Mundo
Wall Street perde US$ 6 trilhões em dois dias após tarifaço anunciado por Trump
Pacote de tarifas anunciado pelo ex-presidente norte-americano acende alerta global e intensifica temores de nova guerra comercial com a China

As bolsas de valores dos Estados Unidos registraram perdas históricas nos últimos dois dias, acumulando uma queda total de US$ 6 trilhões em valor de mercado desde o anúncio do novo pacote global de tarifas apresentado por Donald Trump. A medida, apelidada pelo próprio ex-presidente de “Dia da Libertação”, foi divulgada na quarta-feira (2), desencadeando forte aversão ao risco nos mercados globais.
Desde o anúncio, os principais índices acionários norte-americanos mergulharam em forte baixa: o Dow Jones recuou 9,2%, o Nasdaq caiu 11,4% e o S&P 500 desvalorizou 15,4%. Apenas na sessão desta sexta-feira (4), o Nasdaq Composite despencou 5,8%, enquanto o Dow Jones e o S&P 500 caíram 5,5% e 6%, respectivamente.
Com isso, o valor agregado das ações listadas nos mercados dos EUA passou de US$ 60,7 trilhões, em 20 de janeiro — data da posse de Trump —, para US$ 50,9 trilhões, segundo levantamento de Einar Rivero, sócio-fundador da consultoria de dados financeiros Elos Ayta. No total, o mercado acionário americano já perdeu US$ 9,8 trilhões em valor desde o início do novo mandato do republicano.
O cenário se agravou ainda mais após a resposta imediata da China, que anunciou tarifas retaliatórias de 34% sobre produtos norte-americanos, sinalizando a escalada de uma nova fase da guerra comercial iniciada durante o primeiro mandato de Trump, entre 2017 e 2020.
Analistas alertam para o impacto global das medidas, especialmente sobre setores de tecnologia, manufatura e commodities, além do risco de desaceleração econômica em escala mundial caso o confronto tarifário se intensifique.
Mundo
Governo Trump cancela contrato milionário com entidade que apoia menores imigrantes
Decisão impacta organização sediada em Miami responsável por acolher crianças desacompanhadas nos Estados Unidos

O governo do ex-presidente Donald Trump cancelou um contrato avaliado em US$ 11 milhões (cerca de R$ 54 milhões) com a organização Catholic Charities, que atua no acolhimento e assistência de menores imigrantes desacompanhados nos Estados Unidos.
A entidade, sediada em Miami, desempenha papel fundamental no suporte a crianças e adolescentes que entram no país sem a companhia de responsáveis legais. O contrato previa financiamento para serviços essenciais, como abrigo, alimentação, acompanhamento psicológico e orientação jurídica para os jovens migrantes.
Segundo informações divulgadas pelo jornal Miami Herald, a decisão faz parte de uma série de medidas adotadas no contexto das políticas migratórias mais rígidas implementadas durante a gestão Trump. A interrupção do repasse levanta preocupações sobre o futuro do atendimento a menores em situação de vulnerabilidade, especialmente em regiões de alta entrada de imigrantes.
Especialistas e organizações de direitos humanos alertam que o corte pode gerar impactos diretos na capacidade de acolhimento e assistência, aumentando os desafios enfrentados por instituições que atuam na linha de frente da crise migratória. A medida reforça o debate sobre políticas públicas voltadas à imigração e proteção de crianças desacompanhadas nos Estados Unidos.
Nos bastidores, a decisão também reacende discussões políticas sobre financiamento federal para organizações sociais e o papel do governo no suporte a populações vulneráveis em território norte-americano.
Mundo
Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos
Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.
Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.
A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.
O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.
Mundo
EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”
Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.
Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).
A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.
A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.
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