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Brasil

Trump impõe tarifa de 50% sobre produtos do Brasil e acusa STF de censura

Medida entra em vigor em agosto e é justificada por Trump como resposta ao julgamento de Bolsonaro e ações do Supremo contra big techs dos EUA

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O presidente dos EUA, Donald Trump Foto: Evan Vucci/AP

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta quarta-feira (9) uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros exportados aos EUA, com vigência a partir de 1º de agosto. A decisão é a mais severa entre as anunciadas esta semana em cartas enviadas a diferentes países. Segundo Trump, a medida responde à forma como o Brasil vem tratando o ex-presidente Jair Bolsonaro e às ações do Supremo Tribunal Federal (STF) contra empresas de tecnologia norte-americanas.

Em comunicado oficial, Trump classificou o julgamento de Bolsonaro como “uma desgraça internacional” e afirmou que o processo judicial seria uma “caça às bruxas que deve terminar imediatamente”. Ele também criticou o que chamou de “ordens de censura secretas e ilegais” do STF contra redes sociais americanas, supostamente acompanhadas de ameaças de multas milionárias e expulsão do mercado brasileiro.

Além das críticas políticas, Trump justificou a sanção alegando que a relação comercial com o Brasil tem sido “há muito tempo injusta”, com barreiras tarifárias e não tarifárias impostas ao mercado norte-americano. “Nossa relação tem estado longe de ser recíproca”, afirmou.

A nova tarifa de 50% será aplicada a todos os produtos brasileiros, incluindo aqueles que eventualmente sejam redirecionados por terceiros para tentar escapar da cobrança. O governo americano também anunciou a abertura de uma investigação formal sob a Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, usada pelos EUA para reagir a práticas consideradas desleais por parceiros comerciais.

Trump acrescentou que empresas brasileiras poderão evitar as novas taxas se transferirem suas operações para o território americano.

A medida ocorre em meio a uma escalada de declarações do republicano em defesa de Bolsonaro. Na noite de terça-feira (8), Trump voltou a se pronunciar na rede Truth Social: “Deixem o grande ex-presidente do Brasil em paz. CAÇA ÀS BRUXAS!”. É a segunda vez em dois dias que o presidente americano defende publicamente o ex-chefe do Executivo brasileiro, atualmente réu por tentativa de golpe de Estado.

O anúncio de Trump foi precedido por uma fala durante almoço com líderes africanos na Casa Branca, quando declarou: “O Brasil não tem sido bom para nós”, antecipando que novas tarifas seriam reveladas até esta quinta (10).

Em resposta às declarações, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou na segunda-feira (7) que o Brasil é um país soberano e não aceita tutelas de quem quer que seja. Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tratou a fala de Trump com cautela, dizendo que há um “grau de incerteza” nas declarações e que será necessário acompanhamento técnico junto ao governo dos EUA.

Além do Brasil, outros países também foram alvo de novas tarifas nesta quarta-feira. Trump anunciou alíquotas de 30% sobre o Sri Lanka, além de sanções comerciais contra Argélia, Filipinas, Líbia, Iraque, Moldávia e Brunei.

Redação Saiba+

Brasil

Moraes pede manifestação da PGR sobre Smart TV, pastor e livros para Bolsonaro

Defesa solicita Smart TV, remição de pena por leitura e assistência religiosa ao ex-presidente

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O ex-presidente da República Jair Messias Bolsonaro que está preso na superintendência da Polícia Federal. Foto: Wilton Junior

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira, 9, que a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifeste, no prazo de cinco dias, sobre três solicitações apresentadas pela defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Os pedidos envolvem o acesso a uma Smart TV, a participação no programa de remição de pena por leitura e a autorização para receber assistência religiosa durante o período em que permanece preso.

Segundo a defesa, a disponibilização de uma Smart TV permitiria que Bolsonaro acompanhasse conteúdos jornalísticos e informativos, considerados essenciais para manter o vínculo com a atualidade política e social do país. O equipamento seria fornecido pela própria família do ex-presidente.

Outro ponto destacado é a inclusão de Bolsonaro no programa de remição de pena por leitura, previsto na Lei de Execução Penal. A iniciativa possibilita a redução de dias da pena mediante a leitura de obras literárias e a entrega de relatórios avaliativos, prática já adotada em diversas unidades prisionais do país.

Além disso, os advogados solicitaram autorização para que Bolsonaro receba acompanhamento espiritual regular, indicando nomes de líderes religiosos responsáveis pelo atendimento. A defesa argumenta que o direito à liberdade religiosa deve ser plenamente assegurado, mesmo em contexto de custódia.

A decisão de Moraes reforça a necessidade de manifestação formal da PGR antes de qualquer deliberação sobre os pedidos, que têm gerado ampla repercussão política e jurídica.

Redação Saiba+

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Brasil

Moraes mantém prisão preventiva de Domingos Brazão, acusado de mandar matar Marielle

Decisão de Alexandre de Moraes reforça investigação sobre mandantes do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes

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O conselheiro do TCE-RJ Domingos Brazão foi preso em 2024 pela Polícia Federal (PF), acusado de mandar matar a vereadora Marielle Franco. Foto: Câmara dos Deputado

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu nesta quinta-feira, 8, manter a prisão preventiva do conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), Domingos Brazão. Ele é acusado de ser um dos mandantes do assassinato da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, crime que completou seis anos e segue mobilizando autoridades e a sociedade civil.

Na decisão, Moraes destacou a gravidade dos fatos investigados e a necessidade de preservar a integridade das apurações, considerando o risco de interferência no processo caso Brazão fosse solto. O ministro também ressaltou que a manutenção da prisão é fundamental para garantir a segurança de testemunhas e o avanço das investigações conduzidas pela Polícia Federal.

Domingos Brazão está afastado do TCE-RJ desde que seu nome passou a figurar entre os principais suspeitos de envolvimento no planejamento do crime. As investigações apontam para uma possível estrutura organizada por trás do atentado, o que reforça a importância de medidas cautelares rigorosas.

A decisão do STF representa mais um capítulo na busca por responsabilização completa dos envolvidos no assassinato que chocou o país e ganhou repercussão internacional. O caso segue em andamento, com novas diligências previstas para os próximos meses.

Redação Saiba+

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URGENTE: Lula veta PL da Dosimetria de forma integral

Decisão foi anunciada em cerimônia que marcou três anos dos ataques aos Três Poderes; Congresso analisará manutenção ou derrubada do veto.

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Lula já tinha adiantado que vetaria o PL da Dosimetria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, na manhã desta quinta‑feira (8), o veto integral ao projeto conhecido como PL da Dosimetria, que previa a redução das penas aplicadas aos condenados pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A assinatura do veto ocorreu durante uma cerimônia oficial organizada pelo governo para marcar os três anos dos ataques que resultaram na invasão e depredação dos prédios dos Três Poderes, em Brasília. Segundo o governo, a decisão reforça o compromisso com a responsabilização dos envolvidos e com a defesa da ordem democrática.

Com o veto, o texto retorna ao Congresso Nacional, que terá a prerrogativa de manter ou derrubar a decisão presidencial. A análise será feita em sessão conjunta entre Senado e Câmara, em data ainda a ser definida. Parlamentares de diferentes bancadas já sinalizam articulações tanto para sustentar quanto para rejeitar o veto.

A medida reacende o debate político sobre os desdobramentos jurídicos dos atos de 8 de janeiro e sobre o papel do Legislativo na revisão de decisões que envolvem crimes contra o Estado democrático de direito.

Redação Saiba+

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