Brasil
Linha de crédito do BNDES dará prioridade a empresas mais afetadas pelo tarifaço
Pacote do Plano Brasil Soberano soma R$ 40 bilhões para apoiar exportadores prejudicados por tarifas dos EUA

O governo federal detalhou as condições financeiras do Plano Brasil Soberano, lançado para apoiar empresas impactadas pelo tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. O pacote inclui R$ 30 bilhões em linhas de crédito e um valor adicional de R$ 10 bilhões anunciado pelo BNDES nesta sexta-feira.
Segundo o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, a prioridade será para empresas que tiveram perda de faturamento acima de 5% devido às tarifas:
“Quem perdeu mais de 5% do seu faturamento é a prioridade. A orientação do presidente é que ninguém fique para trás.”
O secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Guilherme Mello, explicou que empresas com impacto igual ou superior a 5% podem acessar a linha Giro Diversificação e a garantia do PEAC FGI (para micro e pequenas empresas). Se o impacto for igual ou superior a 20%, poderão acessar todas as linhas e garantias do FGI PEAC e FGO.
Quatro linhas de crédito
Segundo Nelson Barbosa, diretor do BNDES, o pacote oferece quatro linhas principais:
- Capital de Giro: para financiamento de gastos operacionais gerais, taxa fixa de 0,66% a 0,82% ao mês, prazo de até 5 anos, incluindo 1 ano de carência.
- Giro Diversificação: para busca de novos mercados, taxa de juros fixa de até 0,66% ao mês, prazo de até 5 anos, carência de 1 ano. Limite máximo por empresa: R$ 35 milhões (MPMEs) e R$ 200 milhões (grandes empresas).
- Bens de Capital: para compra de máquinas, taxa de juros de até 0,58% ao mês, limite de R$ 150 milhões, prazo de 5 anos.
- Investimento: para inovação tecnológica e adensamento da cadeia produtiva, taxa de até 0,58% ao mês, limite de R$ 150 milhões, prazo de até 10 anos.
Linha adicional de R$ 10 bilhões
Além dos R$ 30 bilhões, o BNDES disponibilizará R$ 10 bilhões em linhas próprias, acessíveis a todas as empresas afetadas, com prioridade para quem teve mais de 5% do faturamento prejudicado. As duas linhas principais são: Giro Empresarial Complementar (juros de 1,15% ao mês + spread bancário) e Giro Diversificação (juros de 0,29% ao mês + variação do dólar e spread).
Mercadante reforçou que o impacto do tarifaço é espalhado pelo Brasil e que a experiência anterior no Rio Grande do Sul, com R$ 29 bilhões injetados, mostrou que o crédito acelera a recuperação das empresas.
As aprovações começam em setembro, com expectativa de que empresários procurem seus bancos a partir de 4 de setembro, e as primeiras aprovações no BNDES ocorram a partir de 15 de setembro.
Principais medidas do plano:
- Linha de Crédito de R$ 30 bilhões: capital de giro e investimentos em diversificação.
- Implementação do Drawback: aumento da competitividade no comércio internacional.
- Diferimento de Tributos Federais: adiamento de IPI, PIS, COFINS e Imposto de Importação por dois meses.
- Agilização de Compras Públicas: dispensa de licitação para gêneros alimentícios perecíveis.
- Ampliação do Reintegra: aumento de crédito do programa de 0,1% para 3% (até 6% para pequenas empresas beneficiadas pelo Acredita).
- Aporte em Fundos Garantidores: R$ 4,5 bilhões injetados em FGE, FGO e FGI para garantir acesso ao crédito.
Brasil
Danone amplia investimentos para expandir produção de iogurtes proteicos no Brasil
Empresa reforça fábrica em Minas Gerais para atender ao crescimento da demanda por alimentos ricos em proteína

A Danone anunciou a ampliação de sua capacidade de produção no Brasil em resposta ao crescimento acelerado do consumo de alimentos ricos em proteína. A estratégia inclui investimentos de alguns milhões de euros na unidade industrial de Poços de Caldas, em Minas Gerais, com foco na expansão da produção de iogurtes proteicos.
O principal destaque da iniciativa é a linha YoPro, que se consolidou como um dos maiores sucessos da companhia no mercado brasileiro. O produto já ocupa a segunda posição entre os itens mais vendidos da Danone no país, impulsionado pelo aumento da procura por alimentos voltados ao bem-estar, à prática esportiva e à alimentação equilibrada.
Segundo o CEO da Danone Brasil, Tiago Santos, a decisão acompanha uma transformação no perfil dos consumidores, que têm buscado cada vez mais produtos com alto teor de proteína e benefícios nutricionais. A expectativa da empresa é fortalecer sua presença no segmento e ampliar sua participação em um mercado que segue em expansão.
Além de aumentar a capacidade produtiva, os investimentos devem contribuir para o fortalecimento da operação brasileira, considerada estratégica para os planos de crescimento da multinacional. A meta é fazer com que o desempenho da Danone no Brasil avance em ritmo superior ao registrado pela matriz francesa nos próximos anos.
O mercado de alimentos funcionais e proteicos tem apresentado crescimento consistente no país, impulsionado por consumidores interessados em hábitos de vida mais saudáveis. Com a expansão da produção, a Danone busca atender à demanda crescente e consolidar sua liderança em uma categoria que ganha cada vez mais espaço nas gôndolas e na preferência dos brasileiros.
Brasil
Alerj retoma atividades sob influência do calendário eleitoral
Primeira sessão do segundo semestre teve presença registrada de todos os deputados, mas maioria participou de forma remota enquanto pautas estratégicas ganham espaço na Assembleia.

A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) retomou, nesta terça-feira, os trabalhos legislativos do segundo semestre em um cenário marcado pela proximidade das eleições. A apenas 60 dias do pleito, a primeira sessão após o recesso parlamentar registrou a presença dos 70 deputados estaduais, embora a maior parte tenha participado remotamente, deixando o plenário com baixa ocupação.
Apesar do esvaziamento físico da sessão, os bastidores da Casa indicam um período de intensa movimentação política e administrativa nas próximas semanas. A expectativa é de que projetos econômicos considerados estratégicos pelo governo estadual dominem a pauta legislativa antes do avanço do calendário eleitoral.
Outro tema que deve mobilizar as discussões na Alerj é a análise das indicações para a Agência Reguladora de Transportes do Estado do Rio de Janeiro (Agetransp), além da disputa pela escolha de um novo integrante do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ). Ambos os assuntos são considerados relevantes para o funcionamento da administração pública e devem concentrar a atenção dos parlamentares.
O período pré-eleitoral tende a influenciar o ritmo das votações e das articulações políticas, uma vez que deputados passam a conciliar a agenda legislativa com compromissos relacionados às campanhas eleitorais. Ainda assim, a expectativa é de que temas de interesse econômico e institucional avancem antes da intensificação do processo eleitoral.
Com a retomada das atividades, a Assembleia entra em uma fase decisiva para a apreciação de matérias de impacto para o estado, em um contexto de maior atenção às negociações políticas e à definição de pautas prioritárias até a realização das eleições.
Brasil
Motorista de aplicativo fica sem receber por corrida de R$ 4,7 mil
Condutora afirma que realizou viagem de quase 1.200 quilômetros, teve a conta desativada e ainda sofreu desconto de taxas da plataforma.

Uma motorista de aplicativo de Itajaí, em Santa Catarina, afirma ter enfrentado um prejuízo significativo após concluir uma corrida interestadual avaliada em R$ 4.742,05 sem receber o pagamento pelo serviço prestado. O caso ganhou repercussão ao reunir uma longa viagem, a ausência de remuneração e a desativação da conta da profissional na plataforma.
Segundo o relato, a viagem percorreu aproximadamente 1.195 quilômetros, saindo de Casemiro de Abreu, no Rio de Janeiro, com destino ao município de Itapema, no litoral catarinense. Após concluir o trajeto, a motorista esperava receber o valor integral da corrida, mas afirma que o pagamento não foi realizado.
Além da falta de remuneração, a condutora informou que teve um desconto de R$ 707,95 referente às taxas da plataforma, o que aumentou ainda mais o prejuízo financeiro. Como se não bastasse, ela também relatou que sua conta foi desativada, impedindo a continuidade das atividades como motorista parceira.
O episódio gerou ampla repercussão nas redes sociais e reacendeu o debate sobre a relação entre motoristas de aplicativo e plataformas digitais, especialmente em casos envolvendo pagamentos, bloqueios de contas e mecanismos de suporte aos trabalhadores.
A situação reforça a importância de procedimentos transparentes para análise de ocorrências e resolução de conflitos, garantindo segurança tanto para os motoristas quanto para os usuários dos serviços de transporte por aplicativo.
Enquanto aguarda uma solução para o caso, a motorista busca esclarecimentos sobre os motivos da desativação da conta e o pagamento da corrida realizada. O episódio evidencia os desafios enfrentados por profissionais que dependem das plataformas digitais como principal fonte de renda.
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