Brasil
Lula já gastou mais de R$ 4 bilhões em publicidade
Em campanhas do governo e estatais; valor já representa 58% de todo o montante usado por Bolsonaro em quatro anos.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aumentou os investimentos em publicidade estatal em relação à gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). De acordo com levantamento do SaibaMaisBahia, nos dois primeiros anos do atual mandato, foram gastos R$ 4,1 bilhões com campanhas publicitárias promovidas por ministérios, estatais e pela Secretaria de Comunicação da Presidência da República (Secom).
O valor representa uma média de R$ 2 bilhões por ano, 15% a mais do que a média anual de R$ 1,8 bilhão registrada durante o governo Bolsonaro. Considerando os dois primeiros anos de cada gestão, Lula gastou 31% a mais que o antecessor, cuja soma no mesmo período (2019-2020) foi de R$ 3,1 bilhões. Todos os valores foram corrigidos pela inflação até dezembro de 2024.
O levantamento considerou dados do Sistema de Comunicação de Governo do Poder Executivo Federal (Sicom), da Secom e dos portais oficiais de empresas públicas como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNDES.
Estatais puxam fila de gastos
Os bancos públicos continuam sendo os principais responsáveis pelos gastos com publicidade. O Banco do Brasil manteve níveis semelhantes aos da gestão passada, com crescimento de apenas 3% na média anual. Já a Caixa Econômica aumentou seus investimentos em propaganda em 18%.
A média anual de gastos de todos os bancos públicos federais (incluindo BNDES, Banco do Nordeste e Basa) subiu de R$ 971 milhões entre 2019 e 2022 para R$ 1,1 bilhão em 2023-2024 — um aumento de 14%.
Perda de transparência e o fim do IAP
Apesar da atualização dos dados, especialistas apontam que houve perda na transparência das informações sobre a publicidade estatal. Entre 1999 e 2016, o acompanhamento era feito de forma sistemática pelo Instituto para Acompanhamento da Publicidade (IAP), entidade financiada por agências que prestavam serviços ao governo. Em 2017, o órgão foi desativado durante o governo Michel Temer, e os dados das estatais deixaram de ser publicizados com o mesmo nível de detalhe.
Com o fim do IAP, cidadãos e jornalistas deixaram de ter acesso facilitado a dados como valores individualizados por campanha, agência responsável e mídia contratada. Desde então, o acompanhamento depende de consultas isoladas aos sites das estatais e da Secom.
Nova campanha institucional e mudança no comando
Em janeiro de 2025, Lula nomeou Sidônio Palmeira para comandar a Secom. A secretaria afirma que não interfere nas execuções de publicidade de outros ministérios e das empresas estatais. Segundo nota, as ações da pasta seguem os decretos nº 6.555/2008 e nº 11.362/2023, com foco em “divulgar direitos dos cidadãos, políticas públicas e serviços à disposição da população”.
A campanha mais recente, intitulada “Brasil É dos Brasileiros”, foi lançada em abril de 2025 e deve custar R$ 50 milhões. O primeiro vídeo estreou no intervalo do Jornal Nacional e depois foi veiculado nas redes sociais do presidente.
Brasil
Prisão de ex-presidente do BRB revela patrimônio milionário
Investigação da Polícia Federal identifica imóveis de alto padrão ligados ao ex-dirigente, com valores que ultrapassam R$ 140 milhões

A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB), Paulo Henrique Costa, nesta quinta-feira (16), trouxe à tona detalhes que chamaram a atenção das autoridades: um patrimônio imobiliário de alto luxo, composto por imóveis em áreas valorizadas e negociações realizadas em circunstâncias consideradas suspeitas.
Durante as investigações, a Polícia Federal (PF) identificou ao menos seis imóveis vinculados ao esquema. Desses, quatro estão localizados em São Paulo e dois em Brasília, todos em regiões nobres e com características de alto padrão. No total, o valor estimado dos bens ultrapassa R$ 140 milhões, conforme levantamento divulgado pela imprensa.
Os investigadores destacaram que algumas transações teriam sido feitas de forma acelerada, o que levantou suspeitas sobre a origem dos recursos e a possível tentativa de ocultação patrimonial. A apuração segue em andamento, com o objetivo de esclarecer a natureza das negociações e identificar eventuais irregularidades.
O caso amplia a repercussão em torno da gestão do banco e reforça o trabalho de órgãos de controle no combate a práticas ilícitas envolvendo recursos públicos e privados. A descoberta do patrimônio milionário intensifica as investigações, que agora buscam rastrear o fluxo financeiro por trás das aquisições.
A operação também evidencia o uso de imóveis de luxo como instrumento em esquemas investigados, prática que costuma ser monitorada por autoridades em casos de suspeita de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Brasil
Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas
Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.
A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.
O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.
Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.
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