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Brasil

Instituto de Mendonça fatura R$ 4,8 milhões em contratos públicos em pouco mais de um ano

Entidade vinculada ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça firma dezenas de contratos com órgãos públicos sob suspeita de conflito de interesses

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O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça em palestra no Instituto Iter, do qual é sócio. Foto: via @rennanthamay no Instagram

O instituto fundado pelo ministro André Mendonça, agora sob a forma de sociedade anônima, alcançou faturamento de aproximadamente R$ 4,8 milhões em contratos públicos firmados entre maio de 2024 e outubro de 2025. A soma de cerca de 50 contratos inclui entes federais, estaduais e municipais que contrataram o instituto para cursos, palestras e eventos de “governança e oratória jurídica”.

Entre os contratos mais expressivos está um acordo de R$ 1,2 milhão com um consórcio intermunicipal de São Paulo, assinado para capacitação de servidores em cursos que custavam até R$ 16,1 mil por matrícula. A estrutura societária coloca o ministro como figura-central da entidade, o que levanta questionamentos sobre potencial conflito de interesses e respeito à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (LOMAN).

De acordo com fontes, o instituto teve sua constituição em novembro de 2023 como Ltda., e no início de 2024 transformou-se em S.A., com mudança de sócios-administradores, entre eles Janey Mendonça e Victor Godoy, ex-ministro da Educação. A atuação pedagógica anunciada pelo instituto inclui workshops reservados e jantares exclusivos com autoridades, o que atende a públicos privilegiados e sugere que parte do valor contratado vai além de formação acadêmica.

Especialistas em direito constitucional e ética pública sinalizam que essa configuração — um ministro do STF associado a empresa com contratos públicos que envolvem entes que podem ter interesse em decisões judiciais — exige transparência rigorosa e revisão de regras de conduta para evitar desconfiança de imparcialidade. A LOMAN proíbe que magistrados exerçam funções comerciais ou se beneficiem de negócios que possam comprometer o juízo.

O instituto afirma que sua atuação é “exclusivamente educacional”, compatível com a função do ministro, e que cumpre todos os requisitos legais. Contudo, a modalidade de contratação com entes públicos — inclusive aqueles que já interagem com decisões judiciais no STF — segue sob análise no Judiciário e por órgãos de transparência. O desdobramento pode incluir inquéritos sobre eventual violação do dever de reserva e uso da autoridade pública para fins privados.

Redação Saiba+

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Brasil

STF retoma sessões com julgamento sobre Lei Maria da Penha

Supremo volta aos trabalhos após recesso e analisa alcance das medidas protetivas para casos de violência fora do ambiente doméstico

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O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta segunda-feira (3), às 14h, as sessões presenciais do plenário após o recesso do mês de julho. A reabertura dos trabalhos marca o início do segundo semestre do Judiciário, com uma pauta de grande relevância para a proteção dos direitos das mulheres.

O principal tema a ser analisado pelos ministros é o alcance das medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha em situações de violência que ocorram fora do contexto doméstico e familiar. A discussão poderá contribuir para esclarecer a aplicação da legislação em diferentes circunstâncias envolvendo violência contra a mulher.

A decisão do STF poderá estabelecer um entendimento com impacto em todo o país, orientando a atuação do Poder Judiciário e das autoridades responsáveis pela concessão de medidas protetivas em casos que extrapolem o ambiente familiar tradicional.

A Lei Maria da Penha é considerada um dos principais instrumentos legais de combate à violência contra a mulher no Brasil. O julgamento busca definir os limites e a abrangência das medidas de proteção, diante de situações em que a violência decorra de relações que não estejam necessariamente inseridas no núcleo doméstico.

Além desse processo, o retorno das sessões presenciais também marca a retomada da análise de outras ações constitucionais e recursos de repercussão nacional que integram a pauta da Suprema Corte ao longo do segundo semestre.

A expectativa é que o julgamento contribua para fortalecer a proteção às vítimas e oferecer maior segurança jurídica na aplicação da Lei Maria da Penha, ampliando o debate sobre os mecanismos de enfrentamento à violência de gênero no país.

Redação Saiba+

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Justiça libera obra de prédio de luxo em SP

Decisão liminar autoriza retomada da construção e venda de apartamentos após três anos de embargo no Itaim Bibi

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A Justiça de São Paulo concedeu uma decisão liminar que autoriza a retomada das obras e a comercialização de apartamentos do edifício de alto padrão St. Barths, localizado no bairro do Itaim Bibi, na capital paulista. A medida encerra, de forma provisória, um embargo que perdurava há cerca de três anos.

O empreendimento, desenvolvido pela incorporadora São José, havia sido embargado em fevereiro de 2023 após fiscalização identificar a ausência de alvará de construção. Na ocasião, também foi aplicada uma multa administrativa de R$ 2,5 milhões, em razão das irregularidades apontadas durante o processo.

Com a nova decisão judicial, a obra poderá ser retomada enquanto o mérito da ação segue em análise, permitindo também a continuidade da comercialização das unidades residenciais do edifício.

O St. Barths é um empreendimento de alto padrão situado na Rua Leopoldo Couto de Magalhães Júnior, uma das áreas mais valorizadas do Itaim Bibi. O projeto prevê 23 pavimentos e 20 apartamentos, com metragens que variam entre 382 m² e 739 m², além de opções com cinco a oito vagas de garagem, voltadas ao mercado imobiliário de luxo.

A decisão tem caráter provisório e poderá ser reavaliada ao longo da tramitação do processo judicial, conforme o andamento das análises sobre a regularização do empreendimento. O caso continua sendo acompanhado pelas autoridades competentes e pelas partes envolvidas.

A retomada da obra reacende o debate sobre licenciamento urbano, fiscalização de grandes empreendimentos e segurança jurídica no setor da construção civil. Enquanto o processo segue em curso, o edifício poderá avançar em sua execução e comercialização conforme os termos estabelecidos pela decisão liminar.

Redação Saiba+

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Brasil

Fabi Diniz faz história no Ministério Público

Professora e advogada se torna a primeira mulher trans a assumir o cargo de promotora de Justiça no Ministério Público brasileiro

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A professora e advogada Fabi Diniz de Queiroz Pilate entrou para a história ao tomar posse, na última sexta-feira (31), como promotora de Justiça do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM). Ela se tornou a primeira mulher trans a assumir o cargo de promotora de Justiça no Ministério Público brasileiro, marco considerado histórico para a representatividade e a diversidade nas instituições públicas.

A cerimônia de posse foi realizada na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, no bairro Nova Esperança, Zona Oeste de Manaus, reunindo membros da instituição, autoridades e convidados para oficializar a entrada dos novos integrantes da carreira ministerial.

Além de Fabi Diniz, outros quatro candidatos aprovados no concurso público também foram empossados como promotores de Justiça durante a solenidade. A posse marca o início da atuação dos novos membros do Ministério Público do Amazonas, responsáveis por exercer funções ligadas à defesa da ordem jurídica, dos direitos da sociedade e do interesse público.

A chegada de Fabi ao Ministério Público representa um importante avanço em relação à inclusão e à diversidade no serviço público. Sua trajetória simboliza a ampliação da representatividade em espaços de decisão e reforça a importância da igualdade de oportunidades no acesso às carreiras jurídicas.

O momento foi celebrado por diferentes setores da sociedade como um passo significativo para o fortalecimento da diversidade nas instituições brasileiras. A posse de Fabi Diniz evidencia o reconhecimento do mérito por meio do concurso público e reafirma o compromisso com uma administração pública cada vez mais plural e representativa.

Redação Saiba+

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