Política
‘Não pode avançar’: PEC da Blindagem é criticada por Jerônimo
Governador da Bahia chama proposta de “estarrecedora” e alerta para risco de impunidade; Senado já indica que não pretende aprovar a medida.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), manifestou-se nesta quinta-feira (18) contra a chamada PEC da Blindagem, aprovada na Câmara dos Deputados na última terça-feira (16). Em publicação nas redes sociais, o chefe do Executivo baiano classificou a medida como “estarrecedora” e destacou que o projeto “não pode avançar” por criar privilégios a políticos e abrir caminho para a impunidade.
“A PEC da Blindagem, aprovada na Câmara, é estarrecedora e me preocupa profundamente. Essa proposta não pode seguir adiante, pois cria privilégios para políticos e abre espaço para a impunidade. A política não pode ser um lugar de conivência nem de conveniência. O compromisso deve ser com a democracia e com a justiça”, escreveu o governador no X (antigo Twitter).
Jerônimo também aproveitou para criticar a falta de foco do Congresso em pautas de impacto direto para a população. “Como governador e cidadão brasileiro, eu gostaria de ver um Congresso discutindo e aprovando leis que realmente melhorem a vida do povo, como a isenção do imposto de renda, e não um Congresso voltado a defender interesses particulares”, acrescentou.
O que prevê a PEC da Blindagem
A Proposta de Emenda à Constituição nº 3/2021, apelidada por opositores de “PEC da Impunidade” ou “PEC da Bandidagem”, estabelece que processos criminais contra deputados e senadores só possam ser abertos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) com autorização do Congresso Nacional.
Além disso, o texto amplia o foro privilegiado para presidentes de partidos políticos que tenham representação no Parlamento, ampliando ainda mais o alcance da medida.
Reações em Brasília
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, também nesta quinta-feira, que a proposta “não é séria”. Segundo ele, o Congresso deveria priorizar pautas voltadas ao povo: “O que precisa ser sério é a gente garantir prerrogativa de vida para o povo brasileiro, prerrogativa de trabalho, prerrogativa de educação. É isso que nós estamos precisando dar uma lição nesse país”, disse Lula em evento no Palácio do Planalto.
No Senado, a resistência foi imediata. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), senador Otto Alencar (PSD-BA), rejeitou a possibilidade de avanço da proposta. “Essa PEC não passa aqui. Não passa de jeito nenhum. Isso é inimaginável”, declarou.
O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), reforçou a posição: “Grande parte do Congresso age para aprovar a PEC que, pra mim, é da impunidade. Essa PEC absurda não será aprovada na Câmara Alta”.
Mobilização da sociedade civil e artistas
A rejeição à proposta também ganhou força no meio artístico. O cantor Caetano Veloso criticou duramente a medida: “A PEC da Bandidagem tem que receber da sociedade brasileira uma resposta socialmente saudável. Uma manifestação de que grande parte da população brasileira não admite um negócio desses”.
Já a cantora Anitta compartilhou um card com os dizeres “PEC da Bandidagem não. Senadores, contamos com vocês”, pedindo que seus fãs fiquem atentos: “Vamos ficar atentos para mais esse desserviço na nossa política”.
O Senado, que será o próximo a analisar a matéria, já dá sinais de que a proposta dificilmente prosperará.
Política
Kléber Rosa critica vídeo de ACM Neto em comunidade de Salvador
Pré-candidato do Psol questiona publicação feita por ACM Neto em área de Narandiba e intensifica debate político na Bahia

O cenário político baiano ganhou mais um capítulo de tensão após declarações do pré-candidato a deputado estadual Kléber Rosa (Psol) direcionadas ao pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil). A manifestação ocorreu após a divulgação de um vídeo nas redes sociais em que ACM Neto aparece na Travessa Ubatã, localizada na Avenida Edgard Santos, no bairro de Narandiba, em Salvador.
A publicação rapidamente repercutiu no meio político e provocou reações de diferentes grupos e lideranças. Kléber Rosa utilizou suas redes e espaços de debate público para questionar a iniciativa, levantando críticas sobre a presença do ex-prefeito na localidade e o contexto apresentado na gravação.
A movimentação ampliou o debate sobre segurança pública, presença do poder público nas comunidades e a disputa política que começa a ganhar força com a aproximação do período eleitoral na Bahia. O episódio também colocou Narandiba no centro das discussões políticas estaduais.
Segundo observadores do cenário político, a troca de críticas evidencia o acirramento das articulações entre grupos que buscam ampliar espaço no debate público antes da definição oficial das candidaturas. Questões relacionadas à infraestrutura urbana, segurança e condições de vida nas periferias tendem a ocupar posição de destaque nas próximas campanhas.
Kléber Rosa defendeu a necessidade de discutir de forma mais profunda os desafios enfrentados pelas comunidades populares, enquanto ACM Neto tem utilizado suas agendas e redes sociais para apresentar diagnósticos e propostas sobre diferentes regiões do estado.
A repercussão do vídeo também gerou debates entre apoiadores e opositores dos dois grupos políticos, ampliando a visibilidade do tema nas plataformas digitais. Especialistas apontam que as redes sociais continuam desempenhando papel central na comunicação política e na formação da opinião pública.
Com a corrida eleitoral se aproximando, episódios como este demonstram como visitas a bairros, comunidades e municípios podem se transformar rapidamente em temas de discussão pública e disputa narrativa entre pré-candidatos.
O caso reforça a tendência de intensificação do debate político na Bahia, onde diferentes lideranças buscam ampliar sua presença junto ao eleitorado e consolidar posicionamentos sobre temas considerados prioritários para a população.
A expectativa é que novas manifestações e agendas públicas mantenham o tema em evidência nos próximos meses, contribuindo para o fortalecimento das discussões sobre os desafios sociais e urbanos enfrentados pela capital baiana.
Política
Operação gera desconforto na Prefeitura de São Paulo
Ação policial sobre contrato envolvendo ONG e produtora de filme provoca reações nos bastidores da administração municipal

A operação realizada pela Polícia Civil nesta segunda-feira (1º) para investigar um contrato firmado entre a Prefeitura de São Paulo e uma organização não governamental passou a gerar repercussão política nos bastidores da administração municipal. A ação tem como foco apurar possíveis irregularidades relacionadas à aplicação de recursos públicos vinculados a projetos executados pela entidade.
Segundo informações que circulam nos meios políticos, a iniciativa causou desconforto dentro da gestão do prefeito Ricardo Nunes. O caso ganhou ainda mais visibilidade devido à relação apontada entre a ONG investigada e a produtora responsável pelo filme “Dark Horse”, projeto audiovisual que tem despertado atenção em diferentes setores da sociedade.
Nos bastidores da administração municipal, integrantes do governo demonstraram insatisfação com os desdobramentos da operação e questionaram a condução das investigações. A movimentação ocorre em um cenário de forte disputa política e de grande exposição pública sobre temas ligados à gestão de contratos e recursos públicos.
A investigação busca esclarecer se houve alguma irregularidade na execução dos serviços contratados e na destinação dos recursos envolvidos. As autoridades responsáveis pela apuração trabalham na análise de documentos, contratos e movimentações financeiras relacionadas ao caso.
O episódio ampliou o debate sobre transparência, fiscalização de contratos públicos e a atuação dos órgãos responsáveis pelo combate a possíveis irregularidades na administração pública. Especialistas destacam que investigações dessa natureza são instrumentos importantes para garantir a correta aplicação dos recursos destinados a projetos de interesse coletivo.
Além do impacto administrativo, o caso também possui reflexos políticos, já que envolve instituições públicas, organizações privadas e personagens com relevância no cenário nacional. A repercussão tem alimentado discussões sobre governança, controle de gastos e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Enquanto as investigações seguem em andamento, a expectativa é que novos esclarecimentos sejam apresentados pelas autoridades responsáveis. O resultado das apurações poderá contribuir para definir eventuais responsabilidades e reforçar mecanismos de transparência na execução de políticas públicas e contratos administrativos.
O caso permanece sob análise dos órgãos competentes e continua sendo acompanhado por representantes do setor público, lideranças políticas e pela sociedade civil, atentos aos próximos desdobramentos da investigação.
Política
Governo convoca reunião após tarifa dos EUA
Equipe econômica e diplomática discute estratégia diante da proposta americana de taxar produtos brasileiros em 25%

O governo federal realizou uma reunião de emergência nesta terça-feira para definir uma estratégia de resposta à proposta dos Estados Unidos de aplicar uma tarifa adicional de 25% sobre uma série de produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano. O encontro reuniu integrantes da área econômica, comercial e diplomática em meio à crescente preocupação com os possíveis impactos da medida sobre a economia nacional.
Participaram da reunião o vice-presidente Geraldo Alckmin, representantes dos ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, além de integrantes do Itamaraty. O objetivo foi avaliar os desdobramentos da decisão anunciada pelas autoridades comerciais dos Estados Unidos e discutir alternativas para preservar os interesses brasileiros nas negociações internacionais.
A mobilização do governo ocorre poucas horas após a conclusão da investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos com base na chamada Seção 301 da Lei de Comércio americana. O processo resultou na recomendação de aplicação de tarifas adicionais sobre produtos brasileiros, embora algumas categorias tenham sido excluídas da proposta.
A medida gerou preocupação entre exportadores e representantes do setor produtivo, que acompanham atentamente as negociações. Os Estados Unidos figuram entre os principais parceiros comerciais do Brasil, tornando qualquer alteração tarifária um tema de grande relevância para diversos segmentos da economia.
O governo brasileiro busca construir uma resposta técnica e diplomática para evitar prejuízos às exportações nacionais e reduzir possíveis impactos sobre empresas que dependem do mercado americano. A expectativa é que novas rodadas de diálogo sejam realizadas nos próximos dias para tentar reverter ou minimizar os efeitos da proposta.
Especialistas em comércio exterior apontam que decisões tarifárias dessa magnitude podem afetar a competitividade de produtos brasileiros e influenciar investimentos, geração de empregos e fluxo de negócios entre os dois países. Por isso, a atuação coordenada entre áreas econômicas e diplomáticas é considerada fundamental neste momento.
Além das negociações governamentais, entidades empresariais e representantes da indústria também acompanham o cenário com atenção. A preocupação é garantir previsibilidade para as empresas exportadoras e manter a estabilidade das relações comerciais bilaterais.
O episódio reforça a importância da diplomacia econômica e da articulação internacional para proteger setores estratégicos da economia brasileira em um ambiente global marcado por disputas comerciais e mudanças constantes nas regras de mercado.
Com a continuidade das discussões, o governo deverá intensificar os contatos com autoridades norte-americanas e avaliar os próximos passos para defender os interesses do Brasil nas relações comerciais internacionais.
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