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Brasil

Fux diverge do STF e rejeita medidas restritivas a Bolsonaro

Ministro diz que não há provas de fuga e critica tornozeleira como restrição desproporcional aos direitos fundamentais

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Por três dias sem se manifestar, ministro Luiz Fux foi o último da 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal foi o último a referendar medidas cautelares impostas por Alexandre de Moraes Foto: Antonio Augusto/STF

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma dura divergência contra a maioria da 1ª Turma da Corte ao se manifestar contra as medidas cautelares impostas ao ex-presidente Jair Bolsonaro, como o uso de tornozeleira eletrônica. No voto apresentado nos últimos minutos do julgamento virtual nesta segunda-feira (21), Fux criticou a falta de provas concretas e alertou para “restrições desproporcionais aos direitos fundamentais”.

Segundo o ministro, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República não apresentaram evidências novas, contemporâneas e individualizadas que justificassem a adoção das medidas. Para ele, as restrições impostas à liberdade de expressão, de ir e vir e de comunicação não encontram respaldo jurídico sólido.

“A amplitude das medidas impostas restringe desproporcionalmente direitos fundamentais, sem a demonstração contemporânea e concreta dos requisitos legais exigidos para tais cautelares”, escreveu Fux.

Além disso, o ministro afirmou que a decisão pode configurar um “julgamento antecipado” e que a tentativa de atrelar as ações de Bolsonaro a uma suposta influência externa, como retaliações do governo Donald Trump, deve ser resolvida em âmbitos diplomáticos e políticos, não judiciais.

A manifestação de Fux se contrapôs à maioria já formada na 1ª Turma com os votos de Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia, que seguiram o relator Alexandre de Moraes ao entenderem que há risco concreto de fuga de Bolsonaro para os Estados Unidos e tentativa de obstrução do julgamento sobre a trama golpista de 8 de janeiro.

Apesar de divergências pontuais anteriores, essa foi a primeira vez que Fux rompeu totalmente com a linha adotada por Moraes. No julgamento, o ministro também destacou a importância da independência do Judiciário diante de pressões políticas e sociais.

“A premissa de que poderia haver influência no julgamento esbarra no princípio básico de que o Poder Judiciário detém independência judicial. Juízes julgam conforme sua convicção, com base nos fatos e no direito”, reforçou Fux.

Histórico de contrapontos

A atuação de Fux marca uma mudança de postura em relação aos julgamentos penais do passado. Conhecido por sua rigidez no mensalão e por seu apoio à Lava Jato, o ministro tem adotado posições mais garantistas nos casos ligados ao 8 de janeiro. Recentemente, votou por uma pena mais branda à ré Débora dos Santos, condenada por vandalizar a estátua da Justiça, o que lhe rendeu elogios de Michelle Bolsonaro.

Fux também foi o único ministro a defender que os processos da tentativa de golpe deveriam tramitar na primeira instância ou no plenário do STF, e não apenas na 1ª Turma. Além disso, demonstrou ceticismo quanto à delação premiada de Mauro Cid e discordou da ideia de tratar tentativa de golpe como crime consumado.

Na sexta-feira (18), Moraes encaminhou sua decisão cautelar contra Bolsonaro para referendo da Turma. Em menos de 24 horas, três ministros acompanharam o relator, formando maioria para impor tornozeleira eletrônica, entrega de passaporte e proibição de contato com outros investigados.

Fux foi o último a votar, às 23h35 da segunda-feira, dentro do prazo regimental, e reafirmou que as acusações contra o ex-presidente carecem de fundamentação robusta para justificar medidas tão graves.

“A ausência de prova concreta de fuga torna a cautelar desnecessária e desproporcional”, concluiu.

Repercussão internacional

A decisão ocorre em meio à crescente pressão diplomática envolvendo os Estados Unidos. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, anunciou sanções contra Alexandre de Moraes e seus aliados no STF, revogando vistos e endurecendo o tom com o Brasil. Dos 11 ministros da Corte, apenas Fux, Kassio Nunes Marques e André Mendonça não foram incluídos na lista de sanções.

Redação Saiba+

Brasil

Anvisa libera retomada da produção da Ypê em São Paulo

Decisão foi tomada após nova inspeção sanitária que confirmou a adequação dos processos na unidade industrial localizada em Amparo, no interior paulista.

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (29) a liberação para retomada da produção na fábrica da Ypê, situada em Amparo, no interior de São Paulo. A decisão foi comunicada pelo presidente da autarquia, Leandro Safatle, e pelo diretor responsável pela área de fiscalização, Daniel Pereira, após a conclusão de uma nova avaliação técnica na unidade.

A autorização foi concedida depois de uma reinspeção realizada de forma conjunta entre diferentes órgãos de vigilância sanitária. Participaram da ação a Anvisa, o Centro de Vigilância Sanitária de São Paulo (CVS-SP), o Grupo de Vigilância Sanitária de Campinas (GVS) e a Vigilância Sanitária de Amparo (Visa-Amparo), que analisaram os procedimentos e as adequações implementadas pela empresa.

Segundo o resultado da inspeção, a unidade industrial demonstrou conformidade com os requisitos exigidos pelos órgãos reguladores, estando apta a retomar suas atividades produtivas. A avaliação técnica teve como foco a verificação das medidas corretivas adotadas pela companhia para atender às exigências sanitárias estabelecidas.

A decisão representa um importante avanço para a normalização das operações da empresa, que possui forte presença no mercado nacional de produtos de limpeza e higiene. A retomada das atividades também impacta positivamente a cadeia produtiva e a economia regional, especialmente no município de Amparo.

O trabalho integrado entre os órgãos de fiscalização foi fundamental para garantir que todos os critérios de segurança, qualidade e conformidade fossem rigorosamente avaliados antes da liberação da produção. A atuação conjunta reforça o compromisso das autoridades sanitárias com a proteção dos consumidores e a manutenção dos padrões exigidos pela legislação brasileira.

Além de assegurar a continuidade das operações industriais, a medida também contribui para a preservação de empregos e para o fortalecimento do setor produtivo. A expectativa é que a fábrica volte gradualmente ao ritmo normal de funcionamento, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelos órgãos competentes.

Com a autorização oficial, a Ypê inicia uma nova etapa de suas atividades, mantendo o compromisso com a qualidade dos produtos e com o cumprimento das normas sanitárias exigidas para o setor.

Redação Saiba+

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Brasil

Aury Lopes Jr. se manifesta sobre repercussão de caso Deolane

Advogado criminalista comenta atuação na defesa e redes sociais levantam debate sobre possível embate jurídico de grande repercussão no Brasil

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O advogado criminalista Aury Lopes Jr. se pronunciou por meio de um vídeo publicado em suas redes sociais após a intensa repercussão de sua atuação na defesa da influenciadora e advogada Deolane Bezerra.

Considerado um dos principais nomes do Direito Penal no Brasil, o jurista afirmou que tem acompanhado a grande exposição do caso e a série de comentários que vêm sendo feitos nas redes sociais desde sua entrada na defesa. A manifestação ocorre em meio ao aumento da atenção pública sobre o processo e seus desdobramentos jurídicos.

A nomeação de Aury Lopes Jr. para atuar no caso gerou ampla discussão entre internautas, que passaram a debater a complexidade e o potencial impacto da disputa judicial. Parte do público chegou a apontar que o processo pode se tornar um dos maiores confrontos já observados no cenário jurídico brasileiro.

Do outro lado, o promotor responsável pelo caso é Lincoln Gakiya, conhecido por sua atuação há mais de duas décadas em investigações de grande relevância envolvendo o combate ao crime organizado. A presença de dois nomes de forte expressão no meio jurídico intensificou ainda mais a repercussão do caso nas redes sociais.

O debate público também foi impulsionado pela notoriedade dos profissionais envolvidos, ampliando a visibilidade do processo e gerando expectativa sobre os próximos passos da atuação jurídica.

Até o momento, as manifestações públicas se concentram em declarações e repercussões digitais, enquanto o andamento formal do caso segue sob sigilo judicial.

Redação Saiba+

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Brasil

STF Media Acordo Sobre Crédito ao BRB

Governo do Distrito Federal e União discutem operação financeira em reunião decisiva no Supremo Tribunal Federal

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Luiz Fux conduz negociações que começaram na terça-feira, visando salvar o Banco de Brasília de uma possível falência | Bnews - Divulgação

O governo do Distrito Federal e a União participam nesta quinta-feira (28), às 10h, de uma audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar fechar um acordo envolvendo uma operação de crédito destinada ao BRB (Banco de Brasília). A negociação é considerada estratégica para o sistema financeiro local e acompanha um cenário de debates sobre autonomia financeira e responsabilidade fiscal.

A reunião ocorre em meio às discussões sobre os limites legais para operações de crédito envolvendo instituições públicas e governos regionais. O caso ganhou relevância por envolver diretamente o BRB, um dos principais bancos públicos do país e peça importante na economia do Distrito Federal.

A expectativa é que o encontro no STF avance na construção de um entendimento entre as partes, evitando novos impasses jurídicos e administrativos. O acordo pode representar um passo importante para garantir estabilidade financeira e continuidade de investimentos ligados ao banco estatal.

Nos bastidores, integrantes do governo do Distrito Federal avaliam que a solução negociada pode fortalecer o ambiente econômico da capital federal, além de preservar operações estratégicas conduzidas pelo BRB nos últimos anos. A União, por sua vez, busca assegurar que qualquer decisão esteja alinhada às normas fiscais e aos critérios de controle financeiro da administração pública.

Especialistas acompanham o caso com atenção, já que o desfecho poderá abrir precedentes para futuras operações de crédito envolvendo bancos públicos estaduais e distritais. A audiência no STF é vista como decisiva para reduzir inseguranças jurídicas e estabelecer parâmetros mais claros para esse tipo de negociação financeira.

O BRB vem ampliando sua atuação nacional nos últimos anos, aumentando sua participação no mercado bancário e atraindo novos clientes em diversas regiões do Brasil. Por isso, o resultado das negociações entre o Distrito Federal e a União também desperta interesse do setor financeiro e de investidores.

Redação Saiba+

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