Brasil
Governo Lula prevê salário mínimo de R$ 1.627 em 2026
Valor consta no PLDO e reflete alta da inflação e limite de ganho real aprovado pelo Congresso; aumento será de 7,18% sobre o piso atual.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) projeta um salário mínimo de R$ 1.627 em 2026, segundo técnicos envolvidos na elaboração do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) que será enviado ao Congresso Nacional na próxima terça-feira (15). Se confirmado, o valor representará um reajuste de 7,18% em relação ao mínimo atual, de R$ 1.518.
A estimativa considera a política de valorização do salário mínimo aprovada em 2023, que garante reposição inflacionária com base no INPC acumulado até novembro do ano anterior, somada à variação real do PIB de dois anos antes — neste caso, 2024. No entanto, o ganho real foi limitado a até 2,5% ao ano, conforme regra incluída no novo arcabouço fiscal, aprovada pelo Congresso.
A proposta do governo também contempla a possibilidade de um valor um pouco maior, de até R$ 1.630, mas os ministérios estão trabalhando com o piso de R$ 1.627 para fechamento das projeções setoriais.
Inflação acima da esperada
O reajuste foi impulsionado por uma inflação mais alta do que a prevista anteriormente. Na projeção de novembro de 2024, o governo trabalhava com um INPC de 3,40%. Agora, a expectativa subiu para 4,76%, o que impacta diretamente na correção do mínimo.
Impacto fiscal e limitação de crescimento
Como o salário mínimo serve de referência para aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais como o BPC (Benefício de Prestação Continuada), a política de valorização tem impacto significativo sobre as despesas obrigatórias do Executivo.
Para evitar desequilíbrios nas contas públicas, a lei do arcabouço fiscal determinou que o aumento real do salário mínimo seja limitado à faixa de crescimento permitida para os gastos públicos — entre 0,6% e 2,5% ao ano. A definição exata do percentual de ganho real para 2026 dependerá da evolução da arrecadação até junho de 2025.
Meta fiscal será mantida
O PLDO também trará a meta fiscal de 2026, com superávit primário de 0,25% do PIB, conforme antecipado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Com a margem de tolerância prevista na legislação, o resultado pode variar entre zero e 0,5% do PIB.
Além da previsão para 2026, o projeto trará as metas para 2027 e 2028, de superávit de 0,5% e 1% do PIB, respectivamente. A meta de 2029 ainda está em discussão, mas deve ser incluída na proposta como projeção de médio prazo.
Próximos passos
A estimativa de salário mínimo será reavaliada até agosto, quando o governo apresenta a proposta orçamentária definitiva para o ano seguinte, já com dados mais atualizados sobre inflação e arrecadação.
Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Brasil
Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas
Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.
A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.
O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.
Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.
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