Política
Prisão domiciliar de Bolsonaro: o que ele pode ou não fazer?
Prisão domiciliar de Bolsonaro: o que ele pode ou não fazer?

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que impôs prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, trouxe uma série de dúvidas sobre os limites de sua nova rotina. A medida veio após supostos descumprimentos das restrições anteriores impostas pelo STF, incluindo o uso indireto de redes sociais e a participação em eventos políticos por meio de chamadas de vídeo.
Entre os principais pontos da decisão estão a proibição do uso de celular, a limitação de visitas e a possibilidade de prisão preventiva em caso de nova infração. Segundo juristas, Moraes fundamentou sua decisão com base em ações que indicariam desobediência deliberada às cautelares anteriormente definidas — especialmente após Bolsonaro aparecer em vídeo com apoiadores, compartilhado por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.
Entenda o que Bolsonaro pode ou não fazer:
1. Pode falar com Michelle?
Sim. Por morar na mesma residência, Michelle, a filha Laura e a enteada Letícia podem manter contato com Bolsonaro. Já os filhos Flávio, Eduardo, Carlos e Jair Renan precisam de autorização do STF. Eduardo, inclusive, já teve o contato proibido, por também ser investigado no mesmo inquérito.
2. Pode usar o celular?
Não. Bolsonaro está terminantemente proibido de usar celular, inclusive por meio de terceiros. Fotos e vídeos também estão vetados, mesmo em ambiente privado.
3. Pode receber visitas?
Somente advogados regularmente constituídos e pessoas autorizadas pelo STF podem visitá-lo. Michelle e suas filhas também estão proibidas de receber visitas enquanto dividirem residência com o ex-presidente.
4. Pode sair para ir ao médico?
Sim, em casos de emergência, é permitido sair sem autorização judicial prévia, desde que haja comprovação posterior com documentação médica. Para consultas regulares, é necessário pedido formal ao STF.
5. Pode ser preso em regime fechado?
Sim. Moraes foi claro: qualquer novo descumprimento resultará em prisão preventiva, o que pode levar Bolsonaro a um local de custódia como instalações da Polícia Federal ou de batalhões do Exército, conforme já ocorreu no passado com outros políticos.
6. Precisa da aprovação de outros ministros?
Não. Por se tratar de medidas cautelares em inquérito sob sua relatoria, cabe exclusivamente a Moraes decidir. Um eventual recurso da defesa será julgado pela Primeira Turma do STF, da qual Moraes faz parte.
7. Pode ficar preso até o fim do julgamento?
Sim, a prisão domiciliar pode ser mantida até a sentença final, desde que o STF entenda que há riscos em mantê-lo livre.
8. A prisão domiciliar pode ser revogada?
Sim. A qualquer momento, Moraes pode suspender ou restabelecer a prisão domiciliar, conforme entenda que os fundamentos mudaram.

Impactos políticos e internacionais
A medida acirrou o cenário político nacional e repercutiu no exterior. O Departamento de Estado dos EUA já se manifestou, classificando a prisão domiciliar como uma possível violação de direitos humanos. Nos bastidores, há temores de sanções internacionais e tensões diplomáticas entre Brasil e Washington.
No Congresso, a decisão também causou reação imediata. A abertura do semestre legislativo se dá em um clima de instabilidade e forte hostilidade entre parlamentares da direita e o Judiciário.
Política
Jerônimo Rodrigues nega rumores sobre desistência de pré‑candidatura na Bahia
Governador reafirma posição após especulações envolvendo possível substituição por Rui Costa na disputa pelo Palácio de Ondina

O governador Jerônimo Rodrigues (PT) reagiu às especulações que circularam nos últimos dias sobre uma possível desistência de sua pré‑candidatura ao governo da Bahia nas eleições deste ano. Os rumores apontavam que ele abriria espaço para que o ministro da Casa Civil, Rui Costa, assumisse a disputa pelo Palácio de Ondina, cenário que ganhou força nos bastidores políticos.
Jerônimo, no entanto, tratou de desmentir a informação, reafirmando seu compromisso com o projeto político que vem conduzindo desde o início de sua gestão. Segundo ele, não há qualquer movimento interno que indique substituição ou mudança na estratégia eleitoral da base governista.
A reação do governador ocorre em meio a um ambiente de intensa movimentação política, no qual interpretações e análises sobre alianças e composições costumam gerar ruídos. A fala de Jerônimo busca estabilizar o cenário e reforçar que sua pré‑candidatura segue mantida, alinhada ao planejamento do grupo político que governa o estado.
A menção ao nome de Rui Costa, que já confirmou sua intenção de disputar uma vaga no Senado, também foi vista como parte das especulações que surgem naturalmente em períodos pré‑eleitorais. Com a manifestação pública do governador, a tendência é que a base aliada concentre esforços na organização da campanha e na consolidação das chapas majoritária e proporcional.
A declaração de Jerônimo Rodrigues contribui para reduzir tensões internas e reafirma a continuidade do projeto político que vem sendo defendido pelo grupo desde 2007, mantendo o foco na disputa estadual deste ano.
Polícia
Morre o deputado estadual Alan Sanches aos 58 anos
Parlamentar do União Brasil sofreu um infarto fulminante neste sábado (14) e não resistiu após atendimento do Samu

O deputado estadual Alan Sanches (União Brasil) faleceu na manhã deste sábado (14), aos 58 anos, após sofrer um infarto fulminante. A informação foi confirmada por pessoas próximas ao parlamentar e por equipes de emergência que atuaram no socorro.
Segundo apurações, Sanches passou mal repentinamente e recebeu atendimento imediato de uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Apesar dos esforços da equipe médica, o deputado não resistiu.
Alan Sanches era uma figura de destaque na política baiana, com trajetória marcada por atuação ativa na Assembleia Legislativa da Bahia. Sua morte repentina causa grande comoção entre colegas, apoiadores e lideranças políticas do estado.
A notícia do falecimento mobilizou autoridades e gerou manifestações de pesar em diversos setores. O parlamentar deixa um legado de trabalho público e participação ativa em debates relevantes para a Bahia.
Política
PF determina que Eduardo Bolsonaro volte ao cargo de escrivão após ter mandato cassado na Câmara
Decisão ocorre após cassação do mandato parlamentar e publicação de ato no Diário Oficial da União

A Polícia Federal (PF) determinou que Eduardo Bolsonaro retorne ao cargo de escrivão, função que ocupava antes de sua eleição para a Câmara dos Deputados. A decisão foi oficializada nesta sexta‑feira (2), por meio de publicação no Diário Oficial da União, assinada pelo diretor de gestão de pessoas substituto, Licínio Nunes de Moraes Netto.
Segundo o ato administrativo, a PF declarou o fim do afastamento do ex‑parlamentar, uma vez que seu mandato de deputado federal foi cassado em 18 de dezembro. Com a perda do mandato, a licença concedida para o exercício da atividade política deixa de ter validade, obrigando o retorno imediato às funções na corporação.
A medida encerra o período em que Eduardo Bolsonaro esteve afastado do quadro funcional da PF e marca sua reintegração ao serviço público federal. A corporação ainda não detalhou em qual unidade o escrivão deverá atuar, mas o procedimento segue o trâmite padrão aplicado a servidores que retornam após afastamentos prolongados.
O caso segue repercutindo no cenário político e jurídico, especialmente por envolver um nome de grande projeção nacional e por ocorrer em meio a debates sobre responsabilidades e consequências administrativas após a cassação de mandatos eletivos.
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