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Política

Lula acumula R$ 389 bilhões em gastos fora da meta fiscal no terceiro mandato

Pacote Brasil Soberano, lançado após tarifaço de Donald Trump, amplia despesas não contabilizadas e reacende debate sobre credibilidade da regra fiscal.

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O presidente Lula durante o anúncio do pacote de socorro às empresas atingidas pelo tarifaço do presidente do EUA, Donald Trump. Foto: Wilton Junior

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai somar, até o fim de seu terceiro mandato, R$ 389,7 bilhões em gastos fora da meta fiscal, segundo projeções de economistas e dados oficiais do Tesouro Nacional. A prática, considerada por especialistas como um enfraquecimento da âncora fiscal, ganhou novo capítulo com o anúncio do plano Brasil Soberano, lançado após o tarifaço do presidente norte-americano Donald Trump.

O pacote prevê R$ 9,5 bilhões em despesas até 2026, sendo R$ 4,5 bilhões em aportes em fundos garantidores e R$ 5 bilhões em renúncia de receitas do Reintegra, programa de incentivo às exportações. O valor, contudo, ficará fora da contabilidade da meta de resultado primário, aumentando o montante de recursos não registrados oficialmente nas contas públicas.

De acordo com o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), um projeto de lei complementar já foi apresentado para autorizar a manobra, que depende da aprovação do Congresso Nacional.

Crescimento dos gastos fora da meta

Entre 2023 e 2026, as despesas desconsideradas na meta fiscal incluem:

  • PEC da Transição: R$ 145 bilhões (2023)
  • Precatórios: R$ 92,4 bilhões (2023) + R$ 100,4 bilhões previstos até 2026
  • Auxílio ao Rio Grande do Sul: R$ 29 bilhões (2024)
  • Brasil Soberano: R$ 9,5 bilhões (2025-2026)
  • Outras medidas emergenciais e culturais, como a Lei Paulo Gustavo (R$ 3,8 bilhões).

Para economistas como Tiago Sbardelotto, da XP Investimentos, a prática gera um cenário em que o governo “cumpre a meta no papel, mas o déficit real continua sendo muito maior”, impactando diretamente a dívida pública.

Críticas e justificativas

O Ministério da Fazenda atribui 87% dos gastos fora da meta ao governo Jair Bolsonaro (PL), citando o calote em precatórios e a necessidade de recompor despesas essenciais represadas. A pasta também defende que medidas como o auxílio ao Rio Grande do Sul foram indispensáveis diante do maior desastre climático da história recente do País.

Por outro lado, analistas afirmam que a exclusão recorrente de despesas enfraquece a credibilidade da meta fiscal, transformando-a em uma “ficção contábil” e reduzindo sua utilidade como indicador de esforço fiscal do governo.

Especialistas também alertam que, ao abrir exceções frequentes, o Executivo acaba utilizando o espaço de tolerância do novo arcabouço fiscal não para choques imprevisíveis, mas para despesas recorrentes, comprometendo a solidez das contas públicas no médio prazo.

Redação Saiba+

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Política

Lula troca Porto Alegre por Salvador

Presidente cancela agenda no Rio Grande do Sul devido à previsão de mau tempo e prepara caminhada na capital baiana

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) cancelou a viagem que faria a Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e decidiu incluir Salvador na agenda da próxima sexta-feira (28/8). A mudança ocorre em meio à programação de campanha do petista para as eleições de 2026.

Segundo informações sobre a agenda presidencial, a visita ao Sul foi adiada por causa da previsão de mau tempo. A alteração levou a equipe de Lula a concentrar esforços na organização de uma atividade política em Salvador, onde o presidente pretende participar de uma caminhada com apoiadores.

A presença de Lula na Bahia reforça a importância do estado na estratégia eleitoral do Partido dos Trabalhadores. A Bahia é considerada uma das principais bases eleitorais do presidente e historicamente registra forte votação do petista em disputas nacionais.

Três locais estão sendo avaliados

O local exato da caminhada ainda não foi definido pela organização. Entre as alternativas consideradas estão Ondina, Campo Grande e a região da tradicional Igreja do Bonfim.

A escolha deverá levar em conta questões de logística, segurança, mobilidade e estrutura para receber os participantes. A definição também será importante para estabelecer o trajeto da caminhada e os pontos de concentração dos apoiadores.

A Igreja do Bonfim aparece entre as possibilidades por ter uma relação histórica com as agendas políticas de Lula na Bahia. O local costuma ser visitado pelo presidente durante períodos de campanha eleitoral e também integra roteiros de autoridades que passam pela capital baiana.

Agenda no estado ganha destaque

A mudança na programação ocorre em um momento de intensificação das atividades eleitorais. Com a aproximação de novas etapas da disputa presidencial, os principais candidatos ampliam a presença em estados considerados estratégicos para a formação de alianças e mobilização de eleitores.

A expectativa é que a passagem de Lula por Salvador também seja marcada pela presença de lideranças políticas locais e integrantes da campanha. O formato definitivo do ato, assim como o horário e o endereço da concentração, ainda dependem da confirmação da equipe responsável pela agenda.

Enquanto a programação em Porto Alegre foi adiada, a equipe presidencial deverá manter o planejamento de outras atividades previstas para o período. A nova agenda em Salvador deverá ser detalhada nos próximos dias.

A presença do presidente na capital baiana também deve movimentar o cenário político estadual, especialmente pela possibilidade de participação de aliados e lideranças do PT e de partidos da base governista.

Redação Saiba+

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Política

Advogados do milionário Fauci criam fundo para pagar defesa dele

Iniciativa busca financiar a defesa do médico diante de investigações e denúncias relacionadas à atuação durante a pandemia de Covid-19

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Os advogados do médico Anthony Fauci, que coordenou a resposta nacional dos Estados Unidos à pandemia de Covid-19, criaram um fundo para arrecadar dinheiro para custear a defesa dele, em meio a uma série de denúncias e investigações contra o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês).

A iniciativa possui um site, por meio do qual apoiadores de Fauci podem fazer doações. Eventuais excedentes após a conclusão de todas as investigações serão doados para instituições de caridade, afirmaram os advogados.

“Fauci enfrenta uma ofensiva jurídica sem precedentes para um servidor público aposentado, e ele merece uma defesa sólida contra essas ações infundadas e temerárias”, disse David Schertler, um dos advogados de Fauci, à agência Reuters.

“O doutor Fauci não fez nada de errado, e estamos preparados para combater esse assédio vergonhoso contra um homem honrado que dedicou sua carreira a salvar vidas”, acrescentou.

Segundo a emissora Fox News, antes de se aposentar, Fauci era o servidor mais bem pago do governo federal dos EUA, com remuneração de quase US$ 500 mil por ano, e atualmente recebe uma pensão federal que se equipara ao salário de presidente. Ele e sua esposa declararam um patrimônio líquido conjunto de US$ 12,6 milhões em 2021.

Diretor do Niaid entre 1984 e 2022, Fauci é acusado pelos republicanos de ter escondido informações sobre a origem da Covid-19 e ter errado na condução da resposta à pandemia.

No final da sua gestão, o presidente democrata Joe Biden (2021-2025) concedeu um perdão presidencial preventivo a Fauci contra eventuais acusações federais por questões relativas à pandemia, mas ele ainda pode ser alvo de processos judiciais nos estados.

Os procuradores-gerais da Flórida, da Virgínia Ocidental e da Louisiana anunciaram recentemente investigações para apurar se Fauci se beneficiou irregularmente da exposição na mídia que obteve durante a pandemia.

Além disso, depois dele ter se recusado a responder a perguntas de senadores americanos em audiência no final de julho, um comitê do Senado declarou Fauci em desacato e encaminhou o caso para o Departamento de Justiça (DOJ).

Redação Saiba+

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Política

Janja repudia fala de Renan Santos

Primeira-dama classificou declaração feita durante debate presidencial como ataque pessoal e misógino

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A primeira-dama Janja Lula da Silva repudiou, nesta segunda-feira (24), uma declaração feita pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o primeiro debate presidencial das eleições de 2026.

Em nota encaminhada à Band, emissora responsável pela transmissão do debate realizado na noite de domingo (23), Janja classificou a manifestação como um “ataque pessoal e misógino”.

Declaração ocorreu durante debate

A manifestação de Renan Santos ocorreu enquanto o candidato comentava a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro debate presidencial.

Após o episódio, a primeira-dama decidiu se manifestar publicamente e encaminhou o comunicado à emissora que promoveu o encontro entre os candidatos.

O debate marcou um dos primeiros momentos de confronto direto entre os postulantes à Presidência da República nas eleições de 2026. A ausência de Lula foi mencionada durante a programação, enquanto o presidente participou de uma entrevista exibida pela televisão no mesmo horário.

A declaração envolvendo Janja repercutiu no cenário político nesta segunda-feira e passou a integrar as discussões sobre o debate e a campanha presidencial.

Redação Saiba+

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