Política
Lula afirma que ‘traficantes são vítimas dos usuários’ ao criticar política de Trump
Em entrevista na Indonésia, presidente brasileiro responsabiliza usuários de drogas e questiona abordagem militar dos EUA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva provocou repercussão internacional ao afirmar, durante uma visita à Indonésia, que traficantes “são vítimas dos usuários também”, em uma crítica direta à política de combate ao narcotráfico conduzida pelo governo Donald Trump. Em suas declarações, Lula defendeu que o foco do enfrentamento à droga deve ir além dos fornecedores e abranger a demanda dos consumidores.
Durante a entrevista, o presidente brasileiro apontou que a abordagem militarizada dos EUA, com operações de ataque a rotas de drogas na América Latina, corre o risco de tratar o tráfico como um simples tema de segurança externa, ignorando fatores sociais internos. Ele argumentou que a causa do problema está na demanda por entorpecentes, o que torna os traficantes parte de um sistema impulsionado pelos usuários.
“Os usuários criam o mercado”, afirmou Lula, “os traficantes são vítimas dos usuários também”. A declaração representa uma linha de discurso mais humanitária e centrada em prevenção e política de saúde pública do que na repressão pura. Essa visão contrasta com a retórica de endurecimento defendida por Trump, que defende uso da força e expansão de operações no Caribe e América Latina como estratégia central.
A fala do presidente brasileiro foi interpretada como um posicionamento estratégico de diplomacia comparada, uma vez que Lula aproveitou o cenário para sugerir maior protagonismo de países de renda média no tema das drogas e questionar medidas unilaterais de segurança impostas por grandes potências.
Apesar de não detalhar planos específicos de política pública, o pronunciamento reacende o debate sobre reforma das leis de drogas, investimento em saúde mental e programas de reabilitação, e coloca o Brasil numa rota de menor alinhamento com os EUA no tema.
Política
Advogados do milionário Fauci criam fundo para pagar defesa dele
Iniciativa busca financiar a defesa do médico diante de investigações e denúncias relacionadas à atuação durante a pandemia de Covid-19

Os advogados do médico Anthony Fauci, que coordenou a resposta nacional dos Estados Unidos à pandemia de Covid-19, criaram um fundo para arrecadar dinheiro para custear a defesa dele, em meio a uma série de denúncias e investigações contra o ex-diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas (Niaid, na sigla em inglês).
A iniciativa possui um site, por meio do qual apoiadores de Fauci podem fazer doações. Eventuais excedentes após a conclusão de todas as investigações serão doados para instituições de caridade, afirmaram os advogados.
“Fauci enfrenta uma ofensiva jurídica sem precedentes para um servidor público aposentado, e ele merece uma defesa sólida contra essas ações infundadas e temerárias”, disse David Schertler, um dos advogados de Fauci, à agência Reuters.
“O doutor Fauci não fez nada de errado, e estamos preparados para combater esse assédio vergonhoso contra um homem honrado que dedicou sua carreira a salvar vidas”, acrescentou.
Segundo a emissora Fox News, antes de se aposentar, Fauci era o servidor mais bem pago do governo federal dos EUA, com remuneração de quase US$ 500 mil por ano, e atualmente recebe uma pensão federal que se equipara ao salário de presidente. Ele e sua esposa declararam um patrimônio líquido conjunto de US$ 12,6 milhões em 2021.
Diretor do Niaid entre 1984 e 2022, Fauci é acusado pelos republicanos de ter escondido informações sobre a origem da Covid-19 e ter errado na condução da resposta à pandemia.
No final da sua gestão, o presidente democrata Joe Biden (2021-2025) concedeu um perdão presidencial preventivo a Fauci contra eventuais acusações federais por questões relativas à pandemia, mas ele ainda pode ser alvo de processos judiciais nos estados.
Os procuradores-gerais da Flórida, da Virgínia Ocidental e da Louisiana anunciaram recentemente investigações para apurar se Fauci se beneficiou irregularmente da exposição na mídia que obteve durante a pandemia.
Além disso, depois dele ter se recusado a responder a perguntas de senadores americanos em audiência no final de julho, um comitê do Senado declarou Fauci em desacato e encaminhou o caso para o Departamento de Justiça (DOJ).
Política
Janja repudia fala de Renan Santos
Primeira-dama classificou declaração feita durante debate presidencial como ataque pessoal e misógino

A primeira-dama Janja Lula da Silva repudiou, nesta segunda-feira (24), uma declaração feita pelo candidato à Presidência Renan Santos (Missão) durante o primeiro debate presidencial das eleições de 2026.
Em nota encaminhada à Band, emissora responsável pela transmissão do debate realizado na noite de domingo (23), Janja classificou a manifestação como um “ataque pessoal e misógino”.
Declaração ocorreu durante debate
A manifestação de Renan Santos ocorreu enquanto o candidato comentava a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro debate presidencial.
Após o episódio, a primeira-dama decidiu se manifestar publicamente e encaminhou o comunicado à emissora que promoveu o encontro entre os candidatos.
O debate marcou um dos primeiros momentos de confronto direto entre os postulantes à Presidência da República nas eleições de 2026. A ausência de Lula foi mencionada durante a programação, enquanto o presidente participou de uma entrevista exibida pela televisão no mesmo horário.
A declaração envolvendo Janja repercutiu no cenário político nesta segunda-feira e passou a integrar as discussões sobre o debate e a campanha presidencial.
Política
Erika Hilton desafia Flávio Bolsonaro para debate sobre escala 6×1
Deputada do PSOL fez convite público ao senador após reportagem apontar articulação de aliados contra o avanço da proposta no Senado

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) desafiou o senador e candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) para um debate público sobre a PEC que prevê o fim da escala de trabalho 6×1.
O convite foi publicado pela parlamentar nas redes sociais após uma reportagem do jornal O Globo apontar uma articulação de aliados do senador no Senado para tentar adiar a votação da proposta.
Convite foi feito pelas redes sociais
Na publicação, Erika Hilton direcionou o desafio diretamente a Flávio Bolsonaro e defendeu uma discussão pública sobre a proposta que pretende alterar o atual modelo de jornada de trabalho.
“Venho, por meio deste, desafiá-lo a um debate público, 1×1, sobre a proposta e sobre essa escala desumana”, escreveu a deputada.
A PEC do fim da escala 6×1 prevê mudanças na organização da jornada de trabalho e tem provocado debates entre parlamentares, setores da sociedade e representantes do mercado de trabalho.
O tema ganhou força no Congresso Nacional e passou a integrar as discussões sobre redução da jornada, condições de trabalho e direitos dos trabalhadores.
Até o momento, o episódio se concentra no convite feito publicamente por Erika Hilton e nas discussões políticas em torno da tramitação da proposta.
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