Mundo
Ataque noturno russo mata um e fere sete na Ucrânia
Prefeito da cidade de Kharkiv relata mais de 40 explosões em uma única madrugada e alerta para drones ainda em atividade

Kharkiv, a segunda maior cidade da Ucrânia, foi alvo de um violento ataque russo na madrugada deste sábado (7), resultando em pelo menos uma morte e sete feridos, segundo informações oficiais. O prefeito Ihor Terekhov classificou a ofensiva como “o ataque mais poderoso desde o início da guerra em larga escala”.
As explosões começaram por volta das 3h (horário local) e se estenderam por mais de uma hora e meia. “Kharkiv está sofrendo o ataque mais poderoso desde o início da guerra”, escreveu Terekhov no Telegram. Segundo ele, o bombardeio envolveu mísseis, drones e bombas guiadas, atingindo simultaneamente vários pontos da cidade.
Ao menos 40 explosões foram ouvidas em sequência, o que causou pânico entre os moradores. Os drones russos continuaram sobrevoando a cidade mesmo após os ataques iniciais, mantendo o nível de ameaça em alta. “A ameaça continua”, alertou o prefeito.
Um dos mísseis atingiu diretamente um edifício residencial no distrito de Kyivskyi, causando a morte de um civil e ferindo outro. Outros seis moradores ficaram feridos no centro da cidade. O governador regional, Oleg Synegubov, afirmou que as equipes médicas seguem prestando os atendimentos emergenciais necessários.
A cidade de Kharkiv já havia sofrido outros bombardeios nesta semana. Na quinta-feira, ao menos 18 pessoas — incluindo quatro crianças — ficaram feridas, e um bloco de apartamentos pegou fogo após ser atingido por mísseis russos.
O ataque ocorre num momento em que a Rússia intensifica sua ofensiva militar e as negociações diplomáticas seguem estagnadas. A última rodada de conversas entre Moscou e Kiev foi realizada em Istambul, mas sem avanços concretos para um cessar-fogo.
Enquanto isso, a Ucrânia tem pressionado por uma trégua de 30 dias, proposta que vem sendo rejeitada pelo Kremlin. Na semana anterior, o presidente Vladimir Putin prometeu retaliações mais duras após um ataque ucraniano com drones destruir aeronaves militares com capacidade nuclear em território russo.
Desde o início da invasão russa, em fevereiro de 2022, milhares de civis e militares morreram, milhões foram deslocados e vastas regiões do país foram devastada
Mundo
Parlamento Europeu congela acordo comercial entre União Europeia e Estados Unidos
Decisão é anunciada após tensão diplomática envolvendo ameaça de anexação da Groenlândia

O Parlamento Europeu decidiu congelar o acordo comercial firmado entre a União Europeia e os Estados Unidos, medida anunciada nesta terça-feira (20) por Iratxe García Pérez, presidente do Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas (S&D), a segunda maior bancada da Casa.
Segundo García Pérez, a suspensão do acordo firmado no ano passado ocorre como retaliação às recentes declarações do presidente Donald Trump, que manifestou interesse em anexar a Groenlândia aos EUA. O território, embora autônomo, mantém vínculo histórico e administrativo com a Dinamarca, país-membro da União Europeia.
A decisão do Parlamento Europeu foi recebida como um sinal de endurecimento nas relações diplomáticas entre os blocos, que já vinham enfrentando divergências comerciais e políticas. Para parlamentares europeus, a ameaça de anexação representa uma violação inaceitável da soberania de um território ligado a um Estado europeu, justificando a interrupção imediata das negociações.
O congelamento do acordo deve impactar setores estratégicos, especialmente comércio, investimentos e cooperação regulatória. A expectativa é de que novas discussões ocorram nas próximas semanas, enquanto a União Europeia aguarda uma posição oficial do governo norte-americano sobre o episódio.
Mundo
EUA ampliam lista de países convidados para integrar o “Conselho da Paz”
Iniciativa liderada por Washington inclui novos chefes de Estado para atuar na transição política e reconstrução da Faixa de Gaza

O governo dos Estados Unidos anunciou a ampliação da lista de países convidados a integrar o “Conselho da Paz”, mecanismo criado por Washington com o objetivo de liderar a transição política, garantir a segurança e coordenar a reconstrução da Faixa de Gaza. A iniciativa busca fortalecer a cooperação internacional diante do cenário de instabilidade na região.
Segundo informações divulgadas, o presidente dos EUA, Donald Trump, decidiu incluir novos líderes globais no grupo, ampliando o alcance diplomático da proposta. Entre os nomes convidados estão o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente Javier Milei (Argentina), o presidente Recep Tayyip Erdogan (Turquia), o presidente Abdel Fattah al-Sisi (Egito) e o primeiro-ministro Mark Carney (Canadá).
A expansão do Conselho reflete o interesse norte-americano em envolver diferentes perspectivas políticas e regionais no processo de reconstrução de Gaza, especialmente em um momento em que a comunidade internacional discute caminhos para estabilizar a área e promover ações humanitárias.
A participação dos novos países ainda depende de confirmações formais, mas a iniciativa já repercute no cenário diplomático global, abrindo espaço para debates sobre governança, segurança e cooperação multilateral no Oriente Médio.
Mundo
Brasil quer falar sobre Venezuela no Conselho de Segurança da ONU, citando soberania e direito
Governo prepara manifestação firme em defesa do direito internacional, sem citar diretamente Maduro ou Donald Trump

O governo brasileiro deve solicitar a palavra na sessão extraordinária do Conselho de Segurança da ONU, marcada para esta segunda‑feira (5), para tratar da captura do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e de sua esposa, Cilia Flores, durante operação conduzida pelos Estados Unidos em Caracas na madrugada de sábado (3). Embora não ocupe assento permanente no colegiado, o Brasil pretende se manifestar com base nas regras que permitem intervenções de países não membros.
A fala brasileira deve seguir a linha adotada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que divulgou nota conjunta com Espanha e países latino‑americanos condenando violações ao direito internacional. O discurso, segundo fontes diplomáticas, será forte e crítico, mas sem mencionar nominalmente nem o ditador venezuelano nem o presidente dos EUA, Donald Trump — estratégia já adotada em posicionamentos anteriores.
A orientação do Itamaraty é reforçar a defesa da soberania dos Estados, do multilateralismo e da necessidade de respeito às normas internacionais, independentemente de quem esteja envolvido no conflito. O Brasil pretende destacar que ações militares unilaterais representam riscos para a estabilidade regional e criam precedentes perigosos para a comunidade internacional.
A crise desencadeada pela captura de Maduro reacendeu tensões diplomáticas e mobilizou governos latino‑americanos, que buscam evitar uma escalada de confrontos e defender soluções pacíficas. A participação brasileira no Conselho de Segurança reforça o esforço do país em se posicionar como voz ativa na defesa do diálogo e da legalidade internacional.
Política6 dias atrásEsposa de Alexandre de Moraes é internada e passa por colocação de stents em SP
Política5 dias atrásLídice da Mata nega aproximação do PSB com ACM Neto
Brasil3 dias atrásA relativização do estupro de vulnerável: riscos, limites e a proteção integral da dignidade sexual
Bahia2 dias atrásDesembargador aposentado Carlos Alberto Dultra Cintra morre aos 82 anos
Política2 dias atrásLula cita envio de informações aos EUA sobre empresário brasileiro
Política3 dias atrásRui Costa critica Angelo Coronel após recusa em permanecer na base governista
Política1 dia atrásZanin vota por condenação dos irmãos Brazão no caso Marielle
Política4 dias atrásLula desembarca na Coreia do Sul para segunda etapa de viagem pela Ásia














