Brasil
Deus, pátria e família: o slogan que ruiu com os Bolsonaros
Análise mostra como o lema utilizado pela família Bolsonaro perdeu credibilidade diante das contradições políticas, religiosas e éticas que cercam seus líderes.

Os acontecimentos mais recentes na política nacional escancararam as contradições da família Bolsonaro. O antigo lema “Deus, pátria e família”, repetido à exaustão como marca de campanha, hoje soa vazio e desacreditado até mesmo entre antigos apoiadores. O bordão, que serviu tanto para seduzir eleitores de boa-fé quanto para sustentar estratégias de manipulação política, já não encontra respaldo na realidade.
Deus x Bolsonaros
Embora invoquem constantemente o nome de Deus em discursos, os fatos indicam um abismo entre a retórica e a prática. Jair Bolsonaro, ex-presidente e defensor da tortura, carrega histórico de declarações incompatíveis com princípios cristãos, além de episódios de conduta considerada hipócrita em relação à religião. Seu filho, Flávio Bolsonaro, enfrenta acusações de enriquecimento ilícito por meio das chamadas rachadinhas e aquisição de imóveis milionários em dinheiro vivo — práticas em completo desacordo com a fé que dizem professar.
Pátria x Bolsonaros
O slogan “Brasil acima de tudo” também se esvazia diante dos fatos. Reportagens apontam que Eduardo Bolsonaro teria atuado junto ao governo Trump em favor de medidas que fragilizariam a economia brasileira, em troca de apoio político ao pai. Para especialistas, tal postura configura um possível crime de traição, colocando os interesses nacionais abaixo de articulações externas. Se as instituições brasileiras cederem a esse tipo de pressão, críticos alertam que o país corre o risco simbólico de ser reduzido a uma “51ª estrela da bandeira americana”.
Família x Bolsonaros
A defesa da família brasileira, outro eixo do discurso bolsonarista, também se mostra contraditória. A atuação dos filhos de Bolsonaro em temas ligados à proteção das crianças revelou alinhamento com interesses de Big Techs e posições que, segundo críticos, fragilizam mecanismos de combate ao abuso infantil no ambiente digital. Tal postura gera perplexidade diante do fato de que os próprios membros da família possuem filhos menores, o que expõe ainda mais a incoerência entre discurso e prática.
O futuro do slogan
Para analistas políticos, o esvaziamento do lema “Deus, pátria e família” representa um marco no desgaste da narrativa bolsonarista. O que antes mobilizava massas, hoje é visto por muitos como um símbolo de contradição. A dúvida que permanece é se haverá leis e mecanismos suficientes para que a justiça brasileira classifique e responsabilize, de forma proporcional, os atos dessa família que marcou a política recente.
Brasil
Anvisa libera venda de medicamentos na Shopee
Comercialização na plataforma volta a ser permitida, mas produtos e vendedores deverão seguir regras sanitárias

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) voltou a permitir a comercialização e a divulgação de medicamentos na Shopee, após revogar a medida que restringia esse tipo de operação na plataforma. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) nesta quinta-feira (6).
A autorização, no entanto, está condicionada ao cumprimento das regras estabelecidas pela Anvisa. A comercialização de medicamentos em plataformas de comércio eletrônico deverá seguir requisitos específicos para garantir a regularidade dos produtos e a segurança dos consumidores.
De acordo com as regras do órgão, os medicamentos anunciados e vendidos pela internet para entrega ao consumidor precisam estar regularizados e ser comercializados por farmácias ou drogarias que possuam licença sanitária.
A medida não significa, portanto, que qualquer produto anunciado como medicamento poderá ser vendido livremente na plataforma. A liberação está vinculada à regularização dos produtos e à atuação de estabelecimentos autorizados pela vigilância sanitária.
A decisão da Anvisa estabelece parâmetros para a venda de medicamentos no comércio eletrônico e busca garantir que as operações realizadas por meio de plataformas digitais estejam de acordo com as normas sanitárias vigentes.
Com a revogação, a Shopee volta a contar com a possibilidade de anúncios e comercialização de medicamentos, desde que vendedores, estabelecimentos e produtos atendam às exigências determinadas pelo órgão regulador.
A medida acompanha o crescimento do comércio eletrônico no setor de saúde e reforça a necessidade de atenção dos consumidores à procedência dos produtos e à regularidade dos estabelecimentos responsáveis pela venda.
Brasil
Mulher cai em poço de oito metros
Vítima de 45 anos foi resgatada após acidente durante a madrugada deste domingo em Mar de Espanha, na Zona da Mata

Uma mulher de 45 anos caiu em um buraco de aproximadamente oito metros de profundidade durante a madrugada deste domingo (9), em Mar de Espanha, na Zona da Mata. O acidente aconteceu por volta das 2h45, na Rua Antônio Azzi, no bairro Nossa Senhora das Mercês.
Segundo informações repassadas às equipes de resgate, a mulher havia saído de casa para utilizar o banheiro quando tropeçou e acabou caindo dentro do poço.
Apesar da queda, a vítima permaneceu consciente no momento do atendimento. Os socorristas identificaram suspeita de fraturas nos braços e nas pernas, devido à profundidade do buraco e à forma como ocorreu o acidente.
As equipes responsáveis pelo resgate realizaram o atendimento no local e adotaram os procedimentos necessários para retirar a mulher do poço com segurança.
O caso chamou atenção pela profundidade do buraco e pelo horário em que o acidente ocorreu. As circunstâncias que levaram à abertura do local e as condições de segurança da área deverão ser avaliadas pelas autoridades responsáveis.
Brasil
Dono da Voepass relata “cultura de omissão”
Em depoimento à Polícia Federal, José Luiz Felício Filho afirmou ter conhecimento de falhas no registro de problemas técnicos na companhia

O proprietário e presidente da Voepass, José Luiz Felício Filho, afirmou em depoimento à Polícia Federal que tinha conhecimento da existência de uma “cultura de omissão” no registro de falhas técnicas dentro da companhia aérea. A declaração faz parte das investigações sobre a queda de um avião da empresa que deixou 62 mortos em 2024.
Segundo o empresário, o padrão de comportamento estaria relacionado ao registro de ocorrências envolvendo problemas técnicos e à atuação de pilotos da companhia. A revelação foi feita durante o depoimento prestado às autoridades federais.
Felício Filho também declarou que diretores da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teriam feito alertas diretamente a ele, ao longo dos anos, sobre o comportamento adotado por pilotos da empresa.
De acordo com o relato apresentado à Polícia Federal, os avisos teriam chamado a atenção para uma possível prática de não registrar adequadamente determinadas falhas técnicas. A informação passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelas autoridades no curso da investigação.
O empresário foi indiciado no caso relacionado à queda da aeronave da Voepass, acidente que ocorreu em 2024 e provocou a morte de todas as 62 pessoas que estavam a bordo.
As declarações prestadas por Felício Filho deverão ser consideradas no contexto das investigações que buscam esclarecer as circunstâncias do acidente e possíveis responsabilidades relacionadas à segurança operacional da companhia.
O caso também coloca em evidência os procedimentos adotados pelas empresas aéreas para identificação, comunicação e registro de falhas técnicas, além do papel dos órgãos responsáveis pela fiscalização da aviação civil no Brasil.
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