Brasil
STF cogitou prisão preventiva de Bolsonaro após sanções anunciadas por Trump
Ministros viram indícios de obstrução da Justiça e avaliaram a detenção do ex-presidente, mas optaram pela tornozeleira eletrônica para evitar ruptura interna e discurso de perseguição

A tensão entre o Judiciário brasileiro e o governo dos Estados Unidos após as recentes sanções anunciadas pelo ex-presidente Donald Trump teve repercussões diretas no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo apuração, ministros da Corte chegaram a cogitar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro (PL) diante do agravamento da crise e da possibilidade de fuga do ex-presidente.
A hipótese surgiu após Trump anunciar a aplicação de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros, justificando a medida com base no julgamento que envolve Bolsonaro por sua suposta participação em uma trama golpista. Para ministros do STF, essa decisão representaria uma tentativa de coação direta contra o tribunal e uma interferência internacional no processo judicial brasileiro.
“O Brasil terá uma longa semana a partir do dia 21”, teria afirmado um membro do Departamento de Estado americano a aliados bolsonaristas, conforme relato divulgado.
Na avaliação de dois ministros ouvidos sob reserva, a iniciativa de Trump e as articulações internacionais lideradas por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) configurariam obstrução de Justiça, o que poderia justificar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro. No entanto, prevaleceu o entendimento de que a adoção de uma medida alternativa — como a tornozeleira eletrônica — seria mais adequada neste momento.
O receio de que uma ordem de prisão pudesse dividir a Corte e fortalecer o discurso de vitimização política por parte dos bolsonaristas pesou na decisão. Magistrados acreditam que a tornozeleira tem efeito prático semelhante, sem gerar o mesmo desgaste institucional.
“A tornozeleira surgiu como alternativa legítima à prisão, diante dos indícios de que Bolsonaro poderia fugir”, afirmou um dos ministros.
A apreensão de dólares na casa do ex-presidente e as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro tratando de sanções em articulação com o governo americano foram consideradas indícios concretos de possível tentativa de fuga e pressão sobre o STF.
Na decisão que determinou o uso da tornozeleira eletrônica, o ministro Alexandre de Moraes destacou que as tarifas impostas por Trump tinham como finalidade “criar uma grave crise econômica no Brasil, para gerar uma pressão política e social no Poder Judiciário.”
Além disso, Moraes citou diretamente as declarações públicas de Eduardo Bolsonaro:
“O investigado Eduardo Nantes Bolsonaro afirmou, publicamente, em suas redes sociais, que sua intermediação com o governo estrangeiro resultou no anúncio do presidente dos Estados Unidos da América em que impôs uma tarifa de 50% sobre todos os produtos brasileiros importados.”
As publicações nas redes sociais de Jair Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e do próprio Trump foram utilizadas como base para o pedido da Polícia Federal (PF) e da Procuradoria-Geral da República (PGR) que subsidiaram a operação de sexta-feira (18). Segundo Moraes, as falas públicas representam “claros e expressos atos executórios e flagrantes confissões da prática dos atos criminosos.”
A fuga da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) também foi mencionada internamente como exemplo de risco real e justificativa para adotar medidas cautelares antes que se repita uma evasão de réus relevantes.
Com a confirmação das medidas pela Primeira Turma do STF, que obteve maioria para manter a tornozeleira e outras restrições, a Corte busca consolidar uma resposta institucional unificada, mesmo diante da crescente pressão externa.
Brasil
Moraes manda PF devolver equipamentos a jornalista investigado
Decisão do STF envolve apuração sobre suposta perseguição contra o ministro Flávio Dino

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou que a Polícia Federal devolva os equipamentos apreendidos do jornalista Luís Pablo Conceição Almeida, no âmbito de uma investigação em andamento.
O profissional é alvo de apuração por suposto crime de perseguição contra o ministro Flávio Dino, integrante da Corte. A decisão de Moraes não encerra o caso, mas estabelece que os itens recolhidos durante as diligências sejam restituídos ao jornalista, mantendo o curso normal das investigações.
A medida foi interpretada por especialistas como um gesto de equilíbrio entre a continuidade da apuração e a preservação de direitos individuais, especialmente no que diz respeito ao exercício da atividade jornalística e ao uso de ferramentas de trabalho.
Nos bastidores, a decisão reforça o entendimento do STF de que ações investigativas devem respeitar limites legais, mesmo em casos sensíveis envolvendo autoridades públicas. Ainda assim, o inquérito segue sob responsabilidade das autoridades competentes, com análise de provas e possíveis desdobramentos judiciais.
O caso chama atenção por envolver liberdade de imprensa, atuação institucional e segurança de autoridades, temas que frequentemente geram debate no cenário jurídico e político nacional.
A Polícia Federal ainda não detalhou o cronograma para a devolução dos equipamentos, mas deverá cumprir a determinação dentro dos prazos estabelecidos pelo Supremo.
Brasil
Governo recebe caminhoneiros para discutir demandas
Ministro Guilherme Boulos se reúne com representantes da categoria para tratar de combustível, frete e condições de trabalho

O ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, recebe nesta quarta-feira (25) representantes dos caminhoneiros no Palácio do Planalto, em Brasília. O encontro tem como foco principal discutir as demandas urgentes da categoria, que enfrenta desafios crescentes no setor de transporte rodoviário.
A reunião foi confirmada pelo próprio ministro e deve abordar temas considerados prioritários pelos profissionais da estrada. Entre os principais pontos estão o alto preço dos combustíveis, o valor do frete e as condições de trabalho nas rodovias brasileiras, questões que impactam diretamente a renda e a rotina dos caminhoneiros.
Nos bastidores, a expectativa é de que o diálogo avance na construção de soluções que tragam maior equilíbrio ao setor. A categoria cobra medidas concretas para reduzir custos operacionais e garantir maior previsibilidade nos ganhos, especialmente diante das oscilações do mercado e dos custos logísticos.
O encontro também sinaliza uma tentativa do governo federal de manter o diálogo aberto com os caminhoneiros, grupo estratégico para a economia nacional. O transporte de cargas é responsável por grande parte da circulação de mercadorias no país, o que torna as reivindicações da categoria um tema sensível para a gestão pública.
Analistas avaliam que a reunião pode representar um passo importante para evitar tensões e possíveis paralisações. A busca por consenso entre governo e trabalhadores é vista como essencial para garantir estabilidade no abastecimento e no setor logístico brasileiro.
Brasil
TJBA terá nova inspeção da Corregedoria Nacional em abril
Procedimento vai avaliar setores administrativos, judiciais e cartórios entre os dias 6 e 10

O Tribunal de Justiça da Bahia já tem data definida para passar por uma nova inspeção conduzida pela Corregedoria Nacional de Justiça. A ação ocorrerá entre os dias 6 e 10 de abril, conforme estabelece a Portaria nº 12, assinada pelo ministro Mauro Campbell Marques.
A inspeção abrangerá setores administrativos e judiciais da Corte baiana, além das serventias extrajudiciais, como os cartórios. O objetivo é verificar o funcionamento das atividades, identificar possíveis falhas e promover melhorias na prestação de serviços à população.
Esse tipo de procedimento faz parte das atribuições da Corregedoria, ligada ao Conselho Nacional de Justiça, e tem como foco garantir mais transparência, eficiência e regularidade no Judiciário brasileiro. Durante o período, equipes técnicas irão analisar rotinas internas, produtividade e cumprimento de normas.
A expectativa é que a inspeção contribua para o aperfeiçoamento dos serviços prestados pelo TJBA, fortalecendo a confiança da sociedade no sistema de Justiça. Relatórios com recomendações e eventuais determinações poderão ser emitidos após a conclusão dos trabalhos, orientando ajustes necessários.
A iniciativa reforça o papel fiscalizador do CNJ e evidencia a importância de monitoramento contínuo nos tribunais estaduais, especialmente em um cenário de crescente demanda por celeridade e qualidade nos processos judiciais.
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