Brasil
Homem que furtou réplica da Constituição no 8 de Janeiro começa a cumprir pena de 17 anos
STF determinou início imediato da execução da pena em regime fechado para Marcelo Fernandes Lima, condenado pelos atos antidemocráticos
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o início imediato do cumprimento da pena de 17 anos de prisão em regime inicial fechado para Marcelo Fernandes Lima, condenado por participar dos atos de 8 de janeiro de 2023. Ele ficou conhecido por furtar uma réplica da Constituição Federal durante a invasão da sede dos Três Poderes, em Brasília.
Marcelo havia sido preso preventivamente em março, no interior de Minas Gerais, após decisão que apontava risco de fuga. Agora, o ministro Alexandre de Moraes determinou que ele seja submetido a exames médicos e avaliações clínicas antes de iniciar o tratamento penitenciário adequado.

O tempo em que o réu permaneceu em cárcere preventivo será abatido da pena por detração penal. A condenação incluiu os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado, deterioração de patrimônio tombado e associação criminosa.
A réplica da Constituição, levada durante a invasão, já foi recuperada e devolvida ao STF. O objeto estava na entrada do plenário da Corte no momento em que as sedes dos Poderes foram vandalizadas.

A decisão reforça a linha dura do Supremo contra os condenados pelos atos do 8 de janeiro, consolidando a estratégia de punição exemplar a fim de preservar a ordem democrática e a responsabilização penal dos envolvidos.
Brasil
STF autoriza investigação da PF sobre ministro do STJ
Decisão do ministro Cristiano Zanin determina a abertura de inquérito para apurar suspeitas de venda de decisões judiciais; investigação tramita sob sigilo.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, autorizou a abertura de uma investigação formal da Polícia Federal (PF) para apurar suspeitas envolvendo o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi, em um caso que investiga uma possível venda de decisões judiciais.
A autorização representa mais um desdobramento das apurações relacionadas ao Judiciário e amplia as investigações conduzidas pela Polícia Federal. O inquérito foi instaurado para reunir elementos que permitam esclarecer os fatos, respeitando as garantias legais e o devido processo.
Esta é a segunda investigação autorizada por Cristiano Zanin envolvendo integrantes do STJ. Em outra decisão, o ministro do STF também determinou a abertura de um inquérito para apurar fatos relacionados ao ministro Paulo Dias de Moura Ribeiro.
Os procedimentos tramitam sob sigilo, medida comum em investigações dessa natureza, com o objetivo de preservar a coleta de provas e assegurar o andamento das diligências. Até o momento, os detalhes dos inquéritos não foram divulgados oficialmente.
A abertura da investigação não representa condenação ou reconhecimento de culpa, mas marca o início de uma apuração formal destinada a verificar a existência de indícios que possam confirmar ou afastar as suspeitas levantadas.
O caso deve seguir sob acompanhamento das autoridades competentes, enquanto a Polícia Federal realiza as diligências autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Novos desdobramentos dependerão dos resultados das investigações e das decisões que vierem a ser adotadas ao longo do processo.
Brasil
Setores produtivos defendem diálogo após tarifa dos EUA
Entidades da economia brasileira pedem negociações para reduzir impactos da sobretaxa sobre exportações nacionais

Representantes de diversos setores da economia brasileira defenderam o fortalecimento do diálogo entre os governos do Brasil e dos Estados Unidos após o anúncio da sobretaxa de 12,5% aplicada pelos norte-americanos a produtos brasileiros. As entidades avaliam que a negociação diplomática será essencial para minimizar os impactos da medida sobre as exportações nacionais.
Em manifestações públicas, associações ligadas à indústria, ao comércio e ao agronegócio reforçaram a necessidade de construção de acordos bilaterais que permitam a revisão das tarifas e preservem a competitividade dos produtos brasileiros no mercado internacional.
Segundo estimativas da Amcham, aproximadamente três mil produtos exportados pelo Brasil para os Estados Unidos, que representam um volume de US$ 10,7 bilhões em exportações, passarão a enfrentar tarifas de até 37,5%, considerando a incidência da nova sobretaxa.
As entidades alertam que o aumento dos custos poderá afetar empresas exportadoras, reduzir a competitividade da indústria brasileira e impactar cadeias produtivas que dependem do mercado norte-americano. O setor produtivo defende que as negociações entre os dois países avancem de forma célere, buscando soluções que reduzam os efeitos da medida sobre a economia.
Especialistas também destacam que o diálogo institucional poderá ser decisivo para preservar relações comerciais estratégicas entre Brasil e Estados Unidos, evitando prejuízos para empresas, trabalhadores e investimentos ligados ao comércio exterior.
O posicionamento conjunto das entidades reforça a importância da diplomacia econômica para superar barreiras comerciais e garantir maior previsibilidade às exportações brasileiras, em um cenário de crescente competitividade no mercado global.
Brasil
Lei autoriza spray de pimenta para defesa pessoal de mulheres
Nova legislação sancionada pelo governo federal permite que mulheres maiores de 18 anos adquiram e mantenham aerossóis de extratos vegetais para proteção contra agressões físicas e sexuais.

O governo federal sancionou, nesta sexta-feira (24), a lei que autoriza a comercialização, a aquisição e a posse de aerossóis de extratos vegetais, como o spray de pimenta, para fins de defesa pessoal da mulher em todo o território nacional. A nova norma foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) e passa a estabelecer regras para o acesso ao equipamento de menor potencial ofensivo.
A legislação tem como objetivo ampliar os instrumentos de proteção destinados às mulheres, permitindo que maiores de 18 anos possam adquirir e manter o spray de pimenta para utilização em situações de risco, especialmente diante de agressões físicas ou tentativas de violência sexual.
O projeto que deu origem à medida havia sido aprovado pelo Senado em 29 de junho e agora entra em vigor após a sanção presidencial. A iniciativa busca fortalecer as políticas de enfrentamento à violência contra a mulher, oferecendo mais uma alternativa de defesa em situações de ameaça.
A expectativa é que a regulamentação contribua para ampliar a sensação de segurança das mulheres, sem substituir as ações de prevenção, denúncia e combate à violência. Especialistas destacam que o equipamento possui caráter exclusivamente defensivo, sendo indicado para afastar o agressor e possibilitar que a vítima busque ajuda das autoridades competentes.
A nova legislação representa um avanço nas políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, reforçando a importância de medidas que ampliem a segurança e fortaleçam o combate à violência de gênero em todo o país.
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