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Bolsonarismo articula CPI e ofensiva internacional após condenação de Bolsonaro no STF

Condenado a 27 anos e três meses de prisão, ex-presidente se torna foco de mobilizações no Congresso e em articulações nos Estados Unidos

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Jair Bolsonaro em sua casa em Brasília durante o último dia de julgamento em que foi condenado a 27 anos de prisão pelo STF Foto: WILTON JUNIOR

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 27 anos e três meses de prisão pelos crimes de organização criminosa, tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado. A decisão, tomada no último dia 11 de setembro, fortaleceu a posição do Judiciário e acendeu uma forte reação política entre aliados do ex-presidente.

Parlamentares bolsonaristas planejam três frentes de batalha para tentar reverter o quadro: duas no Congresso e uma internacional, especialmente nos Estados Unidos de Donald Trump.

CPI contra o Judiciário ganha força

A estratégia mais imediata é a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) mista para investigar supostos abusos do STF. O deputado Luciano Zucco (PL-RS), líder da oposição, e a deputada Júlia Zanatta (PL-SC) estão entre os articuladores mais ativos. Segundo Zanatta, a mobilização busca resgatar a narrativa de perseguição política:

“O poder corrompido não trata quem pensa diferente como adversário, mas como inimigo a ser eliminado. (…) Todos os presos políticos — incluindo Bolsonaro — também precisam ser libertos.”

Para monitorar o apoio parlamentar, foi lançado um site registrado no nome do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que exibe em tempo real o número de assinaturas para a abertura da CPI. Na última sexta-feira (12), o placar marcava 184 adesões favoráveis, 145 contrárias e 284 indefinidas.

Frente internacional em Washington

Enquanto isso, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o comunicador Paulo Figueiredo lideram conversas em Washington com parlamentares e entidades jurídicas, buscando pressionar a Casa Branca a sancionar ministros do STF e fortalecer a narrativa de que Bolsonaro seria vítima de perseguição.

“Só há uma postura possível: uma luta incessante em cada front por uma anistia ampla, geral e irrestrita”, afirmou Figueiredo, ressaltando que a atuação internacional pode ser decisiva.

Impasse no Congresso sobre anistia

O Partido Liberal (PL) marcou reunião para a próxima terça-feira (16) com a bancada federal para definir novas estratégias. O objetivo é pautar a anistia no Colégio de Líderes da Câmara. No entanto, o presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), segue sem indicar relator ou data de votação.

No Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) também tenta conter o avanço da proposta, enquanto líderes do Centrão passaram a ver o projeto como politicamente arriscado.

STF descarta perdão judicial

Durante o julgamento, o ministro Alexandre de Moraes deixou claro que não haverá espaço para anistia, indulto ou perdão judicial em casos de crimes contra a democracia:

“Assim como não cabe anistia, porque são espécies do mesmo gênero constitucional, também não cabe perdão judicial. Não cabe indulto pelo presidente, anistia pelo Congresso e também não cabe perdão judicial pelo Judiciário em crimes de golpe de Estado.”

Além de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid foi condenado a 2 anos em regime aberto, com benefícios do acordo de delação premiada, mas sem direito a perdão judicial.

Redação Saiba+

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Bombeiro de Sergipe morre durante curso em Minas Gerais

Sargento sofreu uma queda de altura durante treinamento realizado na Academia de Bombeiros Militar, em Belo Horizonte

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Um bombeiro militar de Sergipe morreu na sexta-feira (28) durante a realização de um curso de operações em árvores na Academia de Bombeiros Militar (ABM), localizada na região da Pampulha, em Belo Horizonte, Minas Gerais.

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), o sargento sofreu uma queda de altura durante as atividades do treinamento. Ele recebeu atendimento após o acidente, mas não resistiu aos ferimentos.

As circunstâncias da ocorrência ainda serão investigadas. O CBMMG informou que as providências necessárias estão sendo adotadas para esclarecer o acidente e prestar apoio ao Corpo de Bombeiros Militar de Sergipe (CBMSE) e aos familiares do militar.

Em nota, a corporação mineira lamentou profundamente a morte do agente e manifestou solidariedade aos familiares e colegas de farda. “A corporação mineira está consternada com o fato envolvendo nosso irmão de farda”, declarou o CBMMG.

O caso causou comoção entre integrantes das corporações dos dois estados, especialmente por se tratar de um acidente ocorrido durante uma atividade de formação profissional voltada às operações em árvores.

Redação Saiba+

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Conta de luz continuará mais cara em setembro

Aneel mantém bandeira tarifária amarela e consumidores terão cobrança adicional na fatura de energia elétrica

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A conta de luz continuará pesando no orçamento dos brasileiros em setembro. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira tarifária amarela para o próximo mês, sinalizando que as condições para geração de energia permanecem menos favoráveis.

Com a manutenção da bandeira, os consumidores terão uma cobrança adicional de R$ 1,885 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. O valor será aplicado às faturas de energia durante o período de vigência da bandeira amarela.

Bandeira amarela está em vigor desde maio

A bandeira tarifária amarela está sendo aplicada desde maio, em razão das condições menos favoráveis para a geração de energia elétrica. O mecanismo criado pela Aneel busca sinalizar aos consumidores os custos relacionados à produção de eletricidade.

Entre janeiro e abril, vigorou a bandeira verde, período em que não houve cobrança adicional na conta de luz.

Com a mudança para a bandeira amarela, os consumidores passaram a ter um custo extra vinculado ao volume de energia utilizado. Por isso, o consumo de eletricidade continua sendo um dos principais fatores para determinar o valor final da fatura.

Consumo consciente pode ajudar a reduzir a conta

Diante da manutenção da bandeira amarela, medidas de economia podem ajudar as famílias a controlar os gastos. Evitar desperdícios de energia e reduzir o uso de equipamentos elétricos quando não forem necessários são algumas das estratégias que podem contribuir para diminuir o consumo mensal.

A bandeira tarifária, entretanto, representa apenas uma parcela da composição da fatura. O valor final pago pelo consumidor também depende do volume de energia utilizado e de outros componentes presentes na conta.

Redação Saiba+

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Planalto articula encontro entre Andrei Rodrigues e André Mendonça

Reunião entre diretor-geral da Polícia Federal e ministro do STF é cogitada para a próxima semana em meio a desgaste entre as instituições

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Interlocutores do Palácio do Planalto trabalham para viabilizar uma reunião presencial entre o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, na próxima semana. A possível conversa ocorre em meio a um período de desgaste na relação entre a cúpula da corporação e o magistrado.

Segundo informações atribuídas a fontes do Executivo, os dois já teriam demonstrado disposição para uma aproximação e para tratar diretamente das questões que envolvem a relação institucional. A articulação também teria relação com o desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de reduzir as tensões entre os envolvidos.

Tentativa de aproximação

De acordo com pessoas próximas às negociações, Andrei Rodrigues teria tomado a iniciativa de avançar nas tratativas após ser informado por interlocutores de que Lula gostaria que o encontro entre o diretor-geral da PF e André Mendonça acontecesse.

A eventual reunião deverá buscar uma interlocução direta entre o comando da Polícia Federal e o ministro do STF, especialmente diante dos episódios que contribuíram para o aumento da tensão nos últimos meses.

Relação se desgastou nos últimos meses

A relação entre Andrei Rodrigues e André Mendonça teria se deteriorado após vazamentos de informações relacionadas a investigações que estão sob relatoria do ministro no Supremo Tribunal Federal.

O cenário passou a exigir maior articulação institucional entre integrantes da PF e do Judiciário, principalmente em casos que envolvem investigações de grande repercussão.

A realização do encontro, entretanto, ainda depende da conciliação das agendas dos dois. A expectativa no Planalto é que uma conversa presencial possa contribuir para diminuir o desgaste e fortalecer o diálogo institucional entre a Polícia Federal e o Supremo.

Caso seja confirmado, o encontro deverá ocorrer na próxima semana e será acompanhado com atenção diante da importância dos cargos ocupados por Andrei Rodrigues e André Mendonça.

Redação Saiba+

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