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Política

Eduardo Bolsonaro descarta renúncia

Deputado diz que vai manter mandato e afirma ter apoio para seguir na Câmara mesmo longe do Brasil

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) durante sessão na Câmara - Zeca Ribeiro/Câmara dos Deputados

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou neste domingo (20) que não pretende renunciar ao mandato, mesmo estando fora do país desde março. Em live transmitida de Washington, o parlamentar declarou que vai seguir no cargo por pelo menos mais três meses, aproveitando brechas no regimento da Câmara dos Deputados.

“Eu não vou fazer nenhum tipo de renúncia. Se eu quiser, consigo levar meu mandato, pelo menos, até os próximos três meses”, disse Eduardo, que está nos Estados Unidos em uma ofensiva diplomática contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente Alexandre de Moraes, a quem acusa de perseguição política contra seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.

A licença de 120 dias que havia solicitado ao Congresso termina neste domingo, mas o recesso parlamentar e o limite de faltas permitido pela Casa dão margem para que ele continue como deputado sem comparecer ao plenário imediatamente. Segundo a Câmara, o retorno ao mandato é automático, e o salário de R$ 46,3 mil volta a ser depositado caso ele não oficialize a renúncia até esta segunda-feira (21).

Mesmo ausente, Eduardo Bolsonaro não corre risco de perder o mandato de imediato. Pela regra vigente, a perda do cargo só ocorre caso o número de faltas ultrapasse um terço das sessões do ano. Até agora, o deputado tem quatro faltas não justificadas registradas.

Na semana passada, ele chegou a admitir a possibilidade de abrir mão do cargo, mas recuou. “Se eu voltar agora, o Alexandre vai me prender”, afirmou à Folha. “Tenho a opção de não renunciar, deixar o tempo correr e perder o mandato por falta”, completou.

Durante sua estadia nos EUA, Eduardo tem atuado para impor sanções a ministros do STF, com apoio de aliados internacionais. Neste sábado (19), ele agradeceu publicamente ao ex-presidente Donald Trump pela revogação de vistos de ministros brasileiros, e prometeu: “Tem muito mais por vir”.

Além disso, o deputado voltou a defender o chamado “tarifaço” de 50% contra produtos brasileiros, como forma de pressionar o governo Lula. “Não é o cenário desejado, mas é a única esperança que resta”, declarou em entrevista à CNN.

Enquanto isso, um projeto apresentado pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) tenta abrir caminho para o exercício remoto do mandato no exterior, medida que beneficiaria diretamente Eduardo. O texto ainda aguarda parecer da presidência da Câmara.

A permanência de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos também é alvo de investigação. A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu abertura de inquérito no Supremo por obstrução de justiça, coação e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, por sua suposta articulação para proteger Bolsonaro e atacar instituições brasileiras.

Redação Saiba+

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Política

CPI aprova quebra de sigilos em investigação sobre Banco Master

Comissão do Crime Organizado mira pessoas ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro no chamado Caso Master

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VINÍCIUS SCHMIDT

A CPI do Crime Organizado aprovou, nesta quarta-feira (11), uma série de requerimentos relacionados ao chamado Caso Master, ampliando o alcance das investigações que envolvem o Banco Master e pessoas ligadas ao seu controlador, o banqueiro Daniel Vorcaro.

Entre as medidas autorizadas pelos parlamentares está a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fabiano Campos Zettel, que é cunhado de Daniel Vorcaro. A comissão também determinou a quebra de dados financeiros de Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, apontado nas investigações como um dos operadores ligados ao banqueiro e conhecido pelo apelido de “Sicário”.

Além das pessoas físicas, a CPI também aprovou acesso a informações fiscais e bancárias de empresas citadas nas apurações, com o objetivo de identificar possíveis movimentações financeiras suspeitas ou conexões com o esquema investigado.

A comissão investiga possíveis irregularidades envolvendo estruturas financeiras e relações com atividades suspeitas, dentro do escopo mais amplo das apurações sobre crime organizado e lavagem de dinheiro. A análise de dados bancários e fiscais é considerada uma etapa importante para rastrear transações e esclarecer eventuais vínculos entre os investigados.

Com a aprovação dos requerimentos, os parlamentares responsáveis pela CPI passam a ter acesso a informações detalhadas sobre movimentações financeiras, operações empresariais e declarações fiscais dos investigados, o que poderá ajudar a esclarecer a estrutura e o funcionamento do suposto esquema.

A investigação do chamado Caso Master segue em andamento e pode gerar novos desdobramentos nos próximos meses, incluindo a convocação de testemunhas, análise de documentos e possíveis encaminhamentos para órgãos de controle e autoridades judiciais.

Redação Saiba+

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Política

Senado aprova criação de Instituto Federal no Sertão da Paraíba

Nova unidade terá sede em Patos e amplia oferta de educação técnica e superior na região

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Presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) - Foto: Marina Ramos

O Senado Federal aprovou, em sessão realizada na terça-feira (10), a criação do Instituto Federal do Sertão Paraibano, uma nova instituição de ensino voltada à formação técnica e superior. A unidade terá sede no município de Patos, localizado no interior da Paraíba, reforçando a expansão da educação pública federal na região Nordeste.

A iniciativa tem como objetivo ampliar o acesso à educação profissional, científica e tecnológica, oferecendo novas oportunidades de qualificação para estudantes da região do sertão paraibano. A criação do instituto integra a política de fortalecimento da rede federal de ensino, considerada estratégica para o desenvolvimento regional.

O município de Patos possui relevância política no estado, sendo considerado base eleitoral e reduto familiar do atual presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). A cidade também é administrada pelo prefeito Nabor Wanderley (Republicanos), pai do parlamentar e que já se posiciona como pré-candidato ao Senado Federal nas eleições previstas para outubro deste ano.

Com a aprovação da proposta pelo Senado, a expectativa é que o novo instituto contribua para impulsionar a educação técnica, fomentar a pesquisa e estimular o desenvolvimento econômico local, além de ampliar o acesso de jovens e trabalhadores à formação profissional de qualidade.

Especialistas em educação destacam que instituições da rede federal têm papel fundamental na interiorização do ensino e na qualificação de mão de obra, especialmente em regiões que enfrentam desafios históricos relacionados ao acesso à educação superior.

A implantação do Instituto Federal do Sertão Paraibano deve representar um avanço para o setor educacional no estado, fortalecendo a rede de ensino e criando novas perspectivas de formação para estudantes da região.

Redação Saiba+

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Política

Ivana Bastos comenta rompimento político de Ângelo Coronel

Presidente da ALBA fala sobre o tema durante entrevista ao programa BNews Bahia, da Baiana FM, voltado ao interior do estado

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A presidente da ALBA expressou tristeza pela saída do senador, mas considera o assunto como uma 'página virada' | Bnews - Divulgação Sandra Travessa

A presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), deputada Ivana Bastos (PSD), voltou a comentar publicamente sobre o rompimento político do senador Ângelo Coronel com seu grupo político, durante entrevista concedida na manhã desta terça-feira (10) ao programa BNews Bahia, transmitido pela Baiana FM.

A participação ocorreu no novo programa jornalístico do portal BNews, voltado especialmente para o público do interior da Bahia, apresentado pelo jornalista Lucas Pacheco. A atração estreou na segunda-feira (9) e tem como proposta ampliar o debate sobre política, economia e temas de interesse regional.

Durante a entrevista, Ivana Bastos abordou o cenário político após o afastamento de Ângelo Coronel de seu antigo grupo, destacando que o momento exige diálogo e maturidade política entre as lideranças. Segundo a parlamentar, o ambiente político na Bahia passa por constantes reconfigurações, o que faz parte da dinâmica natural das alianças e articulações partidárias.

A deputada também ressaltou que as relações institucionais e o trabalho em prol da população devem permanecer acima de divergências políticas, enfatizando a importância da estabilidade e da cooperação entre diferentes lideranças para o desenvolvimento do estado.

O rompimento envolvendo o senador Ângelo Coronel tem repercutido nos bastidores da política baiana, já que o parlamentar possui forte influência no cenário estadual e mantém protagonismo em debates estratégicos para o futuro das alianças políticas na Bahia.

A entrevista no BNews Bahia marcou um dos primeiros posicionamentos públicos de Ivana Bastos após a recente movimentação política, reforçando o papel da ALBA no acompanhamento das discussões que impactam o cenário institucional do estado.

Com a estreia do programa, o BNews amplia sua presença no rádio e fortalece o espaço de debate político voltado ao interior baiano, trazendo entrevistas exclusivas, análises e discussões sobre os principais temas da política regional e nacional.

Redação Saiba+

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