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Bahia

Chuvas na Bahia: Defesa Civil alerta para novos riscos

Mais de mil pessoas já foram afetadas em diferentes municípios; Salvador registra deslizamentos, alagamentos e rajadas de vento de até 60 km/h.

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Chuva causa estragos na Região Metropolitana de Salvador. Foto: Redes sociais

A Superintendência de Proteção e Defesa Civil da Bahia (SUDEC) divulgou nesta quinta-feira (2) um balanço detalhado das ocorrências provocadas pelas fortes chuvas que atingem o estado nas últimas semanas. Desde o início do período chuvoso, há cerca de 20 dias, municípios de diferentes regiões vêm registrando alagamentos, deslizamentos e prejuízos estruturais. A atuação do órgão tem se dado em articulação com outras secretarias estaduais, com foco na preservação de vidas e assistência emergencial às populações afetadas.

Entre os casos mais graves, destaca-se o município de Camacan, que enfrentou 80 mm de chuva em apenas 30 minutos, gerando alagamentos e danos estruturais em residências e vias públicas. Mais de 1.200 pessoas foram afetadas e a cidade decretou situação de emergência no último dia 12 de abril. Já em Pau Brasil, fortes ventos acompanhados de chuva deixaram feridos e causaram destruição em várias áreas.

Em Santa Cruz Cabrália, os temporais causaram deslizamentos e afetaram ao menos 50 moradores. Em Canápolis, um morador da zona rural morreu após ser atingido por um raio, em meio às chuvas intensas.

Segundo a SUDEC, a liberação de ajuda humanitária depende da formalização do decreto de emergência por parte dos municípios — o que já foi feito por Camacan e Pau Brasil. Nas últimas 24 horas, também foram registrados alagamentos em Porto Seguro, Maraú, Nazaré, Camamu, Lauro de Freitas e Simões Filho. Em outras cidades como Itapé, Buerarema e Santana, apesar das chuvas, não houve danos significativos até o momento.

De acordo com o INMET (Instituto Nacional de Meteorologia), áreas do Recôncavo, Centro-Sul e Sul da Bahia seguem em alerta até domingo (4), incluindo cidades como Ilhéus, Itabuna, Jaguaquara e Maracás.

Salvador em estado de atenção

A capital baiana tem enfrentado uma sequência de transtornos causados pelas chuvas. Somente nas últimas 24 horas, Salvador acumulou mais de 100 mm de precipitação, com rajadas de vento de até 60,5 km/h, conforme o Centro de Monitoramento da Defesa Civil (Cemadec).

A cidade já registrou ao menos 99 ocorrências, incluindo ameaças de deslizamentos, quedas de árvores, desabamentos e alagamentos. Bairros como Subúrbio/Ilhas, Cabula, Pau da Lima, Liberdade, Cajazeiras e Barra/Pituba concentram o maior número de chamados.

Entre os casos mais críticos, um carro foi completamente esmagado após um deslizamento de terra em Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador. A Defesa Civil segue em campo monitorando riscos e prestando orientações técnicas.

Carro é esmagado por estrutura de concreto e fica destruído após deslizamento de terra na Bahia. Foto: Reprodução

Outros prejuízos incluem a interdição de vias por quedas de árvores, buracos em ruas, e suspensão temporária da travessia Salvador–Mar Grande, além de restrições no transporte de veículos no ferry-boat. Na Ceasa de Simões Filho, alagamentos dificultaram a rotina de feirantes e consumidores.

Chuva causa estragos em Salvador. Foto: Redes sociais

A SUDEC orienta a população a seguir os alertas das defesas civis municipais, evitar áreas de risco e, em caso de emergência, acionar o Corpo de Bombeiros pelo telefone 193. A previsão aponta que o tempo instável deve persistir pelo menos até o domingo (4), afetando todo o litoral baiano e a Região Metropolitana de Salvador.

Redação Saiba+

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Bahia

Van capota e provoca lentidão na Avenida Magalhães Neto

Acidente envolvendo uma Citroën Jumpy mobilizou motoristas e impactou o trânsito na Pituba, em Salvador

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Uma van modelo Citroën Jumpy capotou na manhã desta segunda-feira (13) na Avenida Professor Magalhães Neto, no bairro da Pituba, em Salvador. O acidente chamou a atenção de quem passava pelo local e causou lentidão no trânsito em um dos principais corredores viários da capital baiana.

As circunstâncias que provocaram o capotamento ainda serão apuradas pelas autoridades competentes. O veículo permaneceu na pista durante o atendimento da ocorrência, exigindo atenção redobrada dos condutores que trafegavam pela região.

Equipes responsáveis pelo atendimento de acidentes e pela organização do tráfego foram acionadas para sinalizar a via, controlar o fluxo de veículos e realizar os procedimentos necessários para a remoção da van.

O congestionamento se formou logo após o acidente, afetando o deslocamento de motoristas durante o período da manhã. A orientação para os condutores foi reduzir a velocidade e buscar rotas alternativas enquanto a situação era normalizada.

Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre o número de ocupantes do veículo ou a existência de vítimas. O caso segue sob apuração.

Redação Saiba+

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Bahia

Antiga sede dos Correios na Pituba é vendida por menos de 40% do valor inicial

Após 20 tentativas de leilão, imóvel em área valorizada de Salvador foi negociado por R$ 97,8 milhões e passa a despertar interesse do mercado imobiliário

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A venda da antiga sede dos Correios, localizada no bairro da Pituba, em Salvador, tornou-se um dos negócios mais comentados do mercado imobiliário baiano. O complexo, formado pelo edifício e pelo terreno onde funcionava a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT), foi adquirido por R$ 97,8 milhões, valor que representa menos de 40% da avaliação inicial do imóvel.

Antes da negociação ser concretizada, o patrimônio passou por um longo processo de comercialização. Ao todo, o imóvel foi levado a leilão 20 vezes sem encontrar compradores interessados, mesmo estando situado em uma das regiões mais valorizadas da capital baiana.

Na primeira avaliação, o conjunto foi ofertado por R$ 248 milhões. Com a ausência de propostas, o preço foi reduzido para R$ 130,3 milhões após uma nova reavaliação. Somente na terceira oferta, o imóvel foi finalmente arrematado por R$ 97,8 milhões, considerado por especialistas do setor como um valor de oportunidade, levando em conta o potencial de exploração imobiliária da área.

A negociação reforça o interesse crescente por grandes terrenos urbanos em Salvador, especialmente em bairros consolidados como a Pituba, onde a disponibilidade de áreas para novos empreendimentos é cada vez mais limitada. O espaço poderá receber projetos de uso residencial, comercial ou de ocupação mista, dependendo das definições urbanísticas e dos investimentos futuros.

O desfecho da venda também evidencia como ativos de grande porte podem sofrer significativa desvalorização quando permanecem por longos períodos sem compradores, abrindo espaço para aquisições estratégicas por investidores atentos às oportunidades do mercado.

Redação Saiba+

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Bahia

Moradores denunciam abandono no Cemitério de Plataforma

Caixões descartados a céu aberto e falta de manutenção geram revolta e preocupação com a saúde pública no Subúrbio de Salvador

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Moradores do Subúrbio Ferroviário de Salvador denunciam as condições do Cemitério Municipal de Plataforma, onde o descarte de caixões usados em área aberta e a ausência de manutenção têm provocado indignação na comunidade. As reclamações apontam para problemas estruturais que, segundo os moradores, comprometem a conservação do espaço e levantam preocupações relacionadas à saúde pública.

Durante visita ao local, foi constatada a existência de dezenas de caixões já utilizados acumulados de forma irregular em uma área próxima à Rua David Ferreira. Parte do material estava coberta por lonas, enquanto diversos caixões permaneciam totalmente expostos ao tempo, situação que chamou a atenção de moradores e frequentadores da região.

Além do descarte considerado inadequado, os relatos também destacam a falta de limpeza, conservação e manutenção geral do cemitério, cenário que tem motivado pedidos por providências dos órgãos responsáveis pela administração do espaço público.

Moradores afirmam que a situação se arrasta há algum tempo e defendem uma intervenção urgente para garantir melhores condições de funcionamento do cemitério. A principal preocupação é que o acúmulo de materiais e o estado de abandono possam representar riscos sanitários e comprometer o respeito devido às famílias que utilizam o local.

O caso amplia o debate sobre a necessidade de investimentos na manutenção dos cemitérios públicos de Salvador e na adoção de medidas que assegurem o descarte adequado de materiais funerários, preservando tanto a saúde da população quanto a dignidade dos espaços destinados às despedidas de entes queridos.

Redação Saiba+

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