Política
STF sob fogo: decisões recentes reacendem críticas à Corte
Medidas monocráticas de ministros elevam questionamentos sobre a “blindagem institucional” e ameaçam a confiança no Judiciário

Nas últimas semanas, o STF viu sua credibilidade abalada após uma série de decisões que muitos analistas interpretam como favorecimento interno ao próprio tribunal. As ações de dois ministros em especial — com ampliações de prerrogativas e restrições às investigações — reacenderam o debate sobre os limites do poder judiciário e seu papel institucional.
Uma das decisões mais controversas restringiu a possibilidade de impeachment de magistrados da Corte, determinando que apenas a procuradoria-geral pode protocolar denúncias — medida vista por críticos como uma barreira contra a responsabilização de ministros. Em outro caso, um magistrado assumiu o controle absoluto de uma investigação sensível, impondo sigilo total sobre o processo e levantando suspeitas sobre parcialidade e favorecimento.
Para defensores da transparência, essas medidas representam um risco grave à democracia e à noção de justiça igualitária: a separação entre poderes e o princípio de que ninguém está acima da lei ficam comprometidos quando o próprio Judiciário adota regras que blindam seus membros. A percepção de autodefesa institucional — em caso de escândalos ou processos disciplinares — vem ganhando força entre críticas e protestos públicos.
Por outro lado, parte da corte e seus apoiadores argumentam que decisões como essas visam evitar abusos de accusações políticas e garantir a estabilidade institucional. No entanto, a controvérsia reacende uma questão essencial: como assegurar transparência, imparcialidade e confiança social em uma Corte que julga a si mesma, sem fiscalização externa?
Com o desgaste crescente, o STF enfrenta um desafio duplo: reconquistar a confiança pública e redefinir seus próprios mecanismos de governança interna. A crise demanda respostas — e a sociedade observa atenta, pois está em jogo a legitimidade da Justiça e a garantia de que o Estado de Direito supera interesses individuais ou corporativos.
Política
Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula
Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.
Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.
O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.
Política
Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos
Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.
Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.
A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.
Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.
O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.
Política
Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida
Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.
Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.
O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.
A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.
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