normas evita sanções legais e contribui para a credibilidade da gestão pública, especialmente em um cenário político sensível.
Com a publicação do decreto, o governo da Bahia busca alinhar sua atuação às exigências legais, prevenindo irregularidades e reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e a integridade do processo eleitoral.
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