Brasil
EUA aplicam punição a Moraes: bloqueio de bens e veto a transações
Ministro do STF é sancionado com base na Lei Magnitsky, usada contra violadores de direitos humanos; aliados de Bolsonaro comemoram medida nos EUA.

O governo do ex-presidente Donald Trump anunciou, nesta quarta-feira (30), sanções financeiras contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão foi tomada com base na Lei Magnitsky, legislação americana voltada a punir violações graves aos direitos humanos.
A sanção foi oficializada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, e publicada no site oficial do órgão. A medida determina o congelamento de bens e ativos de Moraes em solo americano e impede operações financeiras em dólares com instituições norte-americanas.
A punição pode afetar inclusive o uso de cartões de crédito internacionais, como Visa e Mastercard. Trata-se de uma espécie de “camisa de força financeira”, nas palavras do professor Anton Moiseienko, especialista em direito internacional da Universidade Nacional da Austrália.
A sanção contra Moraes é resultado direto da pressão feita por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro, que vinham solicitando medidas contra o magistrado junto a autoridades americanas. Nos bastidores, o grupo acusa Moraes de promover censura contra plataformas digitais, influenciando diretamente empresas e cidadãos nos EUA.
Entre os fundamentos para a punição estão decisões do ministro contra empresas como o X (antigo Twitter), a Rumble e a Truth Social, rede social ligada a Trump. Ações contra Elon Musk, Chris Pavlovski (CEO da Rumble) e Jason Miller, ex-assessor de Trump, também foram mencionadas em relatórios entregues ao governo americano.
Em julho, Moraes já havia sido alvo de restrição de visto pelos EUA, medida que também incluiu outros ministros do STF e o procurador-geral da República, Paulo Gonet. Apenas três ministros teriam sido poupados da restrição: Luiz Fux, André Mendonça e Kassio Nunes Marques — os dois últimos, indicados por Bolsonaro.
A escalada do confronto jurídico-diplomático foi marcada ainda pela iniciativa de plataformas digitais que ajuizaram ações na Justiça americana contra o ministro brasileiro, intensificando o cerco internacional ao magistrado.
O Secretário do Tesouro dos EUA ficará responsável por fiscalizar o cumprimento das sanções e deverá apresentar um novo relatório com nomes adicionais a serem incluídos na lista em até 60 dias.
Brasil
Lula celebra indicação de Wagner Moura ao Oscar 2026
Presidente destaca talento do ator baiano após anúncio oficial dos indicados à premiação internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comemorou publicamente a indicação do ator baiano Wagner Moura ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator, reconhecimento conquistado por sua atuação no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho. A manifestação foi feita nas redes sociais, onde Lula exaltou o talento do artista e afirmou que “o baiano tem o molho”, em referência ao destaque internacional alcançado por Moura.
A lista oficial dos indicados foi divulgada na manhã desta quinta-feira (22), movimentando o cenário cultural brasileiro e reforçando a presença do país na maior premiação do cinema mundial. A performance de Wagner Moura no longa tem sido amplamente elogiada pela crítica especializada, consolidando o ator como um dos nomes mais expressivos do audiovisual contemporâneo.
A reação do presidente também repercutiu entre artistas, produtores e admiradores do cinema nacional, que celebraram a conquista como um marco para a indústria brasileira. A indicação fortalece a visibilidade do trabalho de Kleber Mendonça Filho, diretor reconhecido por sua linguagem autoral e por obras que dialogam com questões sociais e culturais do país.
Com a nomeação, Wagner Moura entra oficialmente na disputa pela estatueta, ampliando as expectativas do público brasileiro para a cerimônia de 2026 e reafirmando o potencial do cinema nacional no cenário internacional.
Brasil
Zé Eduardo critica caminhada de Nikolas Ferreira rumo a Brasília
Apresentador chama ato simbólico de “hipocrisia barata” e questiona motivação do deputado

O apresentador Zé Eduardo fez duras críticas, nesta quarta-feira (21), à caminhada realizada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) de Minas Gerais até Brasília. O ato simbólico foi promovido pelo parlamentar como forma de protesto contra a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento em uma suposta trama golpista.
Durante o programa Giro Baiana, transmitido pela rádio Baiana FM (89,3), Zé Eduardo classificou a iniciativa como “uma hipocrisia barata”, destacando que, em sua avaliação, o deputado demonstra preocupação exclusiva com “um único personagem político”.
O comunicador também questionou a real efetividade do gesto, afirmando que manifestações desse tipo pouco contribuem para o debate público e acabam servindo mais como estratégia de visibilidade do que como defesa de princípios democráticos.
A declaração repercutiu entre ouvintes e nas redes sociais, ampliando a discussão sobre o papel de figuras públicas em atos políticos e sobre os limites entre engajamento e autopromoção.
Brasil
Boulos prevê votação do fim da escala 6×1 ainda neste semestre
Ministro afirma que articulação com Câmara avança e que mudança na jornada de trabalho ganha força no Congresso

O ministro da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, revelou que o governo intensificou as articulações para alterar o modelo atual de jornada de trabalho no país. Segundo ele, uma conversa recente com o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, e com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), abriu caminho para que o tema avance no Legislativo.
Durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, Boulos afirmou que a expectativa é de que o Congresso Nacional vote o fim da escala 6×1 ainda neste semestre, sinalizando que a proposta tem ganhado apoio entre parlamentares e setores do governo.
O ministro destacou que a mudança busca modernizar as relações trabalhistas e garantir melhores condições aos trabalhadores, reforçando que o debate está sendo conduzido com responsabilidade e diálogo entre Executivo e Legislativo.
A possível revisão da escala 6×1 — modelo em que o trabalhador atua seis dias consecutivos e folga apenas um — é vista como um passo importante para equilibrar produtividade e qualidade de vida, tema que vem ganhando relevância nas discussões sobre direitos trabalhistas no Brasil.
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