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Política

Anistia não garante blindagem total a Bolsonaro

Mesmo com articulação da oposição no Congresso, especialistas afirmam que projeto de anistia não abrange todos os processos contra o ex-presidente

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Ex-presidente Jair Bolsonaro fez uma aparição de cerca de 20 minutos nesta quinta-feira, 11, no quintal da casa onde ele cumpre prisão domiciliar, em Brasília. Foto: Wilton Junior

A recente condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) intensificou o movimento da oposição no Congresso em defesa de uma anistia ampla, geral e irrestrita. No entanto, especialistas em direito penal alertam que a medida não significaria uma blindagem completa ao ex-presidente.

Mesmo que a anistia seja aprovada e não seja declarada inconstitucional, Bolsonaro continuará alvo de investigações em outros inquéritos que tramitam no STF. Entre eles, estão os processos relacionados às fake news, às milícias digitais e ao vazamento de dados sigilosos da Polícia Federal. Além disso, já existem indiciamentos em casos como o das joias sauditas e da suposta atuação para coagir o Supremo por meio de pressões internacionais.

Segundo o criminalista e professor da USP Pierpaolo Bottini, a anistia atualmente em discussão “se restringe aos crimes da ação penal do golpe e não produz efeito jurídico sobre os demais”. O ex-presidente do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais (IBCCRIM), Renato Vieira, reforça essa avaliação e afirma que os demais delitos em apuração seguirão como objeto de julgamento independente.

Apesar disso, o voto divergente do ministro Luiz Fux durante o julgamento trouxe combustível político para os aliados de Bolsonaro. O magistrado apontou incompetência do STF para julgar o caso, denunciou cerceamento de defesa e absolveu o ex-presidente em todos os pontos da acusação apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR).

Para a oposição, os argumentos de Fux fortalecem a tese de insegurança jurídica e aumentam a pressão pela votação do projeto no Congresso. Líderes como Rogério Marinho (PL-RN) e Luciano Zucco (PL-RS) já se mobilizam para pautar a proposta ainda em 2025, apesar da resistência do presidente da CCJ, Otto Alencar (PSD-BA), que se opõe a uma anistia irrestrita.

A avaliação de analistas políticos, no entanto, é que a medida resolveria apenas parte da questão. Como explica o cientista político Leandro Consentino, do Insper: “Há uma diferença entre blindagem política e blindagem judicial. A anistia resolve o primeiro aspecto, mas não elimina o segundo.”

Com isso, a anistia se transforma em bandeira de mobilização da oposição, mas não significa, necessariamente, um ponto final nos embates jurídicos e políticos que envolvem o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Redação Saiba+

Política

Governo reduz jornada de terceirizados federais

Decreto assinado por Lula diminui carga horária para 40 horas semanais sem corte de salários

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A assinatura da medida para redução da jornada de trabalho aconteceu nesta segunda-feira (13) pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva | Bnews - Divulgação Valter Campanato (Agência Brasil)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, nesta segunda-feira (13), um decreto que reduz a jornada de trabalho de profissionais terceirizados da administração pública federal. A medida estabelece a diminuição da carga horária de 44 para 40 horas semanais, sem qualquer redução salarial, beneficiando milhares de trabalhadores em todo o país.

A iniciativa amplia uma política que já vinha sendo implementada desde 2024 e agora passa a abranger todas as categorias de serviços com dedicação exclusiva ao setor público. Com a nova etapa, cerca de 40 mil trabalhadores serão contemplados, somando-se a outros quase 20 mil já beneficiados anteriormente.

O decreto tem como objetivo promover melhores condições de trabalho, equilibrando a carga horária com a qualidade de vida dos profissionais. A manutenção dos salários mesmo com a redução da jornada é um dos pontos mais relevantes da medida, garantindo estabilidade financeira aos trabalhadores.

Além disso, a decisão reforça uma tendência global de revisão das jornadas tradicionais, com foco em produtividade e bem-estar. No contexto da administração pública, a mudança também busca padronizar contratos e adequar práticas às novas diretrizes trabalhistas adotadas pelo governo federal.

Especialistas avaliam que a ampliação da política pode gerar impactos positivos tanto no ambiente de trabalho quanto na eficiência dos serviços prestados. A expectativa é de que a medida contribua para maior satisfação dos trabalhadores e melhor desempenho das atividades no setor público.

Com a assinatura do decreto, o governo federal dá mais um passo na reformulação das condições de trabalho de terceirizados, consolidando uma política que deve continuar em expansão nos próximos anos.

Redação Saiba+

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Política

Guimarães assume articulação política de Lula

Deputado do PT toma posse na Secretaria de Relações Institucionais e substitui Gleisi Hoffmann

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Lula ao lado do novo ministro José Guimarães - Foto: Ricardo Stuckert

O deputado federal José Guimarães (PT-CE) assume, nesta terça-feira (14), o comando da Secretaria de Relações Institucionais (SRI), pasta estratégica responsável pela articulação política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o Congresso Nacional.

Guimarães, que atuava como líder do governo na Câmara dos Deputados, chega ao cargo com a missão de fortalecer o diálogo entre o Executivo e o Legislativo. A função é considerada uma das mais importantes da Esplanada, por ser responsável pela construção de alianças e viabilização de projetos prioritários do governo.

O novo ministro substitui Gleisi Hoffmann, que deixou a função para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná. A mudança ocorre em um momento estratégico, em que o governo busca consolidar sua base de apoio no Congresso e avançar com pautas consideradas essenciais.

Com experiência política e forte atuação nos bastidores, Guimarães é visto como um articulador habilidoso dentro do Partido dos Trabalhadores. Sua nomeação reforça a aposta do governo em uma articulação mais intensa e direta com parlamentares, especialmente diante de desafios na aprovação de propostas.

A Secretaria de Relações Institucionais desempenha papel central na governabilidade, sendo responsável por coordenar negociações, alinhar interesses e garantir o andamento da agenda legislativa. O sucesso da nova gestão à frente da pasta será determinante para o ritmo das votações no Congresso Nacional.

A posse de Guimarães marca mais um movimento de reorganização política no governo federal, com foco na ampliação do diálogo institucional e na estabilidade das relações entre os poderes.

Redação Saiba+

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Política

Bahia impõe regras rígidas para servidores em 2026

Decreto do governo estadual reforça limites legais em ano eleitoral e controle de gastos públicos

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O governador Jerônimo Rodrigues em agenda instituicional - Foto: Raphael Muller

Os servidores públicos da Bahia deverão seguir regras mais rígidas ao longo de 2026, ano marcado pelas eleições. Um decreto publicado pelo governo estadual, sob a gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT), estabelece diretrizes para garantir o cumprimento da legislação eleitoral e fiscal em toda a administração pública.

A medida determina que órgãos e entidades estaduais respeitem integralmente os limites previstos na Lei nº 9.504/1997 e na Lei de Responsabilidade Fiscal. O objetivo principal é evitar o uso indevido da máquina pública em benefício de candidatos durante o período eleitoral, prática proibida pela legislação brasileira.

Além disso, o decreto funciona como um instrumento de orientação para gestores e servidores, reforçando a necessidade de responsabilidade na condução dos recursos públicos. O controle de gastos ganha ainda mais relevância no último ano de mandato, período em que há restrições específicas para despesas e investimentos.

Entre os pontos destacados estão a proibição de ações promocionais que possam favorecer agentes públicos, limitações na publicidade institucional e maior rigor na execução orçamentária. Essas medidas visam assegurar a transparência e a equidade no processo eleitoral.

Especialistas apontam que iniciativas como essa são fundamentais para garantir a lisura das eleições e o equilíbrio entre os candidatos. O cumprimento das normas evita sanções legais e contribui para a credibilidade da gestão pública, especialmente em um cenário político sensível.

Com a publicação do decreto, o governo da Bahia busca alinhar sua atuação às exigências legais, prevenindo irregularidades e reforçando o compromisso com a responsabilidade fiscal e a integridade do processo eleitoral.

Redação Saiba+

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