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Israel ataca prédio em Doha e mira liderança do Hamas no Catar

Operação militar marca escalada inédita do conflito no Oriente Médio; Catar condena ação e acusa Tel-Aviv de violar sua soberania.

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Homem observa a fumaça após um bombardeio israelense contra uma delegação do Hamas em Doha, no Catar Foto: Jacqueline Penney/AFP

TEL-AVIV — O Exército de Israel anunciou nesta terça-feira (9) que realizou um ataque aéreo contra um prédio residencial em Doha, no Catar, onde integrantes do escritório político do grupo Hamas estariam reunidos. Ainda não está confirmado se os principais líderes foram mortos.

Segundo comunicado das Forças de Defesa de Israel (FDI), os alvos eram “responsáveis pelo massacre de 7 de outubro e pela condução da guerra contra o Estado de Israel”. A operação recebeu o nome de “Encontro de Fogo”.

Trump teria autorizado ataque

De acordo com o Canal 12, de Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou os bombardeios. A emissora afirmou que o alvo principal seria Khaled Mashaal, líder do Hamas no exterior, já vítima de uma tentativa de assassinato israelense na Jordânia em 1997.

O governo de Binyamin Netanyahu assumiu “total responsabilidade” pelo ataque, negando que a operação tenha sido conduzida em parceria com Washington.

Catar condena e fala em “violação da soberania”

O Ministério das Relações Exteriores do Catar classificou a ofensiva como “covarde” e uma ameaça direta à segurança nacional.

Majed Al Ansari, porta-voz da chancelaria, disse que o bombardeio constitui “flagrante violação das leis internacionais” e reforçou que Doha “não tolerará esse comportamento irresponsável israelense”.

Quem eram os alvos

De acordo com a rede saudita Al-Hadath, entre os líderes do Hamas que estavam no local estariam:

  • Khalil al-Hayya – líder do Hamas em Gaza;
  • Zaher Jabarin – responsável pelo grupo na Cisjordânia;
  • Muhammad Darwish – chefe do Conselho Shura do Hamas;
  • Khaled Mashaal – líder do Hamas no exterior.

Enquanto isso, a rede Al-Jazeera relatou que a delegação teria sobrevivido ao ataque.

Impacto nas negociações de cessar-fogo

O ataque acontece em meio a tratativas de cessar-fogo mediadas pelo Catar. Um oficial do Hamas disse à AFP que os líderes estavam reunidos em Doha justamente para discutir uma nova proposta apresentada pelos EUA.

Na segunda-feira (8), Trump havia dado o que chamou de “último aviso” ao Hamas para aceitar um acordo que previa retirada de tropas israelenses de Gaza em troca da libertação dos reféns. O grupo classificou a proposta como uma “rendição humilhante”.

O papel estratégico do Catar

Desde 2012, Doha abriga o escritório político do Hamas, supostamente a pedido dos Estados Unidos, como canal indireto de negociação. O país também financia ajuda humanitária à Faixa de Gaza e paga salários de funcionários públicos palestinos.

Segundo analistas, o Catar usa sua posição como mediador para ganhar relevância geopolítica e garantir sua própria segurança, já que é um país pequeno e com limitado poder militar, mas extremamente rico.

“É uma estratégia geopolítica para assegurar relevância e proteção. O Catar não teria esse papel sem aval dos EUA e de Israel”, explica David Roberts, professor de relações internacionais do King’s College de Londres.

Redação Saiba+

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Trump é vaiado durante finais da NBA em Nova York

Presidente dos Estados Unidos recebeu reação negativa de parte da torcida dos Knicks antes do terceiro jogo decisivo das finais da NBA.

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A presença do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nas finais da NBA gerou repercussão dentro e fora das quadras. Antes do início do terceiro confronto da série decisiva, realizado na última segunda-feira (8), em Nova York, o republicano foi alvo de vaias por parte dos torcedores presentes no ginásio.

O episódio aconteceu durante a execução do hino nacional norte-americano. Quando a imagem de Trump apareceu nos telões da arena, uma parcela significativa do público reagiu com manifestações de desaprovação, criando um dos momentos mais comentados da noite. A cena rapidamente ganhou destaque nas redes sociais e passou a repercutir entre fãs de basquete e observadores da política dos Estados Unidos.

O jogo marcou mais um capítulo das emocionantes finais da NBA, que têm mobilizado milhões de torcedores em todo o país. Enquanto a atenção se voltava momentaneamente para a presença do presidente, dentro de quadra a expectativa era enorme para a equipe dos Knicks, que busca encerrar um longo jejum de títulos.

A franquia de Nova York vive um momento histórico e está muito próxima de conquistar o campeonato da NBA pela primeira vez desde 1973. Com duas vitórias consecutivas nos primeiros confrontos da série diante do San Antonio Spurs, os Knicks chegaram ao terceiro jogo precisando de apenas mais duas vitórias para levantar o troféu e escrever um novo capítulo em sua trajetória.

Além da disputa esportiva, o episódio envolvendo Trump evidenciou como eventos de grande audiência frequentemente se tornam palco para manifestações públicas e reações populares. A repercussão do caso reforçou a intensa relação entre esporte, política e entretenimento, especialmente em competições de alcance global como a NBA.

Com a série avançando para seus momentos decisivos, a atenção dos torcedores permanece voltada tanto para o desempenho das equipes quanto para os acontecimentos que cercam as finais, transformando cada partida em um espetáculo dentro e fora das quadras.

Redação Saiba+

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Petróleo dispara após nova escalada entre Irã e Israel

Conflito no Oriente Médio eleva tensão global e impulsiona preços do petróleo Brent e WTI no mercado internacional

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Os preços internacionais do petróleo registraram forte alta nesta semana após uma nova troca de ataques entre Irã e Israel, ampliando as preocupações dos mercados sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia. A escalada militar ocorre mesmo diante dos apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que os dois países interrompam os confrontos.

O aumento das tensões no Oriente Médio, região estratégica para a produção e exportação de petróleo, provocou uma reação imediata dos investidores. O petróleo Brent, referência global para o mercado internacional, chegou a disparar 5,4%, ultrapassando a marca de US$ 98 por barril durante as negociações.

Apesar de reduzir parte dos ganhos ao longo do dia, o Brent continuou operando em forte valorização, sendo negociado a US$ 96,62 por barril, com alta de 3,79%. O movimento reforça o temor de que a continuidade dos ataques possa comprometer rotas comerciais importantes e afetar a oferta mundial da commodity.

No mercado americano, o petróleo tipo WTI (West Texas Intermediate) também acompanhou a tendência de alta. O barril era negociado a US$ 94,41, registrando avanço de 4,27%, refletindo a crescente preocupação com os desdobramentos do conflito.

Analistas avaliam que qualquer sinal de ampliação da guerra pode aumentar ainda mais a volatilidade dos preços da energia. O confronto entre Irã e Israel já ultrapassa a marca de 100 dias e continua sendo acompanhado de perto por governos, empresas e investidores ao redor do mundo.

Além do impacto direto sobre o petróleo, a escalada das tensões geopolíticas também pode influenciar mercados financeiros, custos de transporte e índices de inflação em diversas economias. A possibilidade de interrupções no fluxo de petróleo pelo Oriente Médio mantém o setor energético em estado de alerta e sustenta a pressão sobre os preços internacionais.

Com o cenário ainda incerto, os mercados seguem atentos aos próximos movimentos diplomáticos e militares na região, enquanto o petróleo permanece como um dos principais termômetros das tensões globais.

Redação Saiba+

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Fábrica belga simboliza nova corrida armamentista na Europa

Expansão da unidade da Thales Belgium reflete aumento dos investimentos militares no continente após décadas de estabilidade

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A cidade de Herstal, na região da Valônia, na Bélgica, tornou-se um dos principais símbolos da transformação que vem ocorrendo na indústria de defesa europeia. No fim de maio, um grupo seleto de jornalistas teve acesso às instalações da Thales Belgium, empresa que abriu suas portas à imprensa após concluir uma ampla expansão industrial considerada estratégica para o setor.

A visita ocorreu em meio a temperaturas superiores a 30 graus Celsius em Liège, cidade próxima à unidade fabril. O momento marcou uma rara abertura da companhia para apresentar os investimentos realizados nos últimos anos e demonstrar como a produção vem sendo ampliada diante da crescente demanda por equipamentos de defesa no continente.

A expansão da fábrica é vista como um reflexo direto do maior ciclo de rearmamento europeu desde o fim da Guerra Fria. Diversos países do bloco vêm aumentando seus orçamentos militares e acelerando programas de modernização das Forças Armadas em resposta ao cenário geopolítico internacional e aos desafios de segurança enfrentados pela região.

Com a ampliação das instalações, a unidade de Herstal passou a desempenhar um papel ainda mais relevante na cadeia produtiva da indústria de defesa europeia. O crescimento da operação também impulsiona a geração de empregos especializados, investimentos em tecnologia e o fortalecimento da capacidade produtiva do setor.

Especialistas apontam que o movimento observado na Bélgica se repete em diferentes países europeus. Governos têm direcionado recursos para reforçar capacidades estratégicas e reduzir dependências externas, fortalecendo a produção local de equipamentos e sistemas considerados essenciais para a segurança nacional.

O atual cenário representa uma mudança significativa em comparação com as últimas décadas, quando muitos países europeus reduziram seus gastos militares após o encerramento da Guerra Fria. Agora, a prioridade passou a ser o fortalecimento da defesa e o aumento da capacidade industrial voltada para atender novas demandas estratégicas.

A fábrica da Thales Belgium surge, assim, como um retrato da nova realidade europeia, marcada por investimentos crescentes em defesa, modernização tecnológica e reestruturação das capacidades militares em um ambiente internacional cada vez mais desafiador.

Redação Saiba+

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