Política
Alcolumbre divide votação de veto sobre dosimetria
Presidente do Congresso, Davi Alcolumbre retira trecho que reduziria progressão de penas para evitar conflito com projeto antifacção

O cenário político no Congresso Nacional ganhou novos contornos nesta semana após uma decisão estratégica do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP). O parlamentar optou por fatiar a votação do veto relacionado ao projeto de lei da dosimetria, medida que impacta diretamente o cálculo e a progressão de penas no sistema penal brasileiro.
A decisão envolveu a retirada de um trecho específico do projeto que previa a redução do tempo necessário para a progressão de penas de condenados, ponto considerado sensível dentro das discussões legislativas. Segundo Alcolumbre, a manutenção desse dispositivo poderia comprometer alterações recentes estabelecidas no chamado PL antifacção, proposta que segue na direção oposta ao ampliar o tempo exigido para a progressão.
O movimento é interpretado como uma tentativa de harmonizar o conjunto de normas penais em debate no Congresso, evitando sobreposição de regras e possíveis conflitos jurídicos. Ao separar a votação, o presidente da Casa busca garantir maior clareza nas decisões e permitir que os parlamentares analisem cada ponto com mais precisão.
Nos bastidores, a medida também evidencia o grau de complexidade das discussões envolvendo segurança pública e legislação penal no país. A progressão de penas é um dos temas mais debatidos, por envolver diretamente políticas de combate ao crime, ressocialização e endurecimento das punições.
Com a decisão, o Congresso Nacional deve retomar a análise dos demais pontos do veto em etapas distintas, ampliando o debate e permitindo ajustes conforme o entendimento das bancadas. A expectativa é de que o tema continue gerando forte repercussão política nos próximos dias, especialmente entre parlamentares ligados à pauta da segurança pública.
Política
Romário recorre contra penhora de salário determinada pela Justiça
Senador contesta decisão que autoriza retenção de 30% dos vencimentos em ação envolvendo cobrança de dívida de R$ 34,4 mil

A Justiça de São Paulo determinou a penhora de 30% do salário recebido pelo senador Romário (PL-RJ) em um processo de cobrança de dívida movido pelo ex-presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Marco Polo Del Nero. A decisão, proferida em julho, motivou um recurso da defesa do parlamentar, que busca reverter a medida.
O processo envolve uma dívida de aproximadamente R$ 34,4 mil, cuja cobrança tramita no Judiciário paulista. Diante da determinação de retenção de parte dos vencimentos, Romário ingressou com recurso alegando que a penhora compromete sua situação financeira e provoca um “impacto material irreversível”.
Na manifestação apresentada à Justiça, a defesa do senador sustenta que a retenção de 30% dos salários seria ilegal, argumentando que a medida afeta recursos utilizados para sua manutenção pessoal e despesas do cotidiano. O recurso solicita a revisão da decisão e a suspensão da penhora enquanto o caso continua em análise.
O episódio acrescenta um novo capítulo à disputa judicial entre Romário e Marco Polo Del Nero, que envolve a cobrança do débito. A decisão definitiva dependerá da análise do recurso pelas instâncias competentes, que irão avaliar os argumentos apresentados pela defesa do parlamentar.
Enquanto o processo segue em tramitação, o caso chama atenção por envolver uma discussão sobre a possibilidade de penhora de parte da remuneração de agentes públicos para quitação de dívidas, tema frequentemente debatido no âmbito do Poder Judiciário.
Política
Pesquisa aponta Lula à frente em cenários de segundo turno
Levantamento indica vantagem do presidente em simulação contra Flávio Bolsonaro para as eleições presidenciais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente em todos os cenários estimulados de segundo turno para a disputa presidencial, de acordo com uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira (5). O levantamento avaliou diferentes cenários eleitorais e apontou vantagem do atual chefe do Executivo nas intenções de voto.
Em uma das simulações, Lula registra 48,5% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) alcança 43%. Segundo os dados apresentados pela pesquisa, 4% dos entrevistados declararam intenção de votar em branco ou nulo, enquanto 4,5% afirmaram não saber em quem votar ou preferiram não responder.
Os números refletem um recorte do cenário eleitoral no momento da realização do levantamento e servem como um indicativo das preferências do eleitorado consultado. Pesquisas de intenção de voto não representam resultado definitivo das eleições, mas são utilizadas para acompanhar a evolução do cenário político e das tendências entre os eleitores.
A divulgação do levantamento ocorre em meio às movimentações dos partidos e lideranças políticas para a próxima disputa presidencial. Com o avanço do calendário eleitoral, novas pesquisas deverão medir a evolução dos índices de aprovação, rejeição e intenção de voto dos possíveis candidatos.
O cenário político segue em constante transformação, e especialistas destacam que as intenções de voto podem variar ao longo do processo eleitoral, influenciadas por fatores econômicos, sociais, decisões partidárias e acontecimentos do cenário nacional.
Política
CNJ aprova fim da aposentadoria compulsória como punição a juízes
Decisão do Conselho Nacional de Justiça abre caminho para a perda definitiva do cargo por magistrados que cometerem faltas gravíssimas, após julgamento no STF.

O Plenário do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decidiu, na manhã desta terça-feira (4), acabar com a aposentadoria compulsória como sanção administrativa para magistrados. A medida representa uma mudança significativa no regime disciplinar do Judiciário e estabelece um novo entendimento para casos envolvendo faltas consideradas gravíssimas.
Até então, a aposentadoria compulsória era a penalidade administrativa mais severa aplicada a juízes, permitindo que o magistrado deixasse a carreira de forma obrigatória, mantendo o direito aos proventos previstos em lei. Com a nova decisão, o CNJ passa a adotar um modelo que possibilita a perda definitiva do cargo público, desde que haja o devido julgamento e observância das regras constitucionais.
A mudança foi debatida durante sessão presidida pelo ministro Edson Fachin, que também preside o Supremo Tribunal Federal (STF). Na abertura dos trabalhos, o ministro destacou a importância do debate institucional e ressaltou que a decisão representa um avanço no aperfeiçoamento dos mecanismos de responsabilização e integridade no Poder Judiciário.
A nova diretriz fortalece a responsabilização de magistrados em casos de infrações graves, reforçando a busca por maior transparência, credibilidade e confiança da sociedade nas instituições judiciais. A medida também amplia o rigor na aplicação de sanções administrativas, alinhando-se ao debate sobre modernização dos instrumentos de controle interno.
Com a decisão, casos de magistrados acusados de faltas gravíssimas poderão resultar na perda definitiva da função pública, observados os procedimentos legais e o julgamento pelas instâncias competentes. A expectativa é que a alteração contribua para fortalecer a ética, a integridade e a responsabilidade no exercício da magistratura.
Entretenimento6 dias atrásXuxa volta aos holofotes e relembra fase de ensaios que marcaram sua carreira
Esportes5 dias atrásTalisca brilha e leva Fenerbahçe adiante
Entretenimento6 dias atrásFelipe Neto processa Igor 3K por uso indevido de imagem
Entretenimento5 dias atrásMuller Nunes assume apresentação do Bahia Meio Dia Regional Norte/Oeste
Bahia6 dias atrásMP-BA apura uso de trios elétricos no Carnaval de Salvador
Saúde5 dias atrásEstudo reforça origem europeia da varíola nas Américas
Brasil6 dias atrásArrecadação federal bate recorde e supera R$ 1,5 trilhão no semestre
Polícia6 dias atrásHomem é baleado durante evento de grau em Salvador














