Política
Alcolumbre e Motta se calam após tarifa de Trump contra o Brasil
Principais líderes do Congresso Nacional evitam comentar ofensiva de Trump que cita Bolsonaro e impõe sobretaxa de 50% ao Brasil

Os presidentes das duas Casas do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no Senado, e Hugo Motta (Republicanos-PB), na Câmara, não se manifestaram publicamente após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma sobretaxa de 50% sobre todos os produtos brasileiros. A medida, justificada por Trump como uma resposta à perseguição contra Jair Bolsonaro, repercutiu intensamente no meio político e diplomático.
O anúncio da tarifa foi feito por Trump na tarde de quarta-feira (9), por meio de uma carta direcionada ao governo brasileiro, em que ele acusa o Brasil de “ataques insidiosos às eleições livres e aos direitos fundamentais de liberdade de expressão”. A ofensiva incluiu a menção direta ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que enfrenta processos no Supremo Tribunal Federal (STF) e foi declarado inelegível em 2023.
Apesar da movimentação em diversos setores — com reações imediatas de parlamentares, ministros do governo Lula (PT), representantes do Judiciário e de entidades econômicas — as principais lideranças do Congresso optaram pelo silêncio.
Hugo Motta, que presidiu a sessão da Câmara nesta quarta-feira, não mencionou o assunto durante os trabalhos legislativos, tampouco respondeu às perguntas da imprensa após a sessão. Já Davi Alcolumbre, mesmo presente em Brasília, não participou da sessão do Senado e também evitou qualquer posicionamento sobre o tema, mesmo após ser procurado.
Enquanto isso, o presidente Lula e o presidente do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, conversaram por telefone na noite de quarta-feira para tratar da reação institucional diante do gesto de Trump, que foi seguido de uma nota da Embaixada dos EUA reforçando a acusação de perseguição política contra Bolsonaro — classificada por diplomatas como “vergonhosa e desrespeitosa às tradições democráticas brasileiras”.
A tarifa de 50% é a mais alta entre as 21 anunciadas por Trump nesta semana, e entrou no contexto da retaliação econômica e ideológica aos países que, segundo o republicano, adotam políticas “antiamericanas”. A carta de Trump foi devolvida oficialmente pelo Itamaraty, por conter inverdades sobre a atuação das instituições brasileiras.
Política
Hugo Motta nega disputa por protagonismo com governo Lula
Presidente da Câmara afirma que debate sobre o fim da escala 6×1 não envolve rivalidade política

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos‑PB), afirmou nesta quinta-feira (26) que não existe qualquer “briga de ego” entre o Legislativo e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em relação ao debate sobre o fim da escala 6×1. A declaração ocorre em meio ao avanço das discussões sobre mudanças na jornada de trabalho, tema que mobiliza parlamentares, centrais sindicais e setores empresariais.
Segundo Motta, a Câmara tem atuado de forma institucional e responsável, buscando construir um texto equilibrado e que considere os impactos econômicos e sociais da proposta. Ele destacou que o diálogo com o Executivo permanece aberto e que não há disputa por protagonismo, mas sim a intenção de garantir segurança jurídica e previsibilidade para trabalhadores e empregadores.
O presidente da Câmara também reforçou que o tema exige maturidade política e análise técnica, já que envolve mudanças estruturais nas relações de trabalho. Motta afirmou que o Parlamento seguirá conduzindo o debate com transparência e ouvindo todos os setores envolvidos.
A discussão sobre o fim da escala 6×1 deve continuar nas próximas semanas, com expectativa de novas audiências e articulações entre líderes partidários.
Política
Margareth Menezes defende Lei Rouanet e lança programa para interiorizar recursos
Ministra rebate críticas e anuncia iniciativa que amplia acesso de produtores culturais do interior à principal lei de incentivo do país

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, se posicionou nesta quinta-feira (26) sobre as críticas envolvendo o uso da Lei Rouanet em apresentações artísticas. A manifestação ocorreu durante o lançamento do programa “Rouanet no Interior”, em Salvador, iniciativa que busca ampliar o acesso de produtores culturais de cidades do interior aos recursos de incentivo federal.
Durante o evento, Margareth destacou que a Lei Rouanet é um dos principais instrumentos de fomento à cultura no Brasil e que tem sido alvo de interpretações equivocadas. Segundo ela, o mecanismo é fundamental para garantir a circulação de espetáculos, a formação de público e a sustentabilidade econômica de artistas e grupos culturais.
A ministra ressaltou que o novo programa tem como objetivo descentralizar investimentos, permitindo que municípios fora dos grandes centros também tenham condições de desenvolver projetos culturais. A proposta inclui ações de capacitação, orientação técnica e apoio à elaboração de projetos, fortalecendo a cadeia produtiva da cultura no interior do país.
Margareth também enfatizou que o Ministério da Cultura vem adotando medidas para aperfeiçoar a transparência e a fiscalização dos projetos aprovados, assegurando que os recursos sejam aplicados de forma responsável e com impacto social.
O lançamento do “Rouanet no Interior” marca mais um passo na estratégia do governo federal de democratizar o acesso às políticas culturais e reduzir desigualdades regionais no setor.
Política
Jerônimo diz que chapa governista ainda não está definida
Governador afirma que composição eleitoral será fechada até março e que conversas continuam em andamento

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou nesta quinta-feira (26) que a chapa governista para as eleições deste ano ainda não está definida. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio A TARDE FM, onde o chefe do Executivo destacou que o grupo político segue em fase de construção e alinhamento interno.
Segundo Jerônimo, as articulações envolvem partidos aliados, lideranças regionais e representantes de diferentes setores da base. Ele reforçou que o processo está sendo conduzido com cautela e diálogo, e que a expectativa é de que tudo esteja concluído até março, prazo considerado estratégico para o planejamento eleitoral.
O governador também ressaltou que a definição da chapa deve refletir equilíbrio político, representatividade e compromisso com o projeto de continuidade da gestão estadual. Nos bastidores, nomes cotados seguem sendo avaliados, mas Jerônimo evitou antecipar decisões ou confirmar indicações.
A indefinição mantém o cenário aberto dentro da base governista, que trabalha para consolidar alianças e fortalecer a estratégia para o pleito deste ano.
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