Política
O exemplo deve vir do governo. Pé-de-Meia em crise
Críticas à falta de recursos para o programa educacional revelam resistência do Executivo em conter gastos e dar exemplo de responsabilidade fiscal;

A falta de recursos para o programa Pé-de-Meia, que oferece bolsas a estudantes de baixa renda como incentivo à conclusão do ensino médio, escancarou a resistência do governo federal em liderar um esforço de responsabilidade fiscal que, para ser efetivo, precisa começar dentro do próprio Executivo.
Neste ano, o Pé-de-Meia terá um custo estimado de R$ 12,5 bilhões, mas apenas R$ 1 bilhão foi reservado na proposta orçamentária, com a promessa de que o restante será financiado por fundos privados. A lacuna orçamentária gerou críticas e levou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a reagir. Durante um evento do mercado financeiro em São Paulo, ele afirmou que a cobrança por responsabilidade fiscal não deve recair apenas sobre o governo federal, mas também sobre o Legislativo e o Judiciário.
Segundo Haddad, foram esses dois Poderes que criaram despesas de mais de R$ 200 bilhões nos últimos anos sem prever fontes de financiamento. Entre os exemplos citados estão as emendas impositivas, o aumento de repasses ao Fundeb, mudanças no pagamento dos precatórios e a chamada “tese do século”, que excluiu o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.
“Essa foi uma gastança que foi contratada quando? E a pessoa está preocupada com o Pé-de-Meia? Tem alguma coisa errada com o debate público”, afirmou o ministro, em tom crítico.
Apesar das justificativas, Haddad não tem conseguido cumprir sua principal missão à frente do Ministério da Fazenda: conter a escalada da dívida pública. O novo arcabouço fiscal, apresentado em 2023 como substituto ao antigo teto de gastos, não surtiu o efeito esperado. Segundo especialistas e até membros do governo, como a ministra do Planejamento, Simone Tebet, o atual regime fiscal é tão frouxo que dificilmente resistirá ao próximo ciclo presidencial sem provocar inflação, aumentar a dívida e prejudicar a economia.
Desde sua origem, o novo arcabouço já enfrentava desconfiança. Isso porque foi apresentado apenas após a aprovação da chamada PEC da Transição, que ampliou os gastos em quase R$ 170 bilhões. No Congresso, parlamentares da base do governo trabalharam com afinco para retirar do alcance do novo arcabouço duas das principais despesas federais: os pisos constitucionais da Saúde e da Educação, que voltaram a ser vinculados às receitas, e o salário mínimo, que passou a ter reajustes acima da inflação.
Esse movimento reduziu ainda mais o já limitado espaço para gastos discricionários — exatamente onde o Pé-de-Meia se encaixa. Ainda assim, Haddad tratou o tema como se fosse um observador externo, ignorando o fato de que o governo teve papel ativo na configuração atual do Orçamento.
A crítica central, porém, vai além do Pé-de-Meia. A reação do governo evidencia sua resistência em liderar um verdadeiro esforço fiscal, algo indispensável para envolver o Congresso e o Judiciário em medidas que freiem o descontrole orçamentário. O Legislativo poderia colaborar criando receitas para compensar benefícios que aprova; o Judiciário, por sua vez, deveria evitar conceder vantagens salariais isentas de Imposto de Renda que burlam o teto do funcionalismo.
O problema não está na criação de programas sociais como o Pé-de-Meia, cujo mérito é reconhecido até mesmo por veículos críticos à gestão federal. A questão é que, sem dar o exemplo, o governo perde autoridade para exigir responsabilidade dos demais Poderes. O exemplo precisa vir de cima — e, até aqui, não veio.
Política
Mulher denuncia Frederick Wassef por tentativa de estupro
Advogado ligado à defesa da família Bolsonaro é alvo de denúncia apresentada ao Ministério Público de São Paulo; ele nega qualquer irregularidade.

Uma mulher apresentou, nesta sexta-feira (13), uma denúncia de agressão sexual contra o advogado Frederick Wassef na Ouvidoria das Mulheres do Ministério Público do Estado de São Paulo. Na petição protocolada, a denunciante afirma ter sido vítima de uma tentativa de estupro ocorrida em junho de 2024.
De acordo com o relato apresentado ao órgão, o episódio teria ocorrido durante um encontro entre as partes. A mulher afirma que houve tentativa de violência sexual, motivo pelo qual decidiu formalizar a denúncia junto à Ouvidoria das Mulheres do Ministério Público paulista.
Frederick Wassef é conhecido por sua atuação como advogado ligado à defesa da família do ex-presidente Jair Bolsonaro, tendo participado de casos de grande repercussão no cenário político e jurídico nacional.
Após a divulgação da denúncia, o advogado se manifestou e negou qualquer irregularidade ou conduta ilegal, afirmando que as acusações não correspondem à realidade dos fatos.
O caso deverá passar por análise preliminar do Ministério Público, que poderá avaliar a abertura de procedimentos para apurar as circunstâncias relatadas na denúncia apresentada.
Denúncias registradas na Ouvidoria das Mulheres costumam ser encaminhadas para avaliação das autoridades competentes, podendo resultar em investigações formais caso sejam identificados elementos suficientes para apuração.
A repercussão do caso tende a ganhar atenção pública devido à notoriedade do advogado e à gravidade das acusações apresentadas.
Política
Lula afirma que assessor ligado a Trump está proibido de entrar no Brasil
Presidente diz que Darren Beattie, do Departamento de Estado dos EUA, não tem autorização para ingressar no país

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta sexta-feira (13) que Darren Beattie, assessor sênior do Departamento de Estado do governo de Donald Trump, está proibido de entrar no Brasil. A declaração ocorreu em meio a questionamentos sobre uma possível visita do representante norte-americano ao país.
Segundo Lula, o assessor ligado à administração norte-americana não possui autorização para ingressar em território brasileiro, posição que reforça a decisão do governo federal em relação à presença do representante diplomático.
Darren Beattie atua como assessor sênior em temas relacionados à política externa e assuntos estratégicos envolvendo o Brasil dentro do governo Donald Trump. Nos últimos dias, o nome do assessor passou a circular nos bastidores da diplomacia após indicações de que ele poderia cumprir agenda em Brasília.
A declaração do presidente brasileiro ocorre em um contexto de atenção nas relações diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos, especialmente diante de discussões envolvendo segurança, política internacional e cooperação entre os dois países.
Nos bastidores políticos e diplomáticos, a decisão mencionada por Lula pode gerar repercussão nas relações bilaterais, já que encontros entre representantes dos dois governos costumam ocorrer para tratar de pautas estratégicas envolvendo comércio, política externa e cooperação internacional.
Especialistas em relações internacionais apontam que decisões envolvendo restrições diplomáticas tendem a ser analisadas com cautela, pois podem impactar negociações e o ambiente político entre países.
Até o momento, não foram divulgados detalhes adicionais sobre os motivos específicos que levaram à declaração do presidente nem sobre eventuais desdobramentos diplomáticos envolvendo o caso.
Política
Jaques Wagner sugere novas revelações sobre relação de ACM Neto com Banco Master
Senador afirma que informações sobre ligação entre o ex-prefeito de Salvador e a instituição financeira podem surgir nos próximos dias

O senador Jaques Wagner (PT) indicou que novas revelações envolvendo a relação entre o ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil), e o Banco Master podem vir à tona em breve. A declaração foi feita nesta sexta-feira (13), durante agenda política realizada no município de Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador.
Durante conversa com jornalistas, o líder do governo no Senado comentou que o tema ainda pode ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, o que poderia ampliar o debate político em torno da disputa pelo Governo da Bahia nas eleições de 2026. Segundo Wagner, o assunto tem potencial para gerar repercussão no cenário eleitoral do estado.
O senador também avaliou que qualquer nova informação relacionada ao caso pode impactar diretamente a pré-campanha de ACM Neto, que já é apontado como um dos principais nomes na corrida pelo comando do Palácio de Ondina. Nos bastidores da política baiana, o episódio vem sendo acompanhado de perto por aliados e adversários do ex-prefeito.
A possível ligação entre ACM Neto e o Banco Master, instituição comandada pelo empresário Daniel Vorcaro, tem sido tema de discussões no meio político e financeiro. Embora detalhes adicionais ainda não tenham sido oficialmente divulgados, lideranças políticas aguardam novos esclarecimentos que possam surgir nas próximas semanas.
Com a aproximação do ciclo eleitoral de 2026, declarações e possíveis revelações envolvendo figuras centrais da política baiana tendem a intensificar o clima de disputa, principalmente entre os grupos que hoje polarizam o cenário estadual.
Analistas apontam que o impacto de eventuais novos fatos dependerá do conteúdo das informações e da repercussão pública do caso, especialmente em um momento em que a corrida eleitoral começa a ganhar forma nos bastidores da política da Bahia.
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