Política
Rui Costa critica Angelo Coronel após recusa em permanecer na base governista
Ministro da Casa Civil afirma que senador rejeitou proposta de suplência e optou por romper com o grupo

O ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), fez críticas públicas ao senador Angelo Coronel (PSD) neste domingo, após o parlamentar recusar a proposta de assumir a suplência de Jaques Wagner (PT) e permanecer na base governista na Bahia.
Segundo Rui Costa, a oferta permitiria que Coronel continuasse alinhado ao projeto político do grupo, mantendo unidade na chapa majoritária. No entanto, a recusa abriu caminho para um rompimento definitivo. Após ser preterido na composição oficial, Coronel anunciou sua saída do PSD e deve disputar o Senado na chapa liderada por ACM Neto (União Brasil), pré-candidato ao Governo da Bahia.
A movimentação altera o cenário político no estado e intensifica a disputa pelo Senado, que já se desenhava como um dos pontos mais sensíveis da eleição. A saída de Coronel do grupo governista representa uma perda estratégica, especialmente por sua atuação no Congresso e sua influência regional.
Rui Costa destacou que a decisão do senador foi unilateral e que o governo buscou preservar a unidade interna. Já aliados de Coronel afirmam que ele não aceitou ser “rifado” da chapa e decidiu seguir um caminho independente.
O episódio evidencia a crescente tensão entre lideranças tradicionais da política baiana, às vésperas de uma eleição considerada decisiva para o futuro do estado.
Política
Bahia reduz mortes violentas em 22% no 1º trimestre
Jerônimo Rodrigues destaca avanço na segurança pública após queda significativa nos índices em 2026

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), comentou os dados mais recentes da segurança pública que apontam uma queda expressiva nas mortes violentas no estado. De acordo com números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia, a Bahia registrou redução de 22% nesse tipo de crime no primeiro trimestre de 2026.
Entre janeiro e março deste ano, foram contabilizadas 864 ocorrências, contra 1.109 no mesmo período de 2025, evidenciando um recuo significativo nos índices de violência. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (8), durante reunião no Centro de Operações e Inteligência (COI), reforçando o monitoramento estratégico das ações de segurança no estado.
Ao comentar os números, o governador destacou que a redução é resultado de investimentos contínuos e integração entre as forças de segurança. Jerônimo ressaltou que o objetivo do governo é manter a tendência de queda, ampliando ações preventivas e operacionais em todo o território baiano.
A Secretaria de Segurança Pública da Bahia atribui o desempenho a uma combinação de fatores, como o uso de tecnologia, inteligência policial e reforço no policiamento ostensivo. As autoridades avaliam que os resultados refletem uma política pública focada em planejamento estratégico e combate qualificado à criminalidade.
Apesar do avanço, o governo estadual reconhece que o desafio permanece e afirma que seguirá investindo para consolidar a redução dos índices ao longo de 2026. A expectativa é que novas medidas sejam implementadas para fortalecer ainda mais a segurança da população.
Política
Lula sanciona leis contra violência à mulher
Novas medidas incluem criação do crime de “vicaricídio” com penas de até 40 anos de prisão

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei voltados ao enfrentamento da violência contra a mulher, aprovados pelo Congresso Nacional no último mês de março. As novas medidas reforçam o arcabouço legal brasileiro e ampliam a proteção às vítimas de violência doméstica e familiar.
Entre os principais avanços está a criação do crime de “vicaricídio”, caracterizado pelo assassinato de filhos ou familiares com o objetivo de atingir emocionalmente a mulher. A nova tipificação criminal prevê penas severas, que variam de 20 a 40 anos de reclusão, equiparando a gravidade do ato às formas mais cruéis de violência.
A iniciativa surge como resposta ao aumento de casos de violência de gênero no país e busca fechar lacunas na legislação vigente. Especialistas apontam que o reconhecimento do vicaricídio como crime específico representa um marco no combate à violência psicológica e emocional, ampliando a responsabilização dos agressores.
Além disso, os projetos sancionados fortalecem mecanismos de proteção às vítimas e endurecem punições para crimes já previstos em lei. O objetivo do governo federal é garantir mais segurança às mulheres e ampliar a eficácia das políticas públicas de prevenção e combate à violência.
A sanção presidencial reforça o compromisso institucional com a defesa dos direitos das mulheres e sinaliza uma atuação mais rigorosa do Estado diante de práticas que atingem diretamente a estrutura familiar e a dignidade humana.
Política
Jerônimo ironiza consultoria milionária de ACM Neto
Governador da Bahia critica atuação do adversário e levanta questionamentos sobre contrato com instituições investigadas

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), voltou a subir o tom contra seu principal adversário político, ACM Neto (União Brasil), ao comentar a consultoria milionária prestada pelo ex-prefeito ao Banco Master e à gestora Reag Investimentos, ambas sob investigação por suspeitas de fraude no sistema financeiro.
Durante entrevista concedida nesta quinta-feira (9) ao programa Giro Baiana, da Baiana FM (89,3), com transmissão simultânea pela BNews TV, o governador ironizou a atuação do rival no setor financeiro. Segundo Jerônimo, ele jamais prestaria consultoria em uma área na qual não possui domínio técnico, ressaltando a importância da responsabilidade profissional, especialmente quando envolve cifras elevadas.
No mesmo contexto, o chefe do Executivo estadual relembrou um episódio de sua trajetória acadêmica enquanto professor da Universidade Federal de Feira de Santana (Uefs). Ele utilizou a experiência pessoal para reforçar sua postura ética e cautelosa diante de oportunidades profissionais fora de sua área de especialização, destacando que sempre priorizou atuar com segurança e conhecimento.
A crítica ocorre em meio ao cenário de pré-disputa eleitoral na Bahia, onde o embate entre os dois líderes políticos tende a se intensificar. O contrato de R$ 3,6 milhões firmado por ACM Neto com as instituições investigadas tem sido utilizado como ponto de ataque pelo grupo governista, ampliando o debate público sobre transparência e responsabilidade na atuação de figuras políticas no setor privado.
O episódio reforça o clima de polarização no estado e sinaliza que temas relacionados à ética, gestão e credibilidade devem ganhar protagonismo no debate eleitoral dos próximos meses.
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