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STJ anula júri que condenou Adriana Villela a 61 anos de prisão

Decisão da Sexta Turma não absolve arquiteta, mas reconhece falha no processo e determina novo julgamento

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Foto: Crime 113 Sul: STJ define futuro de Adriana Villela

A Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (2/9), anular o júri que havia condenado a arquiteta Adriana Villela a 61 anos de prisão pelo assassinato dos pais, José Guilherme e Maria Villela, e da funcionária da família, Francisca Nascimento da Silva. O caso, conhecido como o “crime da 113 Sul”, ocorreu em Brasília, em 2009, e permanece um dos mais emblemáticos do país.

Por maioria, os ministros entenderam que houve cerceamento de defesa, já que os advogados de Adriana não tiveram acesso a provas fundamentais do processo, incluindo o depoimento de outro réu que a acusava de ser a mandante do crime. O placar ficou em 3 a 2 pela anulação.

Como votaram os ministros

  • Rogério Schietti (relator): defendeu a manutenção da condenação e pediu prisão imediata da arquiteta.
  • Og Fernandes: acompanhou o relator e votou contra a anulação.
  • Sebastião Reis Júnior: votou pela anulação, destacando que a defesa foi prejudicada desde o início do processo.
  • Antônio Saldanha Pinheiro: também votou pela anulação, apontando falhas graves na condução do caso.
  • Otávio de Almeida Toledo: desempatou a votação a favor da anulação, enfatizando que a decisão não absolve a ré, mas garante direito à ampla defesa.

O que muda com a decisão

A decisão não inocenta Adriana Villela. O processo deve voltar a uma fase anterior, quando será analisado novamente se ela deve ser levada a julgamento pelo Tribunal do Júri. Isso significa que o caso poderá ser reaberto e reavaliado, com possibilidade de novas provas e manifestações da defesa.

Reação das partes

O advogado de Adriana, Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, comemorou a decisão e disse que sua cliente recebeu a notícia “com alívio”. Já o Ministério Público afirmou que irá recorrer e manteve a acusação de que Adriana teria mandado matar os pais por desavenças financeiras.

O crime da 113 Sul

O triplo homicídio ocorreu em agosto de 2009, quando as vítimas foram mortas com mais de 70 facadas dentro do apartamento da família, em Brasília. Em 2019, o ex-porteiro do prédio, Paulo Cardoso Santana, foi condenado a 62 anos de prisão, e outros dois acusados receberam penas de 60 e 55 anos.

Redação Saiba+

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Brasil

Raoni segue internado com evolução clínica

Líder indígena apresenta melhora progressiva após dois meses de tratamento, mas permanece sem previsão de alta

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O líder indígena Raoni Metuktire, uma das principais referências na defesa dos povos originários e da preservação ambiental, permanece internado no Hospital São Paulo, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), após completar dois meses de tratamento marcados por sucessivas complicações de saúde.

Desde o início das internações, em maio, Raoni enfrentou um quadro de pneumonia aspirativa, obstrução intestinal alta, foi submetido a uma cirurgia para desobstrução do intestino e ainda apresentou dois episódios de hemorragia digestiva. O acompanhamento médico tem sido contínuo diante da complexidade do quadro clínico.

De acordo com as informações mais recentes da equipe médica, o cacique apresenta evolução positiva e melhora gradual. Atualmente, ele está consciente, responde aos comandos da equipe de saúde, respira em ar ambiente, aceita alimentação por via oral e registra redução significativa da tosse, sinais considerados favoráveis durante o processo de recuperação.

Apesar da melhora clínica, Raoni ainda inspira cuidados médicos e permanece hospitalizado, sem previsão de alta. A equipe responsável pelo tratamento segue monitorando sua evolução para garantir a estabilidade do quadro e evitar novas complicações.

A internação do líder indígena tem mobilizado manifestações de apoio de diferentes setores da sociedade, refletindo o reconhecimento nacional e internacional de sua trajetória em defesa dos direitos dos povos indígenas e da proteção da Amazônia.

Redação Saiba+

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Bahia projeta safra recorde de grãos em 2026

Estimativa aponta produção superior a 13,2 milhões de toneladas, impulsionada pelo crescimento da soja, milho e algodão

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A produção agrícola da Bahia deve alcançar um novo marco histórico em 2026. Dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) indicam que a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas (grãos) está estimada em 13.256.520 toneladas, consolidando a expectativa de um novo recorde para o estado.

O volume projetado representa um crescimento de 3,2%, equivalente a mais 416,9 mil toneladas, em comparação com a safra recorde registrada em 2025, quando foram produzidas 12.839.577 toneladas de grãos.

Na comparação entre maio e junho deste ano, a estimativa permaneceu estável, sem alterações nos números divulgados. A manutenção da previsão demonstra confiança no desempenho das principais culturas agrícolas e reforça as perspectivas positivas para o setor agropecuário baiano.

O desempenho recorde é atribuído, principalmente, à expectativa de expansão da produção de soja, milho da primeira safra e algodão herbáceo, culturas que seguem entre os principais motores do agronegócio estadual e possuem forte participação na economia da Bahia.

O resultado esperado evidencia a força do agronegócio baiano, que vem ampliando sua produtividade e consolidando o estado entre os maiores produtores de grãos do país. Além de fortalecer a economia regional, o crescimento da produção contribui para a geração de empregos, incremento das exportações e desenvolvimento das cadeias produtivas ligadas ao setor.

Com a manutenção das condições climáticas favoráveis e o bom desempenho das lavouras, a expectativa é que 2026 seja o melhor ano da história para a produção de grãos na Bahia, reforçando o protagonismo do estado no cenário agrícola nacional.

Redação Saiba+

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TJBA promove debate sobre direitos das mulheres negras no Julho das Pretas

Terceira edição do projeto reuniu magistrados, servidores, estudantes e representantes da sociedade civil em um encontro marcado pelo diálogo e pela valorização da ancestralidade

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA) realizou, nesta segunda-feira (13), a terceira edição do projeto Julho das Pretas, iniciativa voltada à promoção do diálogo sobre os direitos, a representatividade e o fortalecimento das mulheres negras. O evento aconteceu no Auditório Desembargadora Olny Silva e reuniu desembargadores, juízes, servidores, estudantes e lideranças da sociedade civil em uma programação dedicada à reflexão sobre equidade e inclusão.

Nesta edição, o projeto inovou ao substituir o formato tradicional de palestras por um talk show, proporcionando um ambiente mais dinâmico e participativo. A nova metodologia favoreceu uma interação mais próxima entre o público e as convidadas, permitindo um debate aberto sobre desafios, conquistas e perspectivas relacionadas à promoção da igualdade racial e de gênero.

Participaram do encontro as juízas Ana Cláudia de Jesus Souza, Andremara dos Santos e Maria Angélica Alves Matos, além da professora e pesquisadora da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Florentina Souza. Durante o debate, foram abordados temas como o fortalecimento da identidade negra, a valorização da ancestralidade, o combate ao racismo estrutural e a ampliação do acesso das mulheres negras aos espaços de decisão.

O evento reforçou o compromisso do TJBA com a promoção da diversidade, da inclusão e dos direitos humanos, incentivando o diálogo institucional sobre questões relacionadas à igualdade de oportunidades e ao enfrentamento das desigualdades sociais.

A iniciativa integra a programação do Julho das Pretas, movimento que promove ações de conscientização e valorização das mulheres negras em diferentes instituições públicas e privadas. A proposta é ampliar o debate sobre justiça social, equidade e políticas de inclusão, fortalecendo o protagonismo feminino negro na sociedade brasileira.

Redação Saiba+

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