conecte-se conosco

Política

Programa de Lula com planos privados só funcionou no lançamento

Ação do Ministério da Saúde atendeu apenas oito pacientes na estreia com Lula; governo promete expansão, mas ainda não há rotina de serviços oferecidos pelo setor privado ao SUS

Postado

em

O presidente Lula (PT) ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), durante evento em Goiana (PE) - Ricardo Stuckert

A iniciativa do governo federal que promete reduzir filas do SUS com apoio de hospitais de planos privados ainda não deslanchou. O programa Agora Tem Especialistas, lançado no dia 14 de agosto em Recife, contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e atendeu apenas oito pacientes na estreia. Desde então, nenhum novo procedimento foi realizado na rede privada dentro da proposta.

O Ministério da Saúde afirma que a ação segue em “expansão” à medida que mais operadoras de planos de saúde aderirem ao programa, mas não estabeleceu prazos concretos para que os serviços passem a ocorrer de forma regular.

O plano é apresentado como uma das principais apostas de Lula para a área da saúde em seu terceiro mandato. A expectativa é converter cerca de R$ 1,3 bilhão por ano em dívidas das operadoras em atendimentos especializados para a população que depende do SUS.

Na estreia do programa em Recife, os pacientes passaram por diferentes procedimentos no Hospital Ariano Suassuna, da Hapvida: duas cirurgias de artroplastia de quadril, duas cirurgias de vesícula, duas tomografias e duas ressonâncias magnéticas. Lula chegou a visitar alguns pacientes durante a cerimônia, que teve forte caráter político.

Apesar disso, gestores do SUS e especialistas consideraram precipitado o anúncio do ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), de que os atendimentos começariam já no fim de agosto. O processo de credenciamento depende da adesão voluntária das operadoras privadas, o que dificulta a implementação imediata.

Até o momento, a Hapvida é a única operadora confirmada como participante da iniciativa. A empresa afirmou que pretende expandir sua atuação à medida que o programa “ganhe tração”, destacando que possui rede própria de hospitais capaz de atender à demanda.

Além dos planos privados, o governo anunciou que clínicas e hospitais poderão trocar dívidas federais por serviços de saúde, e que novas frentes incluirão carretas de atendimento itinerante e ampliação do número de médicos especialistas no SUS.

Para entidades do setor, a medida é positiva, mas ainda precisa avançar. A Abramge e a FenaSaúde destacaram que a parceria pode ser um caminho para reduzir a fila da saúde pública e integrar de forma mais efetiva os sistemas público e privado no país.

Redação Saiba+

Continue lendo
envie seu comentário

Leave a Reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Política

Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia

Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

Postado

em

Governador destaca que sua única disputa é pelas vagas ao Senado | Bnews - Divulgação Vinícius Dias

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.

Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.

A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.

A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.

A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.

Redação Saiba+

Continue lendo

Polícia

Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos

Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

Postado

em

O deputado estadual Alan Sanches faleceu neste sábado (14) após um infarto fulminante, deixando um legado na política baiana. | Bnews - Divulgação BNews

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.

Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.

Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.

A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.

Redação Saiba+

Continue lendo

Política

PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara

Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

Postado

em

O ex-deputado federal, Eduardo Bolsonaro Foto: Geraldo Magela

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.

Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.

A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.

O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.

Redação Saiba+

Continue lendo
Ads Imagem
Ads PMI VISITE ILHÉUS

    Mais Lidas da Semana