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Política

Lula cobra criação de Estado Palestino e critica ações militares no Oriente Médio

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Lula participa da cúpula do Brics Foto: Pedro Kirilos

Durante a abertura da Cúpula do Brics, realizada nesta semana no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a criação de um Estado Palestino nos moldes das fronteiras de 1967 como caminho necessário para a paz no Oriente Médio. Em um discurso marcado por duras críticas, Lula condenou tanto os ataques terroristas promovidos pelo Hamas quanto o que classificou como “genocídio praticado por Israel em Gaza”.
O evento, que reúne países do bloco Brics sob o tema “Paz e Segurança e Reforma da Governança Global”, foi palco para o presidente brasileiro reiterar sua posição sobre o conflito na Faixa de Gaza. “Nada justifica as ações terroristas cometidas pelo Hamas, mas não podemos permanecer indiferentes à matança indiscriminada de civis inocentes e ao uso da fome como arma de guerra por Israel”, disse Lula.

Críticas indiretas aos EUA e alerta sobre instabilidade global

Sem citar diretamente os Estados Unidos, o presidente acusou intervenções militares sem respaldo legal internacional de agravarem crises em regiões como Afeganistão, Iraque, Líbia e Síria. “As consequências dessas ações para a estabilidade do Oriente Médio e do Norte da África foram desastrosas e até hoje são sentidas”, afirmou.

A menção ao Irã, novo integrante do Brics e alvo recente de ataques americanos, também ganhou destaque. Lula defendeu a soberania iraniana e criticou a escalada de tensões provocada por ações unilaterais. O presidente disse que o Brasil também se posicionou contra violações à integridade territorial da Ucrânia, reforçando a necessidade de negociações diretas para um cessar-fogo e a construção de uma paz duradoura.

“O Grupo de Amigos da Paz, formado por Brasil e China, está empenhado em buscar saídas viáveis para os conflitos, com o envolvimento do Sul Global como ator legítimo nas soluções multilaterais”, destacou.

Reforma da ONU é tema central

No centro do discurso, Lula voltou a cobrar uma reforma profunda no Conselho de Segurança da ONU. Segundo ele, a atual composição da organização não reflete mais o cenário geopolítico do século XXI. “É mais do que uma questão de justiça. É garantir a sobrevivência da própria ONU. A governança internacional precisa ser atualizada”, disse.

Para o presidente, a inclusão de novos membros permanentes de regiões como Ásia, África, América Latina e Caribe é fundamental para tornar o Conselho mais representativo, eficaz e democrático. Ele também criticou a inércia da comunidade internacional diante de crises humanitárias graves e o vácuo de poder que favorece o avanço do terrorismo.

“A ideologia do ódio não pode ser associada a nenhuma religião ou nacionalidade. Precisamos reafirmar os valores da convivência pacífica e da cooperação multilateral”, defendeu.

Apesar das críticas, Lula reconheceu o papel histórico da ONU na promoção da paz, no processo de descolonização e na mediação de conflitos, classificando-a como “central” para o equilíbrio internacional.

Redação Saiba+

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Política

Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula

Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

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Motta enviou PEC para a CCJ e desafiou urgência constitucional proposta pelo Planalto para tratar do fim da escala 6x1 | Bnews - Divulgação Ricardo Stuckert

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.

Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.

O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.

A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.

Redação Saiba+

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Política

Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos

Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

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Durante o lançamento do programa 'Rouanet no Interior', Margareth Menezes se defendeu das acusações sobre o uso da lei | Bnews - Divulgação Devid Santana

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.

Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.

A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.

Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.

O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.

Redação Saiba+

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Política

Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida

Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

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Jerônimo afirmou que o time ainda está sendo montado e que tudo deve ficar pronto até março | Bnews - Divulgação BNEWS

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.

Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.

O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.

A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.

Redação Saiba+

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