Brasil
Juiz suspeito de vender sentenças diz que usou parte de R$ 750 mil com pais de santo
Ivan Lúcio Amarante, alvo da Operação Sisamnes, é investigado por venda de sentenças e alegou que dinheiro recebido da esposa foi usado em sessões religiosas e não tem origem ilícita

O juiz Ivan Lúcio Amarante, da Comarca de Vila Rica (MT), afastado do cargo por ordem do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em defesa prévia à Corregedoria Nacional de Justiça que parte dos R$ 750 mil que recebeu da esposa, Mara Patrícia Nunes Amarante, foi utilizada para seu “desenvolvimento espiritual e religioso”, por meio de sessões com pais de santo.
Amarante é alvo da Operação Sisamnes, que investiga um suposto esquema de corrupção e venda de sentenças judiciais nos tribunais de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul. Segundo os autos, os valores foram transferidos pela esposa do magistrado por meio de 43 depósitos fracionados, entre setembro de 2023 e julho de 2024, conforme apontou a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça.
A Polícia Federal suspeita que os recursos tenham origem em propinas e que Mara atuava como intermediária. Já o juiz defende que sua esposa, empresária, transferiu os valores para custear despesas pessoais, incluindo pagamentos a líderes religiosos em terreiros de São Paulo e Cuiabá.
“Os valores repassados por Mara foram para o meu desenvolvimento espiritual e religioso”, declarou Amarante à Corregedoria.
Em sua justificativa, o magistrado citou nomes como Fernando Cesar Parada, Marcio Ney Dias Ferreira, Silvio Fernandes e Aline Melo da Silva, todos identificados como pais de santo. Alega ainda que os pagamentos foram contemporâneos às transferências da esposa, o que afastaria, segundo ele, a suspeita de ilegalidade ou infração disciplinar.
Amarante também confirmou, em sua defesa, que teve um relacionamento extraconjugal com uma mulher que vive na fronteira com o Uruguai, para quem realizou transferências sob a justificativa de um empréstimo para a compra de um Jeep Renegade.
A investigação identificou que ex-esposas do magistrado também aparecem como sócias de empresas de fachada usadas para movimentação de recursos suspeitos. Jucimara de Souza Amarante, por exemplo, teria transferido R$ 208 mil ao juiz, em 10 repasses fracionados, entre 2022 e 2023. Mônica Araújo Moreira Amarante, outra ex, foi citada por receber R$ 12,5 mil, como parcela de um pagamento via o lobista Roberto Zampieri.
Zampieri, conhecido como o “lobista dos tribunais”, foi assassinado em dezembro de 2023, e sua morte levou à descoberta de diálogos comprometedores com o juiz. Mensagens no celular do advogado indicavam “amizade íntima” entre ele e Amarante, além de supostos acertos envolvendo valores e decisões judiciais.
A Corregedoria Nacional de Justiça contesta a versão apresentada por Amarante, indicando que os depósitos da esposa apresentavam valores idênticos e elevados, desconectados de qualquer atividade empresarial real. Os CNPJs ligados às ex-mulheres também nunca tiveram funcionários registrados e foram encerrados em 2024.
O ministro do STF Cristiano Zanin, relator do caso, determinou o bloqueio de R$ 30 milhões em bens de Amarante e outros investigados. Na oitava fase da Operação Sisamnes, deflagrada no dia 29, cinco suspeitos do assassinato de Zampieri foram presos, apontados como membros do grupo de extermínio “Comando 4”.
Apesar das provas apresentadas, Amarante alega ser alvo de uma “pescaria probatória” e nega qualquer envolvimento com esquema de venda de sentenças. Ele afirma que não recebeu vantagens indevidas e que os diálogos com Zampieri são profissionais ou distorcidos.
“Não posso ser responsabilizado pela irresponsabilidade de advogado que se utilizou do meu nome sem meu conhecimento”, declarou.
A defesa também questiona a legalidade da quebra de sigilo do celular de Zampieri, alegando violação da cadeia de custódia da prova. Em relação às acusações, o juiz diz que está sendo acusado com base em suposições e conjecturas, e que jamais favoreceu o lobista.
Brasil
Governo investiga preços abusivos de combustíveis
Polícia Federal abre inquérito após declaração do ministro da Justiça sobre aumentos injustificados

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, anunciou nesta terça-feira (17) que a Polícia Federal instaurou um inquérito para investigar possíveis práticas abusivas nos preços dos combustíveis em todo o País.
De acordo com o ministro, a medida busca apurar a eventual utilização indevida de fatores externos, como conflitos internacionais, para justificar aumentos acima do razoável. “É inaceitável que a falsa alegação de impacto da guerra seja fator para incremento dos preços”, afirmou, reforçando o posicionamento do governo contra reajustes considerados injustificados.
A investigação da Polícia Federal deverá analisar a cadeia de formação de preços, desde a distribuição até a comercialização nos postos, com o objetivo de identificar possíveis irregularidades ou práticas que prejudiquem o consumidor final.
Nos bastidores, a abertura do inquérito é vista como uma resposta direta às recentes oscilações nos valores dos combustíveis, que vêm impactando o custo de vida e a inflação. A expectativa é que as apurações possam resultar em medidas mais rigorosas contra abusos no setor, caso sejam confirmadas irregularidades.
O tema tem ganhado destaque nacional, sobretudo diante da sensibilidade do mercado de combustíveis e de seu efeito direto sobre a economia e o transporte no Brasil.
Brasil
Moraes determina transferência de Brazão e Rivaldo Barbosa
Ministro do STF ordena que os dois passem a cumprir pena no presídio de Gericinó, no Rio de Janeiro, conhecido como Bangu 8.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou no sábado (14) a transferência de Domingos Brazão e de Rivaldo Barbosa para o Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, localizado no complexo penitenciário de Gericinó, no Rio de Janeiro.
A unidade prisional, conhecida popularmente como Bangu 8, faz parte do sistema administrado pela Secretaria de Administração Penitenciária do Rio de Janeiro e integra o conjunto de estabelecimentos penais do Complexo de Gericinó, considerado um dos maiores do estado.
A decisão do ministro estabelece que os dois passem a cumprir pena no Presídio Pedrolino Werling de Oliveira, local destinado principalmente à custódia de presos envolvidos em processos de grande repercussão ou com foro privilegiado.
Segundo a determinação judicial, a transferência busca adequar o local de cumprimento da pena às condições estabelecidas pela Justiça, garantindo o acompanhamento pelas autoridades responsáveis pelo sistema penitenciário fluminense.
O complexo de Gericinó reúne diversas unidades prisionais e é considerado um dos principais centros do sistema carcerário do estado do Rio de Janeiro, recebendo detentos de diferentes perfis e processos judiciais.
A decisão do STF reforça o papel do tribunal na condução de casos de grande relevância nacional, especialmente aqueles que envolvem autoridades públicas, investigações sensíveis e repercussão política e institucional.
Com a transferência determinada, o sistema penitenciário do Rio de Janeiro passa a ser responsável pela custódia dos dois detentos, seguindo as normas de segurança e acompanhamento previstas pela legislação brasileira.
Brasil
Maioria dos brasileiros apoia fim da escala 6×1, aponta pesquisa
Levantamento do Instituto Datafolha mostra que 71% da população defendem a redução da jornada semanal de trabalho, enquanto 27% são contrários à mudança.

Uma pesquisa divulgada pelo Instituto Datafolha no sábado (14) revelou que a maioria dos brasileiros apoia mudanças na jornada de trabalho no país, especialmente o fim da escala 6×1, modelo em que o trabalhador atua seis dias seguidos e descansa apenas um.
De acordo com o levantamento, 71% dos brasileiros defendem a redução do tempo semanal de trabalho, indicando um forte apoio popular à revisão das atuais regras da jornada laboral. Por outro lado, 27% dos entrevistados afirmaram ser contra a diminuição da carga de trabalho semanal, demonstrando que o tema ainda gera debate entre diferentes setores da sociedade.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 5 de março, ouvindo 2.004 pessoas com idade a partir de 16 anos em 137 municípios espalhados pelo país. Segundo o instituto, o estudo possui margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O resultado reforça a crescente discussão nacional sobre novos modelos de jornada de trabalho, tema que tem ganhado espaço em debates políticos, empresariais e sindicais. Especialistas apontam que a possível revisão da escala tradicional poderia impactar diretamente a qualidade de vida dos trabalhadores, produtividade das empresas e organização do mercado de trabalho brasileiro.
Nos últimos anos, propostas para reduzir a jornada semanal e rever o sistema 6×1 têm sido discutidas em diferentes esferas, incluindo o Congresso Nacional, além de mobilizações nas redes sociais e movimentos trabalhistas que defendem maior equilíbrio entre vida profissional e pessoal.
Diante do amplo apoio identificado pela pesquisa, o tema tende a permanecer no centro das discussões sobre direitos trabalhistas, modernização das relações de trabalho e políticas públicas voltadas ao bem-estar da população.
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